Encontrar maneiras de vencer a alta competitividade do mundo empresarial é essencial. Justamente por isso, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios promoveu uma pesquisa para saber como as novas gerações vêem sua busca por sabedoria, questão primordial para se tornar um profissional desejado. A pergunta “como você avalia sua busca por conhecimentos?” foi respondida por 21.773 participantes e ficou no ar entre 5 e 16 de abril.

Mais da metade dos entrevistados, ou seja, 55,1% (12.007 pessoas) disseram ir além das teorias aplicadas na escola ou faculdade. Desses, 35% (7.629) fazem cursos, leem o máximo possível e os outros 20,1% (4.378) não costumam buscar livros e se mantêm apenas nos treinamentos. Para Everton Santos, analista de treinamentos do Nube, é preciso sempre buscar maneiras de se atualizar. “O mercado de trabalho passa por transformações constantes, tendências são apontadas e é preciso saber algo novo a cada dia”, comenta.

Segundo ele, a Internet tem diversas opções gratuitas para aproveitar. Entretanto, é preciso escolher capacitações relacionadas aos seus objetivos para manter uma boa tática. “Pensar estrategicamente não é se ausentar dos conhecimentos, mas evidenciar aqueles capazes de se tornar um diferencial para seus escopos, seja no currículo ou no processo seletivo”.

Já outros 39,6% (8.633) se dedicam aos conteúdos aprendidos nas aulas on-line. Para tirar o maior proveito dos estudos remotamente, é preciso tomar alguns cuidados. “A pandemia obrigou as instituições de ensino transferirem as atividades para a modalidade remota. Com essa nova rotina, restringimos as tarefas em nossos lares e isso impacta diretamente na forma de aprender. Portanto, adequar nossa casa às demandas do ensino remoto é uma estratégia capaz de ajudar. Rever a disposição do ambiente, reservar um espaço para as atividades acadêmicas e posicionar os materiais necessários pode contribuir”, explica o especialista.

Por fim, 5,2% (ou 1.133 respondentes) se contentam apenas com o essencial e não vêem importância em muitas das matérias de suas grades curriculares. Para Santos, ter essa atitude pode trazer prejuízos para a trajetória de um indivíduo. “O perigo é se ausentar das mudanças. Quando se estuda somente o básico, isso limita a pessoa para realizar entregas condizentes com seu repertório. A partir do momento no qual ele se engaja em outras áreas do saber e em outras possibilidades, aumenta as chances de ter um desempenho criativo e inovador. Portanto, quem não se atualiza corre o risco de perder visibilidade e oportunidades”, alerta.

Nesse sentido, como dica para quem quer ter sucesso na carreira, o analista destaca: “acompanhe as tendências tecnológicas de sua área, mas também invista em especializações capazes de aumentar suas competências. Dedique tempo para estudo e lazer, o equilíbrio é necessário para garantir melhor absorção dos conteúdos. O excesso pode não contribuir com resultados efetivos”. Para ele, é preciso sempre explorar novas possibilidades, como “vídeos em plataformas digitais, podcasts, artigos científicos, palestras ou workshops. Inovar na metodologia, além de conhecer outros meios e plataformas, possibilita diversas formas de compreender sobre o tema pesquisado”, conclui.

Fonte: Everton Santos, analista de treinamentos do Nube
Serviço: Estudo revela se jovens buscam conhecimentos além da sala de aula

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