O bullying é uma prática antiga, já conhecida por todos há muitos anos. Porém, com a Internet, pode tomar proporções muito maiores. As situações de agressão e sofrimento nas redes sociais demandam uma forte atenção de toda a sociedade: sobretudo de pais, responsáveis e educadores.

De acordo com a pesquisa TIC Kids On-line, 68% das crianças e adolescentes consideram ter um conhecimento maior da web, comparando com os seus pais. Enquanto 72% afirmam saber muito sobre o assunto. No entanto, em um experimento da mesma organização, 30% dos jovens não conseguiram verificar se determinada informação estava correta. O mestre em educação, Claudio Sassaki, ressalta: “há anos defendo, firmemente, a importância da mediação para o uso das redes nessa faixa etária, além da capacitação desses jovens para uma exposição arriscada.”

O cyberbullying

Segundo dados do instituto Ipsos, o Brasil aparece em segundo lugar no ranking de países com maior número de casos de cyberbullying, ficando atrás apenas da Índia. Outra prática recorrente é o cyberstalking - ou, perseguição virtual - quando um indivíduo ou grupo utiliza a tecnologia para perseguir alguém.
Sassaki ainda destaca o papel das escolas e dos familiares nesse sentido: “eles precisam ensinar os seus a lidarem com as oportunidades, os riscos e os desafios de estarem conectados. O uso da tecnologia deve ser bem orientado. Aqui entra a educação para o exercício responsável da cidadania digital.”

A seguir, confira algumas dicas para se proteger:

Não responda aos ataques:

Assim como na “vida real”, quando percebem os efeitos de suas provocações na vítima, os agressores enxergam nessa reação um estímulo e, desse modo, investem cada vez mais. Além da indiferença, outra razão importante para não responder é evitar a mesma prática da qual sofreu, proferindo ofensas e propagando informações caluniosas como vingança.

Peça ajuda a amigos, parentes e profissionais:

Essas situações podem acionar gatilhos e desencadear reações inesperadas. Por isso, é importante contar com o acolhimento de amigos e parentes para conseguir superar o trauma. É possível também procurar ajuda profissional com psicólogos para lidar com o problema.

Entre em contato com o suporte das redes sociais:

Essas plataformas colocam à disposição mecanismos próprios para denunciar práticas de intimidação. Por isso, é importante reunir todo o acervo de provas necessário para comprovar a prática reiterada de abusos.

Casos de cyberbullying

O governador da Paraíba, João Azevêdo, sancionou uma lei para criação do Programa Estadual de Combate ao Cyberbullying Lucas Santos. Ela possui esse nome em homenagem ao filho da cantora paraibana Walkyria Santos, encontrado morto após ser vítima de ataques cibernéticos. No dia 3 de agosto, Lucas tirou sua própria vida em casa, após postar um vídeo no Tik Tok e receber comentários maldosos.

A lei assegura às vítimas acesso prioritário aos serviços públicos de assistência médica, social, psicológica e jurídica. Eles poderão ser oferecidos por meio de parcerias e convênios. O descumprimento do disposto na legislação sujeitará o estabelecimento de multa entre mil e 5 mil reais, considerando as características da instituição e as circunstâncias da infração.

“Já acabou, Jéssica?”. Em novembro de 2015, essas palavras mudaram a vida de Lara da Silva. A garota, com 12 anos na época, utilizou a frase em uma briga na porta da escola. Até hoje, a situação está presente na vida de Lara, por meio dos inúmeros comentários recebidos ou até mesmo em marcas no corpo da jovem. Ela largou a escola, entrou em depressão, fez diversos cortes pelo corpo e passou por tratamento psiquiátrico.

As duas envolvidas na situação movem processos na justiça contra emissoras de televisão e plataformas nas quais a cena foi exibida. Ambas pedem a exclusão das imagens e cobram indenização por danos morais e materiais.

“A educação digital é uma das formas mais eficientes para combater o uso equivocado das redes sociais. Entretanto, o mais significativo é ter senso crítico e empatia diante de qualquer informação disponível. Combater o bullying é construir uma sociedade mais conectada com os valores humanos.” finaliza o mestre em educação.

Portanto, os educadores e familiares precisam ficar de olho se situações assim acontecem em sua volta. Caso percebam algo, devem oferecer ajuda para essas crianças e adolescentes. A Internet deve ser usada para o nosso bem.

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