O processo de seleção (PS) de colaboradores envolve muito conhecimento técnico e análise por parte dos recrutadores. Escolher a pessoa certa para o cargo pode não ser uma tarefa tão simples quanto parece, inclusive, porque mentir no currículo é uma estratégia utilizada por diversos candidatos, pode acreditar.

O que acontece?

Naturalmente, durante o processo de entrevista tais falsidades podem causar situações constrangedoras. De acordo com pesquisa da Robert Half, 33% dos líderes entrevistados desistem de uma contratação logo na primeira conversa por conta de encontrar inconsistências com o documento. Esse cenário envolve diversas questões, desde o conhecimento técnico sobre determinado tema, à aptidão para línguas estrangeiras.

Uma das mais comuns, apresentadas pelos aspirantes, envolve o motivo do desligamento da empresa anterior. “Por vezes, eles se sentem envergonhados ou inseguros de comentar sua última experiência e explicar mais claramente o motivo da sua saída. Alguns deles omitem o tempo correto da atuação ou falam voluntariados inexistentes. Pode ocorrer também a alteração de informações mais pessoais, como estado civil e idade”, diz o especialista em compliance e sócio da S2 Consultoria, Mario Junior.

Como identificá-las?

Nesse sentido, as mentiras podem ser bem sutis e, muitas vezes, passam despercebidas. Para evitar isso, os recrutadores podem assumir determinados processos, como:

1. Conferência das informações do currículo
A análise do currículo é fundamental para dar base ao selecionador. Além de ser um dos primeiros itens eliminatórios, o documento apresenta os conhecimentos mais importantes. Então, é preciso observar: os saberes são coerentes? Há algum detalhe ou dado desencontrado?

2. Realização de testes
Os testes são as formas mais práticas do PS e ajudam a identificar a capacidade do aspirante diante de determinada situação. “Elenque-os como uma das etapas e deixe claro para o concorrente sobre ser uma fase eliminatória”, complementa o especialista.

3. Atenção à linguagem corporal
Observe o direcionamento do olhar - se ele está evitando o contato visual, desviando os olhos ou mirando fixamente para determinado ponto. Perceba também se ele está comprimindo os lábios, tampando a boca ou enrugando a testa, sugere Junior.

4. Solicitação de certificados
A certificação é uma das formas de assegurar o aprendizado acadêmico sobre determinado assunto. “O processo de envio pode ser simples e, até mesmo, digitalizado. Você pode, inclusive, estabelecer um prazo para a conferência dos elementos”, sugere o sócio da S2 Consultoria.

5. Análise de discurso
O discurso, assim como a postura, pode dizer muito! Ao responder suas perguntas, o pretendente faz muitas pausas ou não consegue concluir um raciocínio? Isso pode simbolizar algumas coisas além de nervosismo.

De acordo com o economista especialista em capital humano e empregabilidade, Rogerio Bragherolli, as mídias sociais são excelentes meios para o recrutador conhecer mais sobre o concorrente, principalmente sobre seu comportamento. Atualmente, as redes sociais são filtros importantes. “Comentários religiosos, políticos, assuntos polêmicos podem desviar a atenção da companhia interessada e levar ao questionamento de postura. Um comentário despretensioso pode se tornar agressivo ou não agradar justamente o profissional avaliador”, explica.

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