O ano de 2021 chegou ao fim e ainda existem muitas dúvidas sobre como será 2022. O otimismo começa a se manifestar com intensidade para a sociedade como um todo, inclusive no contexto corporativo. Contudo, desde quando o coronavírus pegou o mundo de surpresa, muita coisa mudou - e provavelmente não voltará a ser como antes. Para entender o impacto do trabalho a distância, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa com 16.060 jovens de 15 a 29 anos e perguntou: “o home office continuará mesmo após o fim do isolamento social?”. 

No ar entre 15 e 26 de novembro de 2021, o estudo revelou um interesse da juventude em permanecer em casa. Para quase 66,3% dos entrevistados, ou 10.646, essa modalidade irá se manter como modelo padrão nas organizações, porque rendeu bons resultados de produtividade e permite ao colaborador atuar de qualquer lugar sem prejuízos ao rendimento. 

Para Yolanda Brandão,  gerente de treinamentos do Nube, a pandemia acelerou as mudanças, mas de forma paulatina. “Contudo, apesar de muitas empresas já adotarem a modalidade antes mesmo da crise sanitária do Covid-19 no Brasil, poucas haviam passado pela experiência da maior parte do time remoto e estendido para vários cargos. Essa transformação ocorreu, inclusive, para quem está em início de carreira, demandando maior acompanhamento, como estagiários e aprendizes”.

Passado o susto causado pela transição inesperada, se percebeu como a entrega das atividades foi mantida na maior parte dos casos e foram encontrados meios para gerir e desenvolver pessoas à distância. “Sobretudo para os moradores dos grandes centros, eliminou as horas perdidas no trânsito e grandes deslocamentos, trazendo economia de tempo e dinheiro”, comenta a especialista. 

Assim, para aproveitar ao máximo desse formato, criar uma rotina tende a ser positivo para a maioria das pessoas. “Separar o momentos do dia para alimentar-se adequadamente e descansar também deve ser previsto no home office. Além disso, encontrar, se possível, um local adequado, silencioso, com móveis confortáveis garante a melhor experiência”. 

Cerca de 25,1% (4.024) acreditam na prevalência do estilo híbrido, ou seja, parte dos dias no escritório, outros no lar.  “Esse formato vem ao encontro das expectativas dos profissionais de maior flexibilidade e qualidade de vida, mais tempo em casa e com a família”, complementa Yolanda.

Apenas 8,6% (1.390) dos respondentes nadam contra a maré e não enxergam assertividade na atuação a distância: 857 veem o teletrabalho como uma alternativa apenas durante a crise e os outros 533 percebem mais eficiência na permanência presencial. “O trabalho híbrido parece ser uma tendência a se consolidar, embora em algumas ocupações e negócios o tipo tradicional continuará sendo necessário”, aponta. 

Assim, a dica para quem ainda prefere a realidade pré-Covid é buscar organizações nas quais é oferecida a opção de determinar como se deseja executar suas obrigações.

Fonte: Yolanda Brandão,  gerente de treinamentos do Nube

Serviço: Home office permanecerá forte no pós-pandemia na visão dos jovens

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