Distribuir alimentos para moradores de rua, arrecadar agasalhos e roupas de inverno, dar aulas on-line em um cursinho pré-vestibular para alunos de baixa renda são atitudes capazes de fazer a diferença para quem é beneficiado. Quem realiza atos do tipo também é favorecido com uma generosa dose de felicidade. Entenda!

De acordo com Renner Silva, professor da PUC Minas Gerais na disciplina de Ciência da Felicidade e Bem Estar, a alegria sempre foi um tema intrigante. “Nas minhas aulas sobre o assunto, sempre questiono os meus alunos sobre "o que é ser feliz?” As respostas geralmente são relacionadas a viagens, carros e objetos de luxo”, conta.

Entretanto, essa satisfação realmente se trata sobre ter?

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Michigan aponta: um dos caminhos para o equilíbrio da saúde mental é o voluntariado. “Quando nos dedicamos a uma atividade a qual nos exige “apenas” amor e tempo, nem imaginamos como os grandes privilegiados somos nós. Afinal, também estamos colaborando para a produção de substâncias responsáveis por nos proporcionar o bem estar”, comenta.

Serotonina, dopamina, endorfina e ocitocina são os neurotransmissores desse sentimento e navegam pelo corpo “causando uma verdadeira festa”, explica o especialista. “De onde eles vêm? Como são produzidos? Essa sensação de plenitude – a energia positiva – é ativada por qualquer estímulo? Na verdade, em um organismo saudável, é o nosso comportamento o responsável por ditar o ritmo dessa dança”, constata.

Para Fernanda Bittencourt, voluntária em uma ONG de proteção animal, não apenas a atuação com outras pessoas pode dar recompensas. “Acho fundamental a gente fazer atividades relacionadas ao seu coração. Eu segui o meu e quis ajudar os bichinhos, porque eles não falam, então imagino uma dificuldade ainda maior de lutarem por si só”, explica.

Quando damos dinheiro, recursos, tempo e atenção, situações nas quais fazemos o bem ao próximo, o cérebro entende esse ato como um comportamento gerador desses neurotransmissores.” De acordo com a Ciência da Felicidade, cinco pilares comportamentais são ativados quando realizamos trabalho voluntário”, comenta.

Silva listou esses aspectos. Vamos a eles:

 

 

Propósito

Em uma sociedade na qual uma boa vida equivale a ter um ótimo emprego e adquirir patrimônios, dedicar um momento para visitar um asilo ou uma Casa Lar vai contra o lema “tempo é dinheiro”. “Por isso, o primeiro pilar ativado é o propósito. Esse comportamento nos faz sentir úteis para o mundo e às pessoas”, defende o professor.

Realizações

Quando estamos envolvidos em uma causa, passamos a dar valor para o segundo pilar: as realizações. “Na maior parte do tempo, o cérebro automaticamente nos compara aos outros, ainda mais se estamos navegando nas redes sociais. Como consequência, nos tornamos indivíduos mais materialistas. Essa sensação, porém, não acontece com o voluntariado. Nele percebemos tanto a ausência de terceiros quanto o poder transformador da nossa atitude. O parâmetro de comparação muda totalmente porque conhecemos pessoas vivendo com tão pouco”, aponta.

Emoções Positivas

Para o especialista, essa é a parte mais incrível do processo porque envolve gratidão. “Surge quando você se sente agradecido pela oportunidade de usar suas realizações para ajudar outras pessoas necessitadas de apoio”, diz.

Presença Plena

Geralmente, quem atua nesse campo sente o tempo passar voando. O comprometimento exigido na ocasião leva à presença plena, “capaz até de diminuir a importância e o tamanho dos problemas. Ficamos envolvidos com o “agora” e não sobra espaço para preocupações futuras – a ansiedade - e nem permite focar nas mágoas, culpas e traumas do passado”, compartilha

Relacionamentos de qualidade

Depois de passar por todas as etapas, chegamos no último pilar da felicidade: os relacionamentos de qualidade. “Valorizamos essas pessoas em situação de vulnerabilidade porque percebemos o quão difícil é conseguir se manter em pé sem o auxílio de amigos e da família. Esse movimento nos faz, de fato, enxergar quem nos faz bem e torce pela gente, preenchendo nossa mente com muito amor e, claro, alegria”, conclui.

E aí, já reservou um espaço na sua agenda para o voluntariado?

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