A pandemia mudou abruptamente a rotina de estagiários, aprendizes e CLTs, causando um jet lag social em grande escala. O termo indica transformações bruscas, pegando o organismo de surpresa e dessincronizando o horário convencional para cada indivíduo. O termo é comumente utilizado para explicar o distúrbio temporário das funções biológicas, geralmente causadas por viagens, mas foi potencializado após dois anos em uma crise sanitária sem precedentes. Você se sentiu afetado por essa modificação? Percebeu alterações no seu sono, por exemplo? 

Entenda melhor sobre esse termo

No Brasil, um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou: cerca de 8,2 milhões de brasileiros trabalharam em regime de home office desde a chegada da Covid-19. Além disso, 46% das empresas aderiram a esse modelo, conforme o estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA). Essa mudança de rotina trouxe alguns benefícios, como a diminuição da circulação de doenças - a exemplo do próprio coronavírus - e, consequentemente, uma menor incidência de problemas respiratórios. 

De acordo com Primo Paganini, médico psiquiatra e consultor de neurociências, o nosso corpo sofreu, em proporções distintas, o impacto dessa variação. “O relógio biológico de todo indivíduo é ritmado pelo ciclo circadiano. Entre outras funções, ele reage às atividades diárias durante as 24 horas, sincronizado-as ao período claro (dia) e ao escuro (noite). Ele nos ‘alerta’ a hora de acordar, alimentar, estar ativo, relaxar, dormir, entre outros.” 

Portanto, é de extrema importância estar saudável para um funcionamento adequado, inclusive, se acontecer alterações súbitas. “Quando mudamos nossa rotina de forma repetida, hormônios reguladores desse processo podem sofrer um desequilíbrio e impactar diretamente na qualidade de vida, produtividade e, a longo prazo, na saúde mental e fisica”, explica Paganini. 

Rafael do Valle Oliveira, discente de medicina pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), sentiu essa repercussão. “O isolamento domiciliar e o cotidiano de aulas remotas alteram nosso ritmo de exposição à luz, por exemplo. Dessa forma, há modificação no ritmo de produção de melatonina pela glândula pineal, responsável por regular os ciclos de atividade-repouso e sono-vigília”, pontua. “Passamos a repousar com menos qualidade e nunca nos sentimos plenamente descansados”. 

Para entender detalhadamente os principais impactos do jet lag social e compreender como driblar suas consequências, Paganini salientou alguns pontos: 

- Sono irregular: 

De acordo com o estudo do Ipea, um terço da população mundial sofre com insônia. Durante a crise, esse número subiu, afetando 70% dos brasileiros. Para o médico, a interrupção da antiga rotina têm parte de responsabilidade na ausência ou irregularidade do adormecimento. “Além disso, é comum as pessoas passarem noites em claro, pois o corpo também perde temporariamente as referências externas e precisa se adaptar aos novos estímulos”, comenta. 

- Metabolismo desregulado:

Essas mudanças também interferem nos processos metabólicos e endócrinos, reduzindo a liberação de hormônios, como cortisol. Essa baixa geralmente sucede em maiores chances de obesidade e diabetes. “Muitos indivíduos, durante o trabalho a distância, não faziam pausas para almoçar ou lanchar, como era antigamente. Essa falta de rotina, além de transformar a maneira como são liberados, pode provocar distúrbios alimentares essenciais”, explica. 

Segundo o discente de medicina, esse ponto foi um dos principais em sua adaptação. “Houve uma alteração intensa nos meus hábitos com relação à alimentação. Pelo fato de acordar cedo todos os dias para assistir as aulas presenciais, eu tinha o costume de tomar cafés da manhã reforçados, ativando o metabolismo e o ritmo intestinal já pela manhã, tornando o dia mais eficiente.”

Todavia, seus costumes se alteraram desde a adequação ao remoto. “Muitas vezes acordei não sentindo fome ou necessidade de comer, pois havia um menor gasto energético. Desse modo, passei a consumir em horários aleatórios, em quantidades muito maiores ou menores, sofrendo com a falta de constância na nutrição diária”, comenta Oliveira. 

Para minimizar esses impactos, o especialista recomenda:

- Deitar-se mais cedo, para o corpo ir se acalmando aos poucos;

- Praticar atividade física para melhorar a qualidade da sonolência; 

- Para um descanso adequado, limitar o acesso às luzes artificiais como lâmpadas, telas de celulares, computadores e televisão; 

Por fim, vale ressaltar: “todas essas iniciativas podem ajudar muito a ajustar o seu metabolismo, mas se sentir uma insônia frequente, procure ajuda médica”, alerta Paganini. O Nube entende como um descanso adequado é essencial para um trabalho de excelência e uma vida mais saudável. Por isso, propagamos informações diariamente para você ter um cuidado mais minucioso consigo mesmo. Lembre-se: conte conosco para trilhar um caminho de sucesso!

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