Com a adaptação às pressas para o trabalho remoto por parte de estagiários, aprendizes e CLTs, muitas empresas descobriram na dimensão digital uma potência a ser explorada, com inúmeras ferramentas úteis on-line. Segundo a Check Point Software Technologies, em 2021, os crimes virtuais cresceram em 40% se comparados com o ano anterior. No Brasil, o aumento foi consideravelmente maior, chegando a 62%. Essa realidade traz um questionamento: como proteger as senhas? As operações estão seguras? 

Por que aumentou o número de golpes virtuais?

Conforme o mesmo levantamento, a média semanal de ciberataques no país alcança 967 tentativas. Isso é, cerca de 193 investidas por dia. Com o home office, as métricas alarmaram ainda mais. Afinal, os dispositivos foram separados, pois cada colaborador levou o seu próprio para casa. Isso acarretou em invasões mais sofisticadas, com uma elevação de 50% no segundo semestre de 2020.  

Para Marcelo Bittar, engenheiro de software Jr. no Banco Pan e graduado em ciências da computação pela Universidade São Judas em São Paulo, essa questão se apresenta como uma tendência global. “Os ataques cibernéticos vêm aumentando exponencialmente nos últimos anos, por causa da melhora da tecnologia e pela resistência de investimento em segurança da informação”, pontua. 

Em sua maioria, os golpes visam o roubo de credenciais e a instalação de ransomwares. Ou seja, não só se aproveitam do estado defasado das soluções remotas, mas também dos temas correntes acessados nas máquinas. Um exemplo claro é o próprio vírus, origem de todo o alvoroço. Os domínios relacionados às vacinas contra a Covid-19 avançaram 300%, sendo 29% suspeitos. 

Entretanto, assim como a crise sanitária melhorou com a vacinação em massa, não é possível dizer o mesmo das ofensivas digitais. Todavia, a partir disso, o trabalho híbrido se tornou uma opção viável para uma grande porcentagem das organizações. Inclusive, de acordo com uma pesquisa da SurveyMonkey, em parceria com o Zoom, cerca de 65% dos entrevistados qualificam essa modalidade como ideal. 

A Daryus Consultoria, referência em gestão de riscos, acredita nesse “novo normal” corporativo. A aceleração da digitalização, impulsionada pela pandemia, desbravou a possibilidade de exercer funções sem precisar recorrer a um escritório físico. Assim como, a ausência de deslocamento, contando horas no transporte público, contribuiu para uma melhora na qualidade de vida dos colaboradores. 

O perigo das ameaças digitais

No entanto, isso também trouxe consequências virtuais. Atualmente, é preciso estar alerta para resguardar senhas e dados pessoais. Consoante a Jeferson D’Addario, CEO do Grupo DARYUS, “as empresas precisam ter mais atenção no quesito segurança cibernética, para os hackers é uma grande oportunidade atacar computadores pessoais menos protegidos.”

Vimos uma nova perspectiva com a LGPD (Lei Geral de Proteção dos Dados Pessoais), para regulamentar o uso dessas informações e manter sua privacidade, garantindo seu uso adequado. Gerenciadores de códigos, manter os softwares atualizados e investir em armazenamento em nuvem são alguns pontos para se ter cuidado, pois evitam o vazamento de arquivos. 

Além do mais, em certos casos, as ameaças vão além dos segredos empresariais. “O roubo de identidade, por exemplo, tende a aumentar, pois as pessoas usam cada vez mais dispositivos móveis e interativos, com suas contas vinculadas a eles. A segurança, de modo holístico, será o grande desafio e oportunidade na próxima década”, afirma D’Addario. 

O engenheiro de software também concorda, se o empreendimento é vítima da perda das referências de alguém, está fadada a um duro julgamento. Quando questionado sobre o impacto das operações corporativas, ele destaca: “Um exemplo é onde trabalho, se um banco sofre um ciberataque, além de arcar com a invasão internamente, quando exposto perde toda a credibilidade, afetando o número de clientes e consequentemente o financeiro”, expõe Bittar.  

Como se proteger de ciberataques?

Pensando em ajudar as corporações em relação à segurança digital, D’Addario destaca algumas dicas fundamentais:

Gerenciador de senhas: usar sistemas qualificados, garantindo o armazenamento seguro de códigos e senhas, com controle e criptografia;

Gestão de acessos: as empresas precisam melhorar o controle de acessos. Um caminho é usar VPN (Virtual Private Network) para conexões remotas, auditar logs constantes e implementar gestão de identidade com mais efetividade;

Armazenamento em "nuvem": armazenar em repositórios confiáveis na nuvem com monitoramento e controle. Integrado com plataformas de escritório são formas imprescindíveis de evitar vazamentos por máquinas menos protegidas.

Antivírus: tenha sempre instalado um antivírus. Existem opções de ferramentas gratuitas para quem não pode pagar por uma específica. Mantenha sempre os navegadores e aplicativos atualizados e aplique correções no seu sistema operacional.

Lembre-se: o Nube preza pelos seus dados pessoais e os protege guardados por sete chaves, ou melhor, são códigos criptografados. A sua empresa está preocupada com isso? Já pensou perder o registro de todos os seus funcionários e estagiários? 

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