Com setores inteiros longe do escritório há meses por causa da pandemia, corporações enfrentam um desafio inédito na gestão de pessoas. Manter equipes motivadas e inseridas na cultura da companhia é fundamental para entregar bons resultados. Contudo, o afazer tornou-se muito mais complexo em um momento no qual os funcionários estão trabalhando sem as vivências do ambiente físico dessas empresas. 

 

Home office

 

Para engajar equipes em trabalho remoto e fortalecer colaboradores sem a opção do home office, os profissionais de Recursos Humanos têm sido mais requisitados a agir com estratégia e proatividade. “Os colaboradores ficam diante de telas o tempo todo, então o descanso acabou, a qualidade do sono piorou, a saúde mental precisa de maior atenção… É preciso olhar para esses fatores ao pensar em maneiras de motivar e integrar. Além disso, o RH também está lidando com essas equipes somente por meio de telas”, explica Fernando Guedes, CEO da Hub Talent Connections, com unidades no Rio de Janeiro (RJ) e Campinas (SP).

 

Guedes afirma: esse cenário tornou o conhecimento do setor indispensável para o planejamento das companhias. “Se já era importante o RH estar lado a lado com os gestores nas tomadas de decisões, agora esse diálogo se tornou essencial”, pontua. 

 

De acordo com o especialista, essa percepção vem de relatos e conversas com clientes de diferentes áreas. “O RH se viu mais exigido, mais participativo e com mais volume e diversificação de trabalho”, conta, “e também com mais demandas as quais geram, em todas as frentes, necessidades de ajustes e reforços dos times, tanto aumentando a quantidade de colaboradores quanto provendo mais conhecimento para quem já está na equipe”.

 

Tendências em 2021

 

A permanência do labor remoto ou híbrido, mesmo após a pandemia, indica: essa tendência de valorização do setor deve se fortalecer. Guedes prevê a inclinação de expansão das equipes de RH em alguns ramos em 2021. 

 

“Já temos notado negócios ligados a bens de consumo, tecnologia e farma-medical fazendo crescer a demanda por especialistas da área capazes de promover engajamento remoto, fomentar a cultura interna, planejar iniciativas as quais cuidem da saúde mental dos colaboradores e organizar treinamentos a distância”, afirma, completando: algumas vagas demandam mais busca por bons colaboradores para serem preenchidas, “observamos no mercado uma dificuldade maior em contratar recrutadores internos, especialmente em tecnologia".       

 

Instituições desses setores buscam talentos com soft skills específicas. “Nos recrutamentos, solicitam trabalhadores automotivados, analíticos, proativos, resilientes, tecnológico-digitais, empáticos e independentes”, conta o executivo.

Papel do RH

Em um cenário de pandemia, a missão do RH é ainda mais acentuada, tendo em vista as consequências do distanciamento social na integridade dos trabalhadores. Atualmente, é possível observar um desgaste emocional muito alto dos colaboradores. Afinal, além da cobrança em relação às metas do mundo corporativo, encontramos a soma do medo causado pela pandemia, a enxurrada de trágicas notícias, dificuldades do ofício em casa e do isolamento.

 

Segundo pesquisa do Nube, mais de 35% das pessoas apresentam ansiedade e insegurança por causa da crise. Por isso, a sanidade é uma das maiores preocupações do momento. “Quem cuida de equipes precisa focar nesse tema, até mesmo pensando do ponto de vista empresarial, no qual existem metas para serem cumpridas. O profissional deve estar bem, integrado ao ambiente e apto para realizar suas demandas a fim de gerar resultados. Logo, se a saúde mental estiver comprometida, isso não vai acontecer”, explica a consultora de RH Daniele Souza.

 

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