Os nascidos a partir de 2000, conhecidos como Geração Z, estão se inserindo no mercado de trabalho por agora, como estagiários, aprendizes e CLTs. Seu modo de atuação é bem demarcado e vem transformando a organização de diversas empresas, a fim de adaptar suas operações para esse público. 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística), eles representam 24% da população brasileira, isto é, são 51 milhões de pessoas. Trata-se de um grupo marcado pela facilidade com aparatos tecnológicos, independência, capacidade de absorver múltiplas referências, pelo imediatismo, interatividade e, ainda, são reconhecidos pelo espírito empreendedor.  No ambiente corporativo, esses atributos tendem a permanecer. Pensando nisso, sua corporação está preparada para a chegada desses talentos?

Como é o mercado de trabalho para a Geração Z?

Para Jamille Barbosa Cavalcanti, professora de administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a atuação desse público é similar às outras esferas da vida, pois nasceram em uma época onde as grandes transformações sociais, políticas, econômicas e tecnológicas já estavam latentes. Além disso, a agilidade e facilidade para solucionar problemas e a valorização das diferenças em meio às relações fazem parte da rotina. 

Consoante à Jamille, “o mundo, após todas estas evoluções, apresenta um cenário onde as informações são extremamente acessíveis, no qual a comunicação é ou pode ser instantânea, independentemente do lugar. Desse modo, faz todo sentido, entendermos o desejo de obter respostas rápidas, criativas. Eles querem a prontidao”, completa. 

Caio de Assis Ribeiro faz parte dessa geração e é discente em ciências da computação na Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Rio Claro. Segundo ele, a sinceridade para lidar com as demandas é um diferencial. “Para mim, a clareza é o mais importante. Meu grupo está acostumado a receber muito conhecimento de todos os lados e vejo isso como algo positivo”. 

Ademais, o modo como a instituição se porta diante da comunidade conta muito. “A falta de transparência sobre a disponibilidade de vagas, benefícios, o próprio espaço e coisas absurdas, como faixa de salário confidencial, desanimam muito no ingresso”, conta Ribeiro. Portanto, é necessário estar atento com os elementos compartilhados, principalmente, nas redes sociais. 

Quais as características esse grupo procura?

Uma curiosidade sobre essa coletividade é a tendência de mudar mais rapidamente de ocupação. Em um levantamento realizado pelo The UK’S Job Hopping Habits, 16% dos entrevistados disseram ter passado por cerca de dez empregos desde a inserção na dimensão empresarial. Já a população com mais de 35 anos relatou a mesma quantidade de cargos, porém com um período de tempo maior.

Conforme a professora, esses cidadãos tendem a propósitos distintos se comparado com os anteriores, pois o ofício é visto como busca por poder ou status. Para ela, esses adolescentes querem um escritório onde seja proporcionado uma atividade prazerosa e o desenvolvimento pessoal concomitantemente. “Eles buscam encontrar um sentido, pretendem conciliar as horas de serviço com as de lazer e as dedicadas à família.”

Quando questionado sobre a posição desejada, o discente de ciências da computação pontuou: “na minha visão, a vaga ideal foge das oito horas nos cinco dias da semana.” Ademais, a flexibilidade e modernidade é essencial para Ribeiro. “Muitos estudos comprovam sobre as jornadas exaustivas e o quanto elas prejudicam a produtividade. Tecnologias arcaicas e aparelhos obsoletos (como aquela impressora sempre com problema ou o computador constantemente travado) podem aumentar o estresse e reduzir a eficiência”, destaca. 

É imprescindível salientar: as inovações são inerentes a esse grupo, logo, esperam um funcionamento íntegro e veloz de qualquer ferramenta. Além do mais, se sentir pertencente ao empreendimento, bem como ter uma relação agradável com o time faz total diferença. “Um salário muito alto não é o bastante para compensar ambientes hostis. Um valor para viver com um pouco de conforto além das necessidades básicas, somado a um cargo no qual não se desgaste a ponto de te deixar incapaz, são pontos apelativos na hora de escolher um lugar para desenvolver a carreira”, afirma Ribeiro. 

Portanto, a especialista finaliza: “a relação estabelecida é muito mais flexível, autônoma e responsável, na qual a mudança constante tem a ver com a busca da autoconstrução.” Ou seja, esse espaço tende a ser informal, com a tecnologia gradativamente presente e as diferenças humanas e culturais mais valorizadas, além da reciprocidade, respeito e liberdade para a criação. 

Por fim, o Nube é seu aliado para encontrar esses gênios recém chegados no mercado de trabalho. Para propagar ideais mais modernos e flexíveis pela sua organização, conte com os estagiários e aprendizes, pois eles são a fonte de renovação do ambiente corporativo. Além do mais, diariamente compartilhamos conteúdos sobre carreira, profissão e demais assuntos, para atualizar você das novidades. Conte conosco para um futuro próspero!

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