Como você imagina a sua relação com a tecnologia daqui a cinco anos? Essa pergunta norteia diversas questões, inclusive, se tornou a temática de muitos filmes justamente por causa da infinidade de possibilidades. Contudo, uma coisa é certa: estaremos mais dependentes dela e será parte da nossa existência em inúmeros aspectos. Por isso, discutir sobre o amanhã e a nossa interatividade com as máquinas, se torna um fator decisivo. 

Amor e ódio: paradoxos da nossa relação com a tecnologia 

Neste ano, o diretor do centro para o futuro do trabalho da empresa americana Cognizant, Manish Bahl, realizou um webinar, intitulado The Timeline of Next, e trouxe um questionamento: como será nossa conexão com essa inteligência em 2025? Conforme o especialista, não foi surpresa a resposta, 60% esperam ser ainda mais subordinados. No entanto, 33% apostaram em um vínculo de amor e ódio. “Com isso em mente, agora é o momento ideal de olhar para a nossa atualidade com a tecnologia e nos perguntarmos quem está realmente no controle”, afirma Bahl. 

Para o estagiário em análise e desenvolvimento de sistemas em Caratinga (MG), Gabriel Nogueira, “embora seja uma tendência, afinal, a digitalização simplifica nossas vidas, é importante ter em mente: não podemos ser 100% dependentes dela.” Ou seja, o discente convive diariamente com esses mecanismos e alerta sobre uma possível submissão, mesmo reconhecendo seu potencial de facilitar nossa rotina. 

A Covid-19 nos empurrou ainda mais para o uso intensivo dos aparelhos eletrônicos. “A pandemia foi um fator decisivo para a manipulação da high tech no nosso dia a dia, tendo em vista nossa adaptação aos trabalhos remotos. Com isso, as pessoas aprenderam novas habilidades, certamente, com predisposição a serem melhoradas”, destaca Nogueira. Ademais, durante o distanciamento social, tudo acontecia por intermédio das telas, desde o exercício do ofício até o lazer. 

A utilização da Internet aumentou em 70% e o tráfego nas mídias sociais cresceu em até 50% em comparação com os níveis pré lockdown, de acordo com o diretor. Conforme dados colhidos pela Hootsuite e WeAreSocial, o Brasil está na segunda posição global dentre os países com maiores índices de tempo no wi-fi. Por fim, Bahl questiona: “mas e agora? Existe alguma reviravolta ou todos nós nos tornamos parte da Matrix?”

Uma nova forma de consumir informações  

Com mais dispositivos à mão, frequentemente são consumidas informações excessivas, na tentativa de não perder nenhum momento e nem ser deixado para trás. Essa crescente sujeição das vidas virtuais tem um preço. Um conhecimento excedente, maior em comparação com o quanto o cérebro consegue processar, pode gerar ansiedade, depressão, raiva, entre outros sentimentos negativos. 

Consoante à Bahl, “o tempo de atenção humana está diminuindo em 88% a cada ano. Agora, se eleva a apenas oito segundos. Hoje, 45% do comportamento se concentra em tarefas das quais não se precisa de raciocínio.” Logo, no futuro, os robôs farão atividades mais assertivas e avançadas em relação a qualquer pessoa.

As crianças estão crescendo em uma realidade com uma diminuição considerável da capacidade de concentração. Cercadas pelas telas, todo o conhecimento do mundo se encontra a seu alcance, com velocidade de acesso. Por intermédio dessas novidades, somos constantemente alimentados por notícias falsas e desinformação. “Muitas vezes ficamos frustrados com o fato da ‘verdade’ parecer estar se tornando cada vez mais difícil de ser encontrada”, expõe o diretor.

Como estão agindo as corporações?

Nesses casos, como neutralizar os efeitos nocivos da vida digital, mantendo seus aspectos positivos? As corporações, ao notarem essas precedências, estão investindo em mudanças para seus modelos de negócios, em busca de garantir o bem estar digital de seus colaboradores e clientes. Conheça alguns exemplos mundiais elencados por Bahl:

- A companhia Vivo lançou o #SwitchOff na Índia para incentivar os usuários a fazerem uma pausa em seus apetrechos e passarem mais tempo com a família e amigos. A hashtag destacou essa dependência e as sensações de isolamento, bem como sobre os benefícios de fazer uma desintoxicação digital. 

- A Sundayy, uma plataforma de comunicação, permite aos internautas verificar as atualizações apenas uma vez por semana. De segunda a sábado, eles escrevem reflexões ocultas e no domingo, as anotações são reveladas e todos podem ver as interações de suas conexões. 

- Em Omã e nos Emirados Árabes Unidos, a Pizza Hut desafiou seus consumidores a desligarem seus dados móveis por uma hora, em troca de pizza grátis. Tudo isso para incentivar mais interações. 

O crescente reconhecimento dos pontos saudáveis nessa nova realidade é uma abertura para o surgimento de modelos de diálogo. Para saber mais sobre o equilíbrio entre esses mundos e conferir sugestões para fugir da “Matrix”, acompanhe nosso blog! Diariamente, o Nube posta conteúdos acerca das evoluções tecnológicas e profissionais, portanto, fique conectado conosco!

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