As doenças mentais ainda são sub diagnosticadas devido ao preconceito existente na sociedade, acometendo quase 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, são quase 11,5 milhões. Com a pandemia, esse cenário ficou ainda pior. Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto.

Voltando à normalidade

Para o mestre em psiquiatria pela Unifesp e pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Adiel Rios, o isolamento em casa foi um dos agravantes. “Isso acometeu principalmente quem vive sozinho, pois a solidão é um fator de risco para a depressão e aumenta as taxas de suicídio e abuso de álcool”, explica.

Mesmo com o avanço da vacinação, ainda estamos em meio à pandemia, seguindo todos os protocolos de saúde exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, com a flexibilização da quarentena, já podemos sistematizar algumas maneiras de enfrentar os estragos gerados na nossa saúde mental e retomar gradualmente nossas vidas.

Por isso, elencamos alguns pontos importantes para se ter em mente no pós-pandemia. Veja:

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Compreenda suas restrições e não se cobre demais
De acordo com a educadora parental pela Positive Discipline Association e especialista em análise de perfil e neurociência comportamental, Stella Azulay, às vezes é necessário simplesmente reconhecer as situações as quais não podemos controlar. “Se você está com dificuldade em aceitar essa realidade, há formas de lidar com suas preocupações. Escreva em um caderno seus pensamentos, como se fosse um diário. Isso torna suas ideias mais lentas, focadas e eficientes, trazendo novas perspectivas e maior clareza para assimilar determinadas questões”, reflete.

Continue se reinventando
Provavelmente, nunca fomos tão criativos como na quarentena! Haja imaginação para lidar com trabalho, filhos, estudos e afazeres domésticos. Se você passou no teste, por que não continuar a se reinventar e dar continuidade nas coisas boas aprendidas nesse tempo? por exemplo: criou uma brincadeira diferente com seu filho? Mantenha-a. Teve ideia de fazer pequenas restaurações ou pintura de móveis? Adote o hobby. Aprendeu a meditar para relaxar? Se funcionou para você, não pare mais.

Evite a automedicação e mantenha a terapia
Conforme Rios, tomar antidepressivos ou ansiolíticos sem acompanhamento e, pior, mudar a dose ou interromper o uso sem orientação, é uma atitude irresponsável e perigosa. “Se você está em um nível de ansiedade tão grande a ponto de recorrer a esses medicamentos, o melhor a fazer é buscar ajuda com um especialista. Ele irá te avaliar e indicar o tratamento ideal para sua condição”, afirma.

Segundo ele, é preciso ficar atento a sintomas como tristeza profunda e contínua, apatia, desânimo, perda do interesse pelas atividades, pensamento negativo (ideias de fracasso, incapacidade, culpa, pensamentos de morte), alterações do sono e do apetite. “O tratamento pode envolver o uso de psicofármacos, associados à psicoterapia”, expõe.

Respeite o seu tempo
Os restaurantes já estão abertos, assim como os shoppings e o comércio de rua. No entanto, muitas pessoas ainda estão receosas de voltar, mesmo com os devidos cuidados. “Se você é uma delas, seja qual for o seu medo, não se sinta pressionado a nada. Cada um tem seu próprio ritmo. Só não deixe esse sentimento te dominar e impedir de retomar sua vida. Se chegar a esse ponto, será preciso buscar ajuda de um médico”, aconselha a mestre e doutora em ciências e expressividade pela USP, Cristiane Romano.

Enquanto isso, volte à rotina em casa. Não troque o dia pela noite. A privação do sono também é um forte gatilho para transtornos de ansiedade. “Quando você não dorme o suficiente para ser produtivo ou trabalha até tarde da noite, desregula seu relógio biológico. Isso resulta em uma extrema exaustão, pois o organismo, já habituado com um determinado padrão, sofre um forte impacto, precisando de tempo e resistência para se adequar às mudanças. Sendo assim, quanto mais você praticar seus costumes, mais fácil será para regressar às suas funções de forma leve, natural, espontânea e sem traumas”, finaliza Rios.

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