Vários fatores podem definir o encerramento de um contrato, seja de estágio, aprendizagem ou como efetivo. Em um apanhado rápido, podem ocorrer reestruturações de áreas, crises, mudanças na estratégia da empresa, baixa performance, incompatibilidade com novos líderes, entre outros. Seja qual for o motivo, é preciso enfrentar a realidade e buscar meios de aprender com a vivência.

De acordo com Gisele Scalo, diretora de recursos humanos na Sonda, existe uma velha máxima de “para ser demitido, basta estar contratado”. “Esse processo realmente ocorre dessa forma. Todos corremos o risco de sermos dispensados a qualquer momento, muitas vezes, mesmo tendo alta performance e um bom perfil”, explica.

Para ela, nunca estamos completamente preparados para lidar com essa situação. “Assim, podemos até supor, especular, mas nunca teremos certeza do real motivo desse encerramento. Quem poderia imaginar o Steve Jobs, o grande Deus da Apple, como alguém dispensado um dia da própria companhia?”, pondera.

Dito isso, ficar pensando nas razões de seu desligamento serve apenas como tortura desnecessária capaz de conduzir seus pensamentos para a desestabilização emocional ou a questionamentos incertos. “A experiência nos diz: mesmo sendo algo muito corriqueiro no mundo corporativo, quando ocorre uma demissão, somos acometidos por dois tipos de reação”, destaca.

Segundo a especialista, são elas:

  • Auto flagelo – sou culpado por tudo, me martirizo, me frustro, trago para mim, e somente pra mim, a responsabilidade pelo acontecido;
  • Vitimismo – não tive participação, nem responsabilidade na minha demissão, a culpa foi do meu chefe, do meu colega, da corporação ruim, da economia, tudo está fora de mim.

Na verdade, como sabemos, pode ser fruto de uma série de fatores e, muitas vezes, uma combinação de muitos deles. “Entretanto, sempre, em alguma medida, temos uma parcela de responsabilidade e, sim, alguém no escritório, normalmente o líder, optou por isso”, comenta.

Luiza Ferreira, estudante de administração, já teve de passar por isso. “Foi um momento difícil, ocasionado pela crise do novo coronavírus. Mesmo sabendo sobre a situação econômica, foi inevitável questionar meus talentos, mas se eu ficasse presa nisso, não sairia do lugar, também”, compartilha.

Não podemos negar e menosprezar a importância do impacto de uma demissão na vida de todos nós. “Além dos sentimentos confusos e difusos de rejeição ou menos-valia, temos uma emoção profunda de perda, de planos desfeitos, de frustração, de tempo perdido. Enfim, não é um momento fácil”, relata.

O que devemos fazer, então?

Dessa maneira, devemos nos martirizar, ficar se corroendo, alimentando esse luto pela eternidade? “A resposta é não! Se você fizer isso, é provável ainda se recolocar, mas esses sentimentos te paralisem e te congelam, impedindo de viver plenamente novas oportunidades”, diz.

Segundo Gisele, antes de mais nada, é preciso se permitir viver e sentir o processo como um aprendizado. “Faça um balanço da situação, pense em sua trajetória na organização, reflita sobre as suas entregas nos últimos anos e avalie o seu relacionamento com os seus chefes, os seus colegas e aqueles das outras áreas”, sugere.

É essencial relembrar todos os feedbacks recebidos. “Pense no seu nível de contribuição e engajamento. Reflita também sobre o cenário. Há alguma coisa que você deixou passar? Por fim, pense no momento do encerramento da parceria. Sim, ele é sempre dolorido e nem sempre as coisas são deixadas às claras”, conta.

Nesse sentido, é vital absorver o “impacto”, sentir e chorar, se for preciso, por aquela perda. “Em especial se você gostava do ambiente de trabalho, se a corporação era boa, assim como os seus colegas, benefícios, enfim. Sim, sofra, mas o suficiente para se refazer e isso deve durar no máximo uma semana, acredite!”, explica.

Tendo enfrentado essa jornada, o que deve ser feito para recuperar a autoconfiança e a autoestima?

 

Passo 1

Faça um balanço sobre você mesmo. Pense em todas as suas qualidades, em características positivas. Mentalize também aquilo capaz de ser melhorado, naquelas questões a serem mais desenvolvidas. Faça um exercício: “o que as pessoas sempre disseram sobre mim?”.

Passo 2

Feito esse balanço, é hora de olhar para suas conquistas, mesmo aquelas parecendo insignificantes hoje, como tirar a carteira de habilitação ou se formar na faculdade. Faça uma lista, pegue um caderno e anote, não economize. Pense nos cursos, promoções, viagens, nos bens adquiridos, nos relacionamentos conquistados e esbanje-se. Valorize-se!

Passo 3

Foque em pensamentos positivos, não se prenda nas coisas ruins. Leve com você a sua lista de conquistas e aprendizados. Pense como essa demissão, na verdade, abre uma janela de oportunidades para uma colocação nova, com outros colegas, empresas, aprendizados e conquistas.

Passo 4

Por fim, prepare-se para ter um plano. Com a cabeça refeita, seu valor e amor próprio recuperados, é hora de colocar a mão na massa e criar um objetivo de recolocação. Uma série de ações para você se apresentar novamente ao mercado e estabelecer as conexões responsáveis por te levar ao estágio ou trabalho novo.

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