Conforme o International Journal of Behavioral Science, mais de 70% das pessoas são afetadas por pensamentos impostores em algum momento de suas vidas. Se você já teve medo de não corresponder às expectativas e dificuldade em reconhecer seu mérito, talvez esteja incluso neste grupo. 

Personalidades renomadas por seu sucesso, como Michelle Obama, Neil Armstrong e Tom Hanks já falaram abertamente sobre o tema, compartilhando suas experiências. Logo, é uma realidade muito comum e acomete qualquer pessoa. Para entender melhor o conceito e conseguir distinguir possíveis circunstâncias, leia esta matéria.  

 

Quais as características da síndrome do impostor?

A psicóloga clínica, Isabela Teles explica sobre a condição, “o termo foi utilizado pela primeira vez em 1978 e não é um transtorno reconhecido por manuais diagnósticos”. De modo a não possuir Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) própria, contudo ainda se constitui como uma desordem de autopercepção. 

Além disso, a especialista completa: “trata-se de uma vivência pautada na crença de não ser tão competente quanto os outros acreditam”. Jonas Caputo, estudante de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de São João del-Rei, já se sentiu assim, “socialmente, eu tive minhas maiores estagnações, acreditava não ser um bom amigo ou suficiente para estar em determinado ambiente”. 

O cenário envolve uma gama de emoções provenientes da baixa autoestima e da insegurança. Isabela ressalta as diversas variáveis, cada paciente sente à sua forma, “outra maneira de descrever esse caso é reconhecida na constante sensação de se sentir uma fraude, em iminência de ser descoberto.”

Ademais, a terapeuta destaca sobre o poder dessa premissa, “frequentemente causa em indivíduos não-ansiosos sintomas parecidos com os de ansiedade, principalmente quando estão em situações nas quais se sentem inadequados”. Portanto, é preciso estar atento aos indícios, eles acontecem rotineiramente e se camuflam em atividades cotidianas. 

 

Principais sinais 

Autossabotagem: 

Quem sofre dessa condição costuma ver o fracasso como algo inevitável. Para essas pessoas, a qualquer momento, alguém experiente irá desmascará-lo na frente de outros. Os quadros de autossabotagem promovem mecanismos de fuga de certas experimentações, pelo indivíduo  não sentir segurança para desempenhar um bom papel. 

Por causa disso, costumam perder boas oportunidades e mesmo sem perceber, preferem se esforçar menos, evitando gastar energia quando não acredita no seu potencial. Uma consequência disso é o arrependimento contínuo. 

Procrastinação:

Outra manifestação da alteração é identificada no adiar tarefas e compromissos, os deixando para o último minuto. Também é comum levar o máximo de tempo possível para cumprir essas obrigações. Nesses casos, o acontecimento vem a partir da hesitação sobre a execução das incumbências, por medo de ser avaliado ou criticado mediante seu resultado.

Comparação:

Talvez seja o principal sinal da inquietação. Aqui, é quase regra: o sujeito só consegue encontrar boas características em outrem, nunca em si mesmo. Isso os coloca numa corrida sem fim em direção a um ideal de perfeição inexistente, não condizente com a realidade de ninguém. 

Além do mais, exigência excessiva consigo e só se colocar em posições inferiores gera angústia e insatisfação. É necessário analisar esse comportamento e buscar entender as singularidades da trajetória de cada um. 

Autocrítica excessiva:

É válido e imprescindível a análise crítica a partir de seu desempenho e ações. No caso de quem convive com esse estado isso se torna pior, completamente excessivo com percepções irreais. Também carecem de se esforçarem em demasia, muito além de sua comparação, para justificar suas conquistas e por se colocarem abaixo. Lembre-se: o perfeccionismo hiperbólico e o trabalho desenfreado causam esgotamento. 

 

Como incidir no problema?

A maioria dos sintomas podem ser agravados se forem cultivados. Segundo a neuropsicóloga, Keli Rodrigues, “é muito difícil perceber” essa posição. Ainda, Isabela ressalta: “não tem como tratá-la sem tocar em questões mais profundas”. Logo, o acompanhamento psicológico é a primeira recomendação. Inclusive, o graduando em arquitetura confirma, “somente depois de bastante terapia e auto afirmação, passei a acreditar na minha capacidade”. 

Todavia, uma checagem da realidade pessoal tende a promover mais atenção para esses pontos e facilita o autoconhecimento. Para Isabela, “nossa cultura não valoriza essa autoavaliação e, infelizmente, é comum ignorar as indicações de um possível adoecimento psicoemocional”. Por isso, “adotar uma atitude reflexiva é importante”. 

Além do mais, é possível seguir algumas dicas para isso: 

  1. Verifique se os maus pensamentos sobre si podem ser comprovados
  2. Avalie o próprio desempenho a partir de perspectivas técnicas e externas
  3. Peça um retorno para quem tem contato com seu trabalho 


Por fim, se você chegou até aqui, é relevante ressaltar: apenas um profissional qualificado pode diagnosticar um problema dessa natureza. Em contrapartida, é necessário estar atento para não atenuar as ocorrências. Aqui, no Nube, postamos conteúdos diários para enriquecer suas concepções e te ajudar a desenvolver uma mente cada vez mais saudável. Conte conosco!

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