Mesmo diante do desemprego, os brasileiros continuaram exigentes ao escolher uma vaga ou empresa. Atualmente, com o reaquecimento do mercado, isso fica ainda mais evidente. Afinal, cada vez mais, os profissionais tornam-se os protagonistas dos processos seletivos e oportunidades. Estagiários e aprendizes estão dentro dessas estatísticas também.

Plano de carreira

Contudo, o que chama mais atenção dos candidatos em uma empresa? Segundo pesquisa do Nube com mais de 34 mil participantes, para 39,86% o desejo por cargos de liderança está tomando o lugar das grandes remunerações. Ou seja, os talentos já entram na entidade querendo posições de influência.

De acordo com a coordenadora de recrutamento do Nube, Jéssica Quione, o crescimento e a ascensão são os maiores desejos de quem quer desenvolver a carreira. “É sim importante identificar na companhia a possibilidade de atingir esses objetivos. Contudo, alguns fatores podem interferir nesse planejamento a médio e longo prazo, como as crises imprevistas no mercado de trabalho ou área de atuação, por exemplo. Sendo assim, é essencial analisar se aquela experiência será relevante para sua trajetória e o fará adquirir novas habilidades e aprendizados, mesmo se futuramente o tão sonhado cargo de liderança naquele lugar não chegar”, explica.

Todavia, é preciso manter as esperanças e lutar por isso. “Para alcançar essa posição é fundamental ter conhecimento de seus pontos fortes e de melhoria. Além disso, querer contribuir para o crescimento da marca é fundamental. Afinal, um futuro líder deve sempre estar atento às tendências do mercado e buscar conhecimento constantemente por meio de aperfeiçoamento, um bom relacionamento interpessoal e trabalho em equipe”, diz Jéssica.

Flexibilidade

Já para 23,05%, a flexibilidade de horários é o fator chave. Isso vem ganhando destaque durante a pandemia e pode aumentar a produtividade e a qualidade de vida do colaborador. “Cada um tem um horário mais produtivo para realização de suas tarefas. Então, permitir a atuação em conformidade com esses períodos, gera-se mais motivação, resoluções mais criativas para os problemas, além de aumentar a entrega dos resultados. Com tudo isso, a relação ofício e vida pessoal se torna mais saudável”, comenta a recrutadora.

Somente 10,84% deram preferência para a possibilidade de atuação remota. Diante da modalidade compulsória, atualmente, esse não é mais um motivo de diferenciação e, sim, parte do “novo normal”. “As vantagens do home office são diversas, destacamos o aumento da produtividade e redução dos custos da entidade. Já para os contratados há melhoria do bem-estar, mais horas de sono, contato maior com a família e possibilidade de momentos de lazer, além da diminuição do estresse”, ressalta a selecionadora.

A advogada Manoele Krahn, sócia do escritório Pineda e Krahn de Curitiba, é casada com um jogador de vôlei e, para acompanhar a família, já morou na Polônia, na Turquia e no Japão, onde está há uma ano e seis meses na cidade de Kariya. Sendo assim, para ela é muito importante essa maleabilidade. “O começo foi difícil porque nossa estrutura não era voltada para o acesso remoto. Minhas mudanças iniciaram em 2012, ainda não se falava sobre reuniões on-line de forma tão natural como hoje. Só depois organizamos nossos arquivos e sistemas para o virtual, porém, as coisas fluíram muito bem”, relembra. Isso tem sido chamado de nomadismo digital.

Benefícios e remuneração

Outros 16,82% priorizam “muitos benefícios” na hora da escolha pela posição ou corporação. Segundo a especialista, esses também são aspectos impulsionadores da motivação e reconhecimento do time. “Isso resulta em funcionários mais engajados em suas funções e com a organização. Todavia, as vantagens isoladamente não garantem todos os aspectos essenciais para um local ser considerado satisfatório. Existem aqueles grandes moventes de entusiasmo como os horários flexíveis, capacitação, folgas remuneradas, espaços de lazer e descanso, entre outros”, alerta.

Por fim, apenas 9,44% ainda favorece um salário alto. Para Jéssica, esse é um artifício das instituições para chamar atenção dos candidatos, afinal, uma remuneração justa traz satisfação e reconhecimento. “Entretanto, buscar somente isso pode trazer descontentamento devido a diversos fatores. Por isso, é fundamental analisar a compatibilidade com os valores institucionais, pesquisar sobre o espaço laboral e chefia, crescimento e aprendizagem, os quais podem passar despercebidos caso a candidatura ocorra exclusivamente por conta do alto rendimento financeiro”, finaliza.

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