No mercado de hoje, é comum escutar “para motivar e influenciar colaboradores, o ideal é ser um bom líder e não um bom chefe”. Pode parecer confuso à primeira vista, mas a afirmação faz sentido, tendo em vista o fato de, para inspirar funcionários, ser necessário incentivá-los e não abusar do poder de comando para "ordenar" tarefas e cobrar resultados.

Para Marcelo Furtado, CEO da Convenia, nem sempre é fácil distinguir as diferenças entre esses dois modelos de gerência de um time. “Por isso, uma reflexão é fundamental para entender para qual lado a sua atuação está mais tendenciosa”, compartilha.

Quando o chefe não é líder?

Ainda segundo o especialista, coordenar de maneira assertiva talvez seja uma das coisas mais difíceis, porque nem todos possuem tal habilidade. “É visto como chefe principalmente quem não estimula o crescimento de sua staff”, expõe. Por outro lado, quem ocupa essa posição e é visto com bons olhos é “quem sempre está delegando novas responsabilidades e incentivando seus colaboradores a serem criativos e inovadores”, continua.

Não saber ouvir é outra característica capaz de separar indivíduos em uma das categorias. “Em contrapartida, estar aberto a ouvir e ter em mente como, mesmo com uma posição superior, não há como deter todo conhecimento e sempre é possível aprender com a equipe, é uma das atitudes capazes de ressaltar uma boa capacidade”, comenta.

Quais são as principais diferenças entre os dois perfis?

• Eu simplesmente falo com meus colaboradores ou, de fato, os escuto e compartilho ideias com eles?

• Delego tarefas e cobro resultados do time ou tento motivá-lo para atingirmos objetivos em comum?

• Meus funcionários têm medo de mim ou se sentem valorizados, tanto no sentido profissional como no pessoal?

Segundo Furtado, a resposta para as três perguntas acima compõem uma boa base para entender se sua atuação está no caminho certo. “Para esclarecer ainda mais as qualificações e os diferenciais desses dois modelos, há algumas características as quais não podem deixar de ser citadas”, comenta.

Características do chefe

• Grita ordens, se portando como alguém superior, com quem seus colaboradores não possuem abertura;

• Ordena a execução de trabalhos;

• Já "sabe de tudo" e não escuta e não percebe o talento da equipe.

Características do líder

• Trabalha junto de todos em busca de um mesmo escopo;

• Se preocupa em saber se as staffs têm todas as ferramentas para executar aquela função e oferece suporte para tal;

• Está sempre aberto para novas informações e aprendizados obtidos com todos à sua volta.

Como essas duas formas de gerir uma equipe podem afetar seus desempenhos e seus resultados?

Ainda para o especialista, esses opostos tomam como base estilos de gestão. “As ações tendem a inclinar para vertical ou horizontal. Ou seja, dando liberdade e envolvendo a equipe na tomada de decisão ou centralizando e mantendo autoritarismo para com os subordinados”, explica.

Gestão vertical

Predominantemente utilizada pelos chefes, esse conceito diz respeito a uma estrutura tradicional de uma empresa. “Não apenas cadeias de comando, ordens e restrições e o autoritarismo são as maiores evidências da sua aplicação”, expõe. Alguns aspectos desse estilo:

• Organização com cadeias de comando superior, média e inferior;

• Os chefes administram as informações, enquanto os times cumprem as ordens estabelecidas, permanecendo em constante monitoramento;

• A comunicação nesse ambiente tem como característica ser um pouco lenta, pois se deve obedecer todas as hierarquias;

• Uma vantagem é a facilidade em direcionar tarefas e coordenar os grupos, com essa forma estrutural. Cada membro tem suas obrigações bem estabelecidas;

• A desvantagem se apresenta quando quem ocupa uma posição de supervisão não é preparado. Há uma dependência muito grande por parte dos colaboradores a essa figura.

Gestão horizontal

A desconstrução do modelo vertical se torna necessária com a modernização das corporações. “A nova liderança trouxe a horizontalidade a entidades há muito tempo dominadas pela centralização. Utilizado pelos gestores, esse estilo possui um conceito mais informal, pois opera de forma mais autônoma”, complementa o especialista. Algumas características relacionadas a esse formato:

• A cadeia de comando se apresenta mais flexível. Cada pessoa tem autonomia para tomar suas próprias escolhas;

• Há incentivos para a tomada de decisões e mais responsabilidades, procurando a gerência para questões muito importantes;

• O ambiente coletivo se torna agradável e colaborativo, estando suscetível a criarem em conjunto as soluções para cada problema;

• A comunicação nesse tipo de gestão se apresenta mais fluida e natural.

Dentre todas as obrigações de quem ocupa esse cargo, a questão do direcionamento assertivo das incumbências é sempre vital. Por isso, segundo o diretor financeiro e de RH da Farmacas e Febrafar, André Costa, essa é uma função para a qual é imprescindível se esforçar.

De acordo com ele, ter dificuldades com isso pode gerar mais complicações. "Delegar as atividades em uma companhia requer muita dedicação do profissional, independentemente do tamanho do negócio. Por isso são constantes treinamentos e capacitações com pontos comportamentais”, diz.

Qual é o seu estilo? Gestão do futuro: se atente às tendências!

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