Nos últimos tempos, estamos ouvindo falar bastante sobre saúde mental e o ambiente empresarial faz parte dessa pauta. Afinal, o estresse enfrentado pelos colaboradores influenciam o seu relacionamento com todos os aspectos associados ao trabalho, desde a produtividade até os convívios interpessoais.

O espaço físico mudou e a cultura interna também

Pense: os líderes e o time, de certa forma, possuem o mesmo objetivo. Ambos precisam gerar resultados. “No processo para atingi-los, eles são pressionados de várias maneiras. Para algumas organizações, longas horas de labor e incentivos nada positivos, equivalem a um maior rendimento e qualidade na produção”, diz a CEO da Vittude, Tatiana Pimenta.

Todavia, isso é efetivo? As equipes operam incessantemente sem sequer levar em consideração a complexidade das demandas, recursos econômicos e humanos disponíveis, condições do espaço, instruções pertinentes, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre outros fatores.

O local de ofício, por exemplo, é um reflexo da cultura institucional. A decoração, os tipos de móveis ou o dress code reforçam esses aspectos. “Contudo, quando o contexto da Covid-19 chega, todas as seguranças são abaladas, os planejamentos são desorganizados e o futuro passa a ser uma grande incógnita. Então, temos um paradoxo: lideranças tentando ‘trazer o modus operandi antigo’ e os internos fingindo acreditar porque ninguém quer aceitar: ‘o rei está nu’”, explica o psicanalista e consultor na área de gestão de pessoas, Roberto Aylmer.

“O recinto é uma representação do campo mental. Por isso, algumas entidades criaram áreas compartilhadas, baias e terminaram com as salas. Em uma companhia, para simbolizar o novo tempo, um CEO recém-chegado mandou retirar a porta de vidro a qual separava o andar do C-Level e acabou com todas as divisórias. Sendo assim, alguns contratados pediram demissão ao ver seu habitat como um local comum e não mais sagrado”, continua o especialista.

Essas pressões psicológicas podem facilmente aumentar o esgotamento e ele passa a interferir não somente nas ocupações diárias, mas na tomada de decisão, na resolução de problemas e no controle emocional. De acordo com a pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), representante brasileira da Associação Internacional de Administração do Estresse, 72% dos assalariados brasileiros sofrem de alguma sequela do estresse. Ao mesmo tempo, o percentual de funcionários com Burnout é de 32%.

Como cuidar de quem está ao seu lado

A estafa geral dá origem a reações em cadeia as quais dificultam a realização das tarefas e prejudicam a sanidade mental. “O mau humor e a indisposição transitam pelos departamentos, como se fossem contagiosos. Isso pode até gerar crises financeiras, humanas ou de imagem”, alerta a CEO.

Para evitar sofrer esses efeitos, as corporações devem desenvolver um programa voltado para os cuidados com o bem-estar intelectual dos prestadores. Para isso, é essencial uma atmosfera agradável, flexível e cooperativo, independentemente da posição hierárquica”, complementa Tatiana.

Portanto, segundo ela, é crucial capacitar os dirigentes para melhorar a sua relação com o staff e, assim, incentivar o ofício de maneira saudável e eficiente. “Logo, o melhor é pensar em como agir para, além de alcançar os resultados esperados, evitar impactos negativos no fator emocional dos indivíduos”, finaliza.

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