Uma pesquisa da Robert Half, empresa global de consultoria de recursos humanos, constatou: 86% dos entrevistados querem trabalhar de casa mesmo após o fim da quarentena. Ainda, segundo o estudo com mais de 800 pessoas, 67% perceberam resultados positivos das tarefas executadas remotamente e 25% estão mais confortáveis com as tecnologias. Afinal, com as estatísticas mais otimistas, o home office se tornou uma tendência? 

Com o advento da pandemia, essa modalidade se tornou essencial para manter os protocolos de segurança, obrigando as corporações a se reinventarem às pressas quanto ao formato de trabalho dos seus colaboradores. Para Everton Machado, analista de treinamento e desenvolvimento do Nube, é preciso refletir sobre os motivos consequentes desse modelo. “Devido às circunstâncias, os profissionais precisaram se adaptar abruptamente, compreender novos processos e ter familiaridade com ferramentas tecnológicas não usuais.”

Com a situação mais controlada, as vantagens desse modelo ganharam evidência e muitas companhias decidiram adotá-lo como uma medida definitiva. Como foi o caso da Housi, startup de moradia por assinatura, no qual essa deliberação foi anunciada para cem colaboradores. O CEO da companhia, Alexandre Frankel, conta sobre a adaptação assertiva de sua equipe, ao ponto de não renovar mais a assinatura do escritório, antigamente estabelecido em um coworking de São Paulo. 

Ainda com dados do mesmo relatório, 49% dos convidados relataram uma melhora do equilíbrio na vida profissional e pessoal, tendo em vista a ausência de necessidade de perder tempo com deslocamento para o ofício. Além dos mais, ainda há benefícios financeiros, como redução de custos com alimentação e vestuário, por exemplo. Machado ressalta um ponto também favorável para as empresas: “propiciou o surgimento de novas competências técnicas e comportamentais, possibilitando o avanço tecnológico nas organizações.”

Graduanda em comunicação social na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Larissa Lima foi estagiária nesse molde por quase dois anos. “Já tive dois contratos 100% dentro dessa forma. Para mim, o mais relevante é a possibilidade de trabalhar para corporações de lugares diferentes. Além de abrir o leque de vagas, também oferece a liberdade de escolher onde me sinto mais confortável para exercer minhas funções”. É mesmo um paradigma do futuro. 

 

Anywhere office

Por isso, surgiu o termo “anywhere office”, derivado das empresas mais inovadoras, cujas estruturas operacionais nativas já são mais flexíveis. Ou seja, é um passo significativo para além do trabalho em casa, tendo em vista a busca por digitalizar toda a parte operacional do colaborador. Logo, o necessário é o básico, um suporte tecnológico e Internet, nada mais. Dessa forma, é livre para ir e vir, trabalhar quando quiser, utilizando dos sistemas digitais para conceber suas funções onde for. 

De acordo com o The IWG Global Annual Workspace Survey 2020, metade dos trabalhadores do mundo desempenham seus cargos fora da sede, em pelo menos 2,5 dias por semana, popularizando também o trabalho híbrido. 

A principal diferença entre essa expressão para o conhecido “home office” tem base em uma premissa simples: a ocupação pode ser feita em qualquer lugar do mundo, não apenas em casa. O mais comum é transformar um cômodo do seu lar em seu escritório, com todos os aparatos necessários para desempenhar suas responsabilidades profissionais, como Internet, computador e equipamentos em geral. 

Independentemente, dentre essas opções, uma coisa é certa: é preciso ter responsabilidade, saber administrar bem o tempo, ser disciplinado para cumprir as metas de produtividade e organizar as demais demandas, como a família e a rotina doméstica, a fim de não atrapalharem o momento de ocupação. Sem planejamento, pode acontecer sobrecarga e o lazer fica prejudicado.

Vantagens do home office 

A tendência dessa prática é se tornar cada vez mais comum. Isso se deve, grande parte, à mudança na cultura organizacional de diversas empresas, as quais estão procurando valorizar ainda mais a qualidade de vida de seus colaboradores, pois já constataram o aumento da produtividade. Tendo isso em vista, trouxemos alguns proveitos, tanto para a corporação quanto para o funcionário. 

 

- Para o colaborador:

- Liberdade profissional

Além das competências requisitadas pela sua posição, você também pode ampliar seus conhecimentos na direção desejada utilizando seu tempo livre para se aprofundar na sua área de atuação ou aprender novas habilidades. 

 

- Flexibilidade

Um dos principais atrativos dessa modalidade é a flexibilização de horários, sendo ajustáveis às sua rotina. Dessa forma, é possível organizar seu tempo de modo a realizar suas atividades nos momentos mais produtivos. 

 

- Autogerenciamento

Na maioria das vezes, a avaliação do seu trabalho é feita com base nas suas entregas. Ou seja, o importante é a qualidade e não o cumprimento da carga horário. Dessa maneira, você passa a administrar melhor seu próprio desempenho. 

 

- Comodidade

Um ponto essencial do home office é a comodidade. Basta ligar seu equipamento e você já está pronto para bater ponto. Ou seja, não há deslocamento, dessa forma, é possível evitar o trânsito caótico e as horas economizadas podem ser utilizadas para aumentar a eficácia do seu trabalho, por exemplo.

 

- Para a empresa:

- Oferta de produtos e serviços com menores custos

Como não haverá gastos presenciais por parte dos colaboradores e a maior parte das tarefas estarão limitadas ao on-line, é possível ofertar um serviço ao consumidor por um preço mais competitivo e acessível. 

 

- Otimização de atividades

Com a tecnologia como aliada e a atenção no resultado final, consequentemente a qualidade do produto melhorará. Além disso, o rendimento aumenta, graças à rapidez e facilidade da Internet.

 

- Redução de custos 

Os negócios podem se beneficiar com a redução de custos, como energia elétrica, aluguel de imóveis, aquisição de máquinas, entre outros. Segundo pesquisa da Indeed, os gastos operacionais diminuem em 50% para quem adota esse modelo de gestão. Além do mais, com dados do mesmo estudo, 40% das pessoas consideraram um corte salarial para terem a opção de atuar remotamente, logo, os impactos também podem atingir a folha de pagamentos. 

 

Enfim, é possível notar: essa prática apresenta mais vantagens se comparadas às desvantagens. Para Machado, o teletrabalho realmente se tornou uma tendência. “As organizações conseguem sentir o impacto positivo no clima organizacional. Já é possível pensar em um futuro com propostas híbridas ou remotas”. 

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