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Mulher e graduada: a inserção feminina no ensino superior 

Notícia | 19/11/2021

Laura Pereira

Nas últimas décadas, o papel da mulher na sociedade vem ganhando força mediante pequenas vitórias nos mais diversos segmentos. Isso se deve desde às legislações em prol de mais participação feminina nos processos eleitorais, às políticas públicas tomando partido para proteção delas até a ocupação natural dos espaços, antes inóspitos a sua presença. Gradativamente, a mulher começa a tomar assento em cadeiras suas por direito, contudo, ainda há muitos obstáculos a serem superados. 

Os dados demonstram uma situação alarmante

Segundo um relatório realizado pela Education at Glance 2019, as brasileiras têm 34% mais probabilidade de se formar no ensino superior se comparada com seus pares do sexo masculino. Contudo, também possuem menos chance de conseguir emprego. A edição atual foca sobretudo na graduação e foi divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a qual o Brasil almeja fazer parte. O levantamento traça um panorama da educação nos 36 países-membros e em outros dez, incluindo a nossa nação. 

Consoante às informações, o resultado mostra: embora a disparidade de gênero favoreça às mulheres, a situação no mercado de trabalho é o contrário. Enquanto 18% dos homens brasileiros, de 25 a 34 anos, alcançam a faculdade, essa porcentagem sobe para 25% entre elas na mesma faixa etária. Entretanto, alguns cursos possuem uma majoritariedade de rapazes. Ainda sim, as métricas estão abaixo das médias da OCDE, de 38% versus 51%, conforme dados de 2018. 

A discente de pós graduação em física pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Letícia Ildefonso, viveu uma realidade parecida com essa durante seus anos de faculdade e contou sobre suas experiências: “na minha graduação, como na maioria dos segmentos de exatas, havia muito mais homens, desde o início.” Ela conta sobre o decorrer da sua formação. “Eu fui a única a me formar, entre minhas colegas. No total foram sete físicos e eu”, completa Letícia. 

De acordo com a advogada e mestre da Faculdade Batista de Minas Gerais, Cida Vidigal, esse cenário possui uma grande incoerência. “Nos deparamos com um paradoxo, símbolo da misoginia estrutural, alicerçada justamente nas entranhas de instituições. Elas deveriam se abrir a novos paradigmas em vez de prorrogar velhas tradições”. Segundo a graduada, suas companheiras “ou desistiram por pressão do curso, por desestímulo de professores e colegas, ou por dificuldade de se manter financeiramente.” 

Desigualdade também existe nas universidades

Estatísticas expostas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxeram conclusões claras: em praticamente todas as idades, o público feminino com formação superior é maior. Entretanto, a única exceção é na faixa acima de 65 anos, revelando um retrato antigo, porém esclarecedor, de como era a comunidade acadêmica até meados dos anos 90. Por fim, o instituto também mostra um domínio maior nas qualificações por parte delas, em se tratando de titulações de mestrado e doutorado. Essa realidade deveria ser positiva, no entanto, revela contradições. 

Ademais, a abordagem utilizada dentro das universidades também é desigual, Letícia ressalta sobre ocorridos em suas aulas. “Durante os cinco anos passados, percebi uma diferença no tratamento por parte dos professores. Por muitas vezes escutei comentários duvidando da capacidade delas na área, frases como “pegar leve” nas avaliações por ter uma garota na sala.”

A advogada destaca sobre a situação universitária: “pelo menos no Brasil, a injustiça começa na própria docência acadêmica.” Em 2019, 46,8% dos orientadores eram compostos por mulheres. Em contrapartida, em 2003, 16 anos antes, elas eram 43,2%. Isso demonstra um avanço discreto no perfil das contratações e reafirma a situação, “reflete em praticamente todo o mercado de trabalho”, afirma Cida. 

Considerando uma visão mais corporativa, o IBGE mostra: 82% das profissionais, entre 25 e 34 anos e com ensino superior completo, estão contratadas. Já entre os homens, o índice de empregabilidade alcança 89%. Na mesma faixa etária, chega a 76% entre os sem formação, em contrapartida, apenas 45% delas estão nas mesmas condições. 

Para a especialista, "são muitos os números representando o sinal de alerta. Contraditoriamente, o próprio mercado é capaz de atestar a capacidade feminina no exercício de suas funções, porém há barreiras históricas e talvez até econômicas incidentes na lógica em favor da mão de obra masculina”. Portanto, é necessário conversar sobre esses pontos e unir a força de todos de modo a lutar por um sistema mais justo e equitativo. 

Por fim, o Nube vem promovendo diversas discussões acerca desse tema, no intuito de trazer à tona as estatísticas para não silenciar essa circunstância ainda tão latente na sociedade. Inclusive, no Nube, a maior parte da liderança é formada por gestoras. Acompanhe nosso blog e fique por dentro de dicas de carreira, hábitos corporativos e outros assuntos para enriquecer seu repertório. Conte conosco para lutar em prol de um futuro mais igualitário!

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