Se antes tudo era embaçado e sem cor, com a chegada do óculos a vida de milhares de pessoas mudou drasticamente. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam: a falta dele é um fator decisivo na queda do aprendizado e, consequentemente, da produtividade. A pesquisa foi realizada em Campinas e contou com pais e professores de 36 mil alunos da rede municipal de ensino, por fim, trouxe conclusões relevantes sobre o uso do instrumento. 

Após um ano utilizando as lentes, os docentes observaram melhora no rendimento escolar de 50% dos estudantes, a concentração aumentou e 38,2% ficaram menos agitados. Já para os parentes, 88% deles passaram a ter mais interesse pelo estudo e 91% começaram a realizar tarefas antes impossíveis. Em se tratando de saúde, todos pararam de se queixar quanto à dor de cabeça e demais sintomas ocasionados pela falta do aparelho.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, essas informações foram comprovadas pelo levantamento realizado durante programa social desenvolvido pelo hospital, em parceria com indústrias do setor óptico. Ademais, foram incluídos triagem visual, consulta oftalmologia, óculos gratuitos e tratamento de outras alterações na visão. Desse modo, além de captar estatísticas, a iniciativa também apoiou discentes de diversas instituições, em principal, as crianças. 

Para a graduanda de arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Alice Azevedo, o aparelho foi um diferencial para a eficácia de sua aprendizagem desde o início: "comecei a usá-lo com nove anos.” Além disso, a ausência do aparelho interfere em todo o processo do estudo. “Durante os primeiros meses, eu me esquecia com frequência e acabava passando o horário da escola fazendo perguntas para os meus amigos sobre os conteúdos do quadro, porque era impossível discernir”, ressalta a futura arquiteta.  

Quais os principais problemas de visão? 

Os erros de refração lideram o ranking dos problemas de visão. Dentre eles é possível destacar a miopia, hipermetropia e astigmatismo, todos podem ser corrigidos com óculos de grau. Na ação social realizada, o hospital constatou: sete em cada dez crianças nunca tinham se consultado com o oftalmologista. 

Das irregularidades citadas, Alice possui duas. Em seu olho esquerdo, são oito graus de miopia e 2,5 de astigmatismo. Quanto ao direito, respectivamente, sete e dois. O médico explica sobre as alterações internas do olho, incidentes nas disfunções visuais. A miopia, dificuldade de enxergar à distância, o formato esférico da córnea se torna curvo, o órgão cresce além do normal e as figuras se integram antes da retina, tornando o panorama embaçado. 

Na hipermetropia, acontece o contrário, a córnea é mais plana, os desenhos aparecem atrás da retina e a visibilidade de perto perde a nitidez. “Já no astigmatismo, a córnea tem um formato irregular, formando mais de um foco sobre a retina, tornando as imagens próximas e distantes desfocadas”, completa Queiroz Neto. 

Pandemia promove o crescimento dos problemas de visão

Um levantamento elaborado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), do qual Queiroz Neto faz parte, trouxe um resultado alarmante: para 70% dos indivíduos de 0 a 19 anos, a pandemia trouxe o aumento da miopia. Todavia, de acordo com Alice, “o grau de astigmatismo teve um crescimento consideravel”. Uma dessas causas é o uso excessivo do celular e do computador, somado à baixa exposição solar, segundo o especialista. 

Por isso, a recomendação é praticar exercícios diariamente sob o sol, pois ele estimula a produção de dopamina, hormônio responsável pelo crescimento do olho. Quanto ao uso abusivo das telas, ocasiona aos músculos oculares um acomodamento, de modo a enxergarem apenas as informações mais próximas. Ou seja, os óculos passaram a ser necessidade, inclusive, nessa adaptação ao virtual. 

Como identificar os problemas de visão?

Alguns hábitos corriqueiros incidem no reforço dos problemas oculares. Por isso, se torna essencial entender quais comportamentos são maléficos e contribuintes nesse ponto, de modo a identificá-los para poder se policiar diante dessas atitudes, sempre em busca de uma vida mais saudável. 

- Apertar os olhos para ler: indica falta de foco. 

- Dor de cabeça frequente: quando acontece após horas de esforço visual, é sinal de erro refrativo decorrente da conduta. 

- Lacrimejamento excessivo: pode estar relacionado à obstrução do canal lacrimal ou a uma disfunção no DNA da lágrima. 

- Coçar os olhos recorrentemente: predisposição ao ceratocone, conjuntivite ou alergia. 

- Tapar um olho com uma mão: sinaliza ambliopia e/ou estrabismo.


Por fim, Queiroz Neto ressalta sobre o avanço da tecnologia, de modo a se apresentar no mercado como solução para a progressão das dificuldades oculares. Aqui, no Nube, postamos conteúdos diários para enriquecer a sua saúde e seu repertório, com dicas de carreira e sugestões cruciais para o sucesso profissional. Acompanhe nosso blog e descubra diversas curiosidades! Conte conosco!

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