Caminhar, jogar bola, pedalar, malhar, lutar. Em qualquer atividade, a ordem é se movimentar para encontrar equilíbrio para o corpo, a mente e a vida. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde - OMS, cinco milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se as pessoas fossem mais ativas. Durante a infância e adolescência, a prática é mais comum e com as obrigações da vida adulta, isso é deixado de lado. Porém, os efeitos positivos são inúmeros quando se tem esse hábito.

Os benefícios

Desde os estudos pioneiros sobre a neuroplasticidade, várias novas evidências científicas demonstraram fatores como alimentação, atividade cognitiva, ambiente social, novidades e exercício físico afetando esse fenômeno. Os esportes contribuem também para a neurogênese, ou seja, a formação de novos neurônios. Eles também desempenham um papel importante na reversão e reparação de danos neurais existentes, tanto em mamíferos quanto em peixes. Sendo assim, ajuda a evitar a perda de memória relacionada à idade e, talvez, até prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer.

O profissional de educação física, Rayan Calheiros, destaca mais vantagens: “essa dinâmica libera endorfina no nosso organismo, uma substância química natural produzida pelo cérebro e nos traz a sensação de bem-estar. Além disso, gera algumas mudanças como o crescimento neural, reduz inflamações, cria novos padrões de atividade cerebral, promove a calma e satisfação".

Alguns estudos

Um levantamento chamado ACTIVE-AF trial2, foi realizado com alguns portadores de um tipo específico e frequente de arritmia cardíaca, a Fibrilação Atrial. Eles foram convidados a participar de um programa aeróbico de três horas e meia por semana. Essa mudança de hábito resultou no melhor controle da frequência cardíaca, redução de sintomas e espaçamento de crises no grupo após um ano de acompanhamento.

Em 1964, a bióloga Marian Diamond, fez um estudo com ratos se exercitando por oito semanas. Os animais dobraram a geração de neurônios no hipocampo. De acordo com pesquisa do Journal of Alzheimer’s Disease, pessoas adeptas a caminhadas vigorosas, apresentavam melhora na capacidade cognitiva reconhecida em testes específicos após um ano. Ambas as doenças estudadas têm tratamento cada vez mais caros, com drogas de alto custo ou intervenções complexas. Ou seja, poupa o seu corpo e o seu bolso.

Em tempos de pandemia, vimos um aumento nos casos de problemas psicológicos, como depressão e ansiedade. Isso acaba afetando o seu rendimento no trabalho e nos estudos. Dessa forma, essas distrações podem ser ótimas válvulas de escape. Pesquisadores da Universidade de Oxford e de Yale, observaram uma redução no número de dias ruins ao longo da vida de quem se movimenta. "Esses ganhos refletem diretamente no desempenho profissional e acadêmico, trazendo mais disposição, atenção e tranquilidade. Além disso, diminui o estresse e cansaço físico e mental”, completa Calheiros.

Para entender essa relação, a equipe de pesquisadores analisou dados de 1,2 milhão de norte-americanos maiores de 18 anos. Na média geral, o número de dias considerados “não bons” foi de 3,36, enquanto os mais ativos tiveram 1,49. As maiores associações foram observadas em esportes coletivos populares (22,3% a menos), ciclismo (21,6% a menos) e ginástica (20,1% a menos)". É recomendado separar no mínimo 45 minutos diários para essas ocupações.
Existem também outros proveitos:

Coração: com maior frequência cardíaca, o coração alonga sua capacidade cardiorrespiratória, tornando-se mais resistente e assim diminuindo o risco de doenças. Além disso, o rendimento no dia a dia em termos de disposição, energia, atividade laboral e profissional, é muito mais produtivo.

Pulmão: leva a um crescimento da rede de pequenos vasos responsáveis por irrigar os alvéolos pulmonares, melhorando o aproveitamento de oxigênio. Assim, a respiração fica mais eficiente.

Músculos e ossos: ajudam no fortalecimento da musculatura e, consequentemente, na sustentação dos ossos. Elas também intensificam a lubrificação das cartilagens, aprimoram o desempenho das articulações e reduzem as dores em geral. Auxiliam na saúde óssea estimulando as células a trabalharem e fazerem uma espécie de reserva - prevenindo a osteoporose e outras doenças relacionadas.

Sistema imunológico: ativam as células de defesa e estimulam a produção de substâncias anti-inflamatórias com ação antioxidante. Isso favorece o funcionamento do sistema. Dessa forma, ele fica mais forte.

Fígado: exercícios estimulam o metabolismo do fígado a reduzir os níveis de triglicérides e colesterol ruim (LDL) e subir os níveis do bom (HDL), além de atuar na prevenção de depósitos de gordura no órgão e até conter ou reverter um quadro já existente.

Rins: a rotina impulsiona o consumo de água e evolui automaticamente o funcionamento renal. É essencial inclusive para quem sofre com problemas relacionados, assim como para quem faz hemodiálise.

Controle de peso: aceleram o metabolismo e queimam calorias, por isso ajudam a manter o peso saudável e a baixar o risco de obesidade e diabetes.

Portanto, a prática de exercícios físicos traz inúmeros benefícios para a sua saúde e consequentemente, para sua mente. Por isso, busque sempre equilibrar essa prática para aumentar seu desempenho no trabalho e nos estudos.

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