O trabalho remoto já era adotado em alguns lugares. Porém, isso se intensificou com a chegada da Covid-19, em meados de março de 2020. As medidas de isolamento social obrigaram os funcionários a transportarem seus escritórios para dentro de suas casas. Contudo, a partir dessa situação, muitos deles gostaram da experiência e as empresas enxergaram uma oportunidade.

O home office

Desde o início da pandemia até os dias de hoje, muitas adequações foram feitas para tornar o ambiente o mais apropriado possível. Os resultados positivos são evidentes, diversas companhias manterão o modelo e muitos não se veem voltando ao formato anterior. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 62% das corporações pretendem continuar com essa prática.

A gerente de RH da Pontomais, Silvana Fernandes, ressalta: “nos tempos atuais, os indivíduos buscam um propósito e um significado real em seus serviços. Ou seja, descobrir um sentido. Isso gera vontade, para ser produtivo, eficiente e realizado. Vai muito além de encontrar um lugar com uma renda satisfatória. É trabalhar por algo grandioso, como uma oportunidade de transformar a vida das pessoas”

No entanto, surgiu uma nova preocupação: a falta de limite para atividades laborais e a sobrecarga pela necessidade de produzir. O levantamento também trouxe os principais desafios enfrentados ao aderirem à modalidade. Para 49% o ponto principal foi o cuidado com a saúde mental do time, 33% tiveram dificuldade de controlar o horário de trabalho e 30% falta de comunicação entre a equipe.

Nesse sentido, o diretor executivo de Pessoas e Cultura, da VR Benefícios, João Altman, relembra: “a cultura do cuidado com o time sempre esteve presente aqui dentro e é bastante intensa desde 2019, quando repaginamos o Bem Me Quero, programa de qualidade de vida e bem-estar dos colaboradores, criado em 2006. Nós já tínhamos a preocupação de olhar para esse aspecto. Nos últimos meses, redobramos os cuidados com o mental, emocional e físico".

A saúde mental

É importante os dirigentes prestarem atenção nas dificuldades do seu grupo. Além de ser fundamental separar o ambiente profissional do pessoal e ter isso bem claro. O excesso de trabalho e a falta de horários definidos podem criar uma falsa impressão de produtividade. Porém, na verdade, estará desgastando um membro e, consequentemente, atrapalhando o rendimento da instituição.

Isso acaba confundindo os sentidos e leva à sensação de obrigação em responder às demandas a qualquer hora. Muitas vezes, é preciso lidar com tarefas domésticas ou problemas pessoais. Não há um descolamento de espaço físico. Tudo acontece ao mesmo momento. Com essa falta de limite e definição, a nossa mente está sendo colocada à prova sempre.

Portanto, é preciso aplicar práticas humanizadas e tentar se adaptar a esse “novo normal”. “O exagero prejudica o trabalhador. Esse é o fato mais relevante, pois o emprego não deveria impactar negativamente a saúde de ninguém. Além disso, reflete diretamente no resultado corporativo", explica o CEO da Bullseye, Jorge Martins.

Apesar de ter ganhado mais relevância ultimamente, esse não é um assunto novo. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 70% dos brasileiros disseram estar com cargas mais altas em 2020 e 2021. O aumento se deu pela redução de equipes e, também, pela insegurança da crise no mercado de trabalho. Com isso, as pessoas sentem a necessidade de entregar cada vez mais resultados para manter seus cargos a salvo.

Para Martins, o melhor caminho é uma espécie de ajuda mútua, tanto dos funcionários identificarem e demarcarem seu expediente e momento de descanso, bem como dos chefes das equipes perceberem sinais de um membro exacerbado. "No momento atual, a produtividade tóxica provoca um sentimento de culpa quando estamos aproveitando nosso tempo. Contudo, ele é tão necessário quanto os resultados. Isso é fundamental para desenvolver a criatividade, as atividades rotineiras e o equilíbrio".

Mesmo estando em suas residências, as leis do trabalhador continuam valendo e isso é destacado por Silvana: “não podemos deixar de falar da legislação. Ela determina vários limites com relação à jornada e, se mal administrados, são motivos de frequentes processos. A CLT prevê o máximo de duas horas extras diárias e isso constantemente não é cumprido com o modelo remoto”.

Sendo assim, tenha cuidado para não extrapolar limites e acabar tendo prejuízos em vez de melhores resultados. A sua saúde é o mais importante e não tem preço!

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