Promover a pluralidade no contexto corporativo não é garantia de um ambiente inclusivo. Na grande realidade, além de promover a contratação considerando as diferenças, é necessário garantir a essas pessoas o acolhimento dentro da própria organização. Seguindo essa noção, as vantagens são gigantescas para todos. 

Para se ter uma ideia, segundo um relatório da Mckinsey, realizado em 2020, empresas com políticas de equidade de gênero são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média. Quando essa comparação é feita com base, também, no campo étnico, esse número sobe para 36%.

De acordo com Ricardo Nacarato, gerente de marketing da Pontomais, a tendência para esse campo é aumentar a cada ano. “Se compararmos os números de 2014 das entidades do Reino Unido com os de 2019, percebe-se um crescimento de 10% na inclusão de gênero”, aponta. 

Para ele, pessoas com pensamentos distintos são capazes de trocar experiências em um local com uma cultura saudável. “Isso favorece o crescimento sustentável do negócio, como informado no estudo”. Dessa forma, são promovidos, segundo o especialista, benefícios como:

  • Ampliação da produtividade;
  • Incremento da rentabilidade do negócio;
  • Mais inovação;
  • Reconhecimento do mercado;
  • Valorização da marca;
  • Fortalecimento dos diferenciais competitivos da empresa;
  • Aumento da lucratividade.

Como implantar a diversidade nas organizações?
                                                                             
I. Considere a realidade da sua empresa
                                                                             
O pontapé inicial, segundo Nacarato, para implementar essa estratégia é fazer uma avaliação honesta da sua companhia.

  • Ela está preparada para abraçar a pluralidade em seus vários aspectos?
  • A instituição tem feito esforços para formar e treinar as pessoas a respeito do assunto?
  • Como os colaboradores se comportam diante de perfis distintos?

II. Revise a cultura organizacional
                                                                                     
Nacarato ainda destaca como dificilmente essa visão inclusiva será implantada em um local com uma cultura patriarcal e cheia de crenças. “Esses fatores impedem a abertura para o novo”.

Por isso, é necessário:

  • Rever os trabalhos de integração;
  • Revisar as ações e linguagens da companhia;
  • Incentivar o aprendizado entre culturas por meio de treinamentos;
  • Trabalhar a conscientização de todos os funcionários.

III. Capacite lideranças
                                                                             
As lideranças têm papel fundamental na construção de times mais diversos. “Elas precisam saber lidar com as particularidades e realidades de vida. Será requerido desses gestores a compreensão das várias realidades e sintetizar todas as sugestões. Para, só então, tomar as suas decisões”.

Por fim, o gerente destaca: “aposte no diálogo e em capacitações e palestras, para o tema ser tratado de forma aberta. Também vale a pena utilizar os canais de comunicação, a fim de reforçar as mensagens positivas sobre como a diversidade pode trazer ganhos para todos e para a própria organização”.

Matheus Pontes estuda administração porque quer coordenar equipes. “Esse sempre foi meu sonho”, comenta. Justamente por isso, ele busca se atualizar sobre as demandas dos profissionais, da sociedade e das corporações. “Ser inclusivo vai além de apenas conscientizar as pessoas e quem direciona pessoas precisa ter um papel ativo para garantir a equidade”, conta. 

Você sabia que a diversidade nunca foi tão importante?

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