Com o início de um novo ano, muitas pessoas pensam em dar uma repaginada na vida, seja mudando de carreira ou investindo em algo para ter mais satisfação. A rotatividade de funcionários teve um crescimento de 38% nas empresas nos últimos três anos, no mundo. No Brasil, o percentual foi de 82%, de acordo com pesquisa da Robert Half. Sendo assim, os dirigentes precisam se atentar para esse problema e pensar em outras formas de contratação, como investir em estagiários e aprendizes para formar seu quadro de talentos.

Os desligamentos

Apesar do pedido de demissão do próprio colaborador, os números de desligamentos devido à falta de desempenho também estão aumentando. Isso pode ser explicado por diversos aspectos: pela pouca experiência qualificada do profissional (por não ter feito estágio, por exemplo), falta de treinamento ou desmotivação por fatores pessoais. Em 2020, a quantidade de demissões subiu 10,5% e de admissões, caiu 9,6%, segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Para o diretor do Cebrac, Jefferson Vendrametto, a melhor forma para se destacar na corporação é estar sempre atualizado com as tendências do segmento. "O mundo mudou e traz com ele os novos formatos de se adaptar a um trabalho, seja no âmbito tecnológico ou estrutural. É preciso estar por dentro da inovação e da modernidade", explica.

Para evitar essa alta rotatividade, é fundamental todos do time estarem em sintonia e alinhados com os propósitos da organização. A comunicação deve ser humanizada e as metas claras, para o clima organizacional se manter saudável e criar um sentimento de felicidade a todos os envolvidos. Ações de incentivo são essenciais para manter a equipe engajada e comprometida. De acordo com estudo da Society of Incentive & Travel Executives - Site, essas atitudes aumentam o desempenho em 45%.

O papel do funcionário em buscar mais qualificação também é muito importante, assim como, a instituição ter uma preocupação em manter o bem-estar por meio de benefícios. Conforme levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, quem busca se capacitar tem 30% mais chances de conseguir um novo emprego.

O bem-estar dos colaboradores

De acordo com o Índice de Bem-Estar Corporativo - IBC, do Zenklub, desenvolvido por times de psicologia e educação corporativa, o valor no país ainda é médio, 49,25 em uma escala de 0 a 100, cujo ideal mínimo é de 78. Quando a esfera é ambiente de trabalho, o número é 42,48. Já em relação ao Burnout, surge um alerta: a taxa é de 58,75.

Entre os setores com mais preocupações estão o farmacêutico (42,58), recrutamento (46,6), logística (44,33), alimentação (44,46) e comunicação (45,5). Já os com melhores resultados são cosméticos (53,17), educação (52,72), agricultura (52,14), saúde (50,91) e indústria (50,63). Ainda sim, longe do ideal.
Se avaliado por região, o Centro-Oeste tem o mais alto indicador, com 53,08, já o Nordeste tem o menor, com 44,93. Esses dados são importantes para as lideranças terem uma maior noção da situação ao seu redor e tomar providências para diminuir o turnover.

“O IBC vem justamente como uma ferramenta para oferecer esse panorama com base em dados, possibilitando olhar não só para o tratamento, como para a prevenção”, comenta o CEO do Zenklub, Rui Brandão.

Nesse estudo, foram avaliadas cinco dimensões: clima no cotidiano, estafa, aumento da carga, relacionamento com colegas, volume e controle de demanda. Para a amostragem, mais de 1.600 pessoas de 335 entidades pelo Brasil foram entrevistadas. “Enquanto a síndrome de Burnout foi incluída na lista de doenças da Organização Mundial de Saúde - OMS, faltam instrumentos para mapear a saúde mental. Além disso, muitos ainda estão conhecendo o tema”, comenta Brandão.

Nesse sentido, incentivar a cultura do estágio é uma grande alternativa. Afinal, o jovem é lapidado naquele local, sem vícios anteriores e aprende tudo sobre o funcionamento e as regras. No futuro, ele passa a integrar o quadro de funcionários, estando alinhado com o estabelecimento. Esse é um dos pontos vantajosos dessa prática.

Portanto, fique de olho e evite esse problema em seu negócio. O planejamento na montagem do organograma pode ser a chave para o sucesso. Caso deseje fortalecer seu grupo com estagiários e aprendizes, entre em contato com o Nube. Será um prazer ajudá-lo.

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