Ampliar ações de inclusão nas organizações e aumentar a diversidade nos quadros é uma necessidade no mercado. Inclusive, 76% das empresas consideram a diversidade um valor e prioridade, segundo a Pesquisa Global de Diversidade e Inclusão 2020 da PwC. Logo, esse assunto ainda é visto como uma barreira para 33% das instituições. Onde se encaixa sua?

Como está esse cenário hoje?

De acordo com a Ethos, existem apenas 4,7% de pessoas negras em cargos de chefia nas companhias brasileiras pesquisadas. Além disso, conforme a consultoria Robert Half, mais de 60% delas não possuem políticas para impulsionar a presença de mulheres em posições de liderança. Se olharmos para segmentos específicos, como é o caso da tecnologia (TI), os números são ainda mais alarmantes.

Veja só: segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somente 20% dos trabalhadores de TI são do sexo feminino. Já conforme com o levantamento da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom), apenas 30% dos funcionários são negros, pardos e indígenas.

Felizmente, algumas instituições do setor têm buscado alternativas para combater essas desigualdades. “O time passa por uma imersão para preparar o ambiente para quem chegar daqui uns dois ou três meses. Atualmente, somos em 31% de negros, 60% mulheres e 30% LGBTQIA+ e procuramos aumentar ainda mais esses números até 2022”, explica a head de people & cultura, Camila Bonetti.

Na prática!

Conforme análise global da Diversity Matters, cooperadores de entidades múltiplas observam níveis muito mais altos de inovação e colaboração. Ainda, eles têm chances 152% maiores de propor novas ideias e tentar outras formas de fazer. Para o Boston Consulting Group, 19% a mais de receita é gerada por equipes de gestão diversificadas.

Com mais de 12 anos atuando com high tech, Paula Soares passou dez, tentando sem sucesso, sair da área de suporte para a de desenvolvimento. “Enquanto mulher e preta, eu me sentia silenciada constantemente. Vi muitos colegas serem promovidos ou conseguirem posições superiores, apesar de terem menos conhecimento técnico. Há nove meses tudo mudou! Participei do processo seletivo na Feedz, para a função tão sonhada e com menos de um ano fui promovida”, diz.

Juliana Barbosa, mora no Rio Grande do Norte e foi a primeira moça no setor de TI da Feedz. “Sempre fui muito bem acolhida e quando as outras, os LGBTQIA+ e pretos começaram a chegar, nós tratamos de criar grupos no Discord e no WhatsApp para recebê-los. Em nenhum momento deixamos de ser quem somos, muitas vezes nossas ideias saem fora da caixa e nos destacamos dos nossos concorrentes também por isso”, ressalta.

Então, o primeiro passo é entender a divergência entre diversidade e inclusão. A primeira está ligada à representação demográfica, enquanto a segunda vai mais além. “Incluir” é garantir as mesmas oportunidades de crescimento profissional para todos. Inclusive, é impossível não deixar de ressaltar um ponto importante nesse cenário: existe um certo tabu quando se trata de profissionais acima dos 50 anos de idade. Isso também faz parte da pauta.

Quando o assunto é esse, o “ageismo” é o termo usado. No dicionário, significa “aversão, visão negativa e preconceito direcionado a pessoas mais velhas”. Ou seja, tal expressão explica exatamente essa situação, muito vivida atualmente, de a juventude ser sempre a mais “capacitada”.

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