Em comparação com o mundo, o Brasil é o país onde mais se gasta tempo em aplicativos. Segundo relatório do App Annie Intelligence, em média, são 5,4 horas vidrados. Globalmente, o uso diário saltou 45% entre 2019 e 2021, impulsionado pelos novos hábitos adquiridos na pandemia.

O aparelho virou o mais novo “membro” do corpo humano, como uma extensão das mãos, facilitando assim o acesso por tempo indeterminado, sem perceber os minutos passando no modo off-line. Stella Azulay, especialista em análise de perfil e neurociência comportamental, descreve o processo de imersão como “quase hipnótico", reforçando o poder da ferramenta sobre nós. 

No entanto, a questão já está inerente ao dia a dia, levando em conta a tendência do uso cada vez mais viciado. Para Giovana Andrade, discente de artes e design pela Universidade Federal de Juiz de Fora, o telefone já é cotidiano. “De modo geral, sinto dependência do celular. Se eu estivesse longe dele, não conseguiria fazer tão bem a minha rotina quanto com ele ao meu lado”.

A tecnologia tem o potencial de dominar nossas vidas, assim como é descrito em diversos filmes. Mesmo apresentados como distópicos, partem da ideia de representar as possibilidades do futuro. Um exemplo clássico, é Matrix. Em 1999, já idealizavam as máquinas governando a humanidade.

Uma coisa é fato, o uso excessivo dos dispositivos acarretam diversas questões quanto à saúde mental. Uma pesquisa do Instituto Delete, parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ouviu 870 pessoas entre 18 e 70 anos e a maioria (51,2%) dos entrevistados perceberam alguma alteração emocional pela necessidade de utilizar ainda mais as plataformas digitais. Ainda, nesse mesmo estudo, 52,6% instalaram novos softwares para aumentar suas atividades on-line

Portanto, a utilização corriqueira e com predisposição para o crescimento desenfreado, coloca a situação em posição alarmante, tendo em vista a subordinação criada. O analista de desenvolvimento do Nube, Lucas Fernandes, destaca esse ponto: “boa parte das nossas atividades estão relacionadas ao uso do celular, trabalhar, estudar, se relacionar, até mesmo pedir comida.” 

 

Saúde em tempos de tela

Contudo, esse uso desregrado propicia problemas de saúde. De acordo com dados do Ibope Conecta, colhidos em outubro de 2019 mediante duas mil pessoas, nas classes A, B e C, 52% afirmaram não conseguirem ficar sem o aparelho por um dia e 15% não aguentam em momento algum. 

Essa mesma sondagem interrogou sobre o impacto dos dispositivos. Os resultados apontam: três em cada dez brasileiros (31%) disseram não serem afetados. Todavia, o restante (69%) elencou uma lista onde as más influências do aparelho incidem em suas vidas. A maior reclamação condiz com a hora de deitar, 27% sofrem com problemas relacionados ao sono, como é o caso de Giovana, ela admite não conseguir dormir longe do apetrecho. 

Além disso, o especialista adverte: “um problema muito comum é o comprometimento da visão, pois a exposição à luz azul pode deixar a vista cansada, diminuindo o foco e a nitidez. Isso encaminha a outra questão, forçar para enxergar melhor, pode acarretar dores de cabeça e tontura.” Contudo, os pontos não param por aí. “Outro fator importante é o posicionamento corporal, temos a tendência de deixar a cabeça inclinada para baixo, forçando os músculos do pescoço e do ombro.” Com o tempo, esse cenário desenvolve dores nos usuários e provoca disfunções na coluna.

Ademais, a GlobalMed trouxe o conceito de Nomofobia para descrever as pessoas viciadas na ferramenta. Na mesma matéria, expôs uma lista de malefícios do manuseio desenfreado do equipamento. Entre os tópicos citados, estão as alterações físicas, manter uma postura engessada durante sua utilização pode propiciar alterações nos contornos do rosto e a perda da elasticidade. Consequentemente, aumenta a probabilidade de rugas e papadas.

Já em quesito de proteção, o objeto é usado nos mais diversos lugares e por pessoas diferentes. Esses fatores o expõem e propiciam o acúmulo de micróbios e bactérias, podendo disseminar doenças e infecções, por exemplo, ao falar em ligações o contato é mais próximo com sua superfície. Tanto por isso, com a pandemia, pesquisas sobre como higienizar o celular se tornaram frequentes. Além do mais, é muito comum as pessoas o usarem enquanto estão fazendo o “número 2” no banheiro.

Tendo a ciência do espaço gradual ocupado pelos dispositivos, como afirma Fernandes, “os aplicativos estão cada vez mais presentes”, é importante saber lidar com seu uso. Pensando nisso, o Nube separou algumas dicas para te ajudar a desgrudar os olhos da tela

- Anote o tempo de uso

É importante saber quantos minutos você gasta no celular, esse controle pode ser feito por meio de registros manuais ou mesmo usando o cronômetro do aparelho. Além disso, note em qual tipo de atividade você fica mais, se é interagindo em redes sociais ou navegando pela Internet. Dessa forma, é mais fácil identificar o cerne do vício.

- Estabeleça limites 

Após reconhecer suas principais fraquezas, estabeleça um limite para exercê-las. Isso pode ser feito por intermédio de um alarme. Assim, ao longo dos dias, você pode diminuir gradualmente esse intervalo. 

- Crie zonas livres de celular

Se limitar a utilização apenas com despertadores não é suficiente, você também pode determinar zonas proibidas, onde ele não entra. Outra opção é definir momentos, por exemplo, na hora das refeições ou antes de dormir, não deve ser usado. 

- Desative as notificações

Não ter lembretes recorrentes de mensagens ajuda a diminuir a tentação e consequentemente seu uso. Por isso, talvez a dica mais preciosa e de fácil execução seja desativá-las. 


Percebeu como é um assunto latente e precisa de atenção? Saber usar os benefícios da tecnologia é uma tendência, assim como, propicia sua dependência. Logo, é importante estar atento! No Blog do Nube você encontra diversas matérias com essa temática, inclusive, uma muito pertinente: use o celular para o seu bem. Conte conosco e comece hoje mesmo a colocar em prática nossas dicas!

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