O home office ainda divide opiniões: muitos profissionais adoram e outros contestam. A pandemia adiantou uma realidade nova, a qual, por sua vez, vem se fortalecendo em nosso país: o trabalho remoto. Essa modalidade provavelmente estará presente com maior frequência em nosso futuro.

Justamente por um contexto inédito no ambiente corporativo, Talita Cristina Oliveira, sócia da Innovare Inclusiva e especialista de RH, comenta sobre o estilo de atuação a distância.

As vantagens de estar em casa

Muitos estudos comprovam os benefícios desse estilo de labor: “proximidade dos familiares e pets, roupas confortáveis, ouvir sua música preferida, escalas de trabalho mais flexíveis, otimização do tempo, redução do estresse decorrente do trânsito ou transporte coletivo e até economia financeira com o deslocamento”, expõe Talita. Ela também destaca a diminuição da queima de combustível, trazendo mais sustentabilidade ao meio ambiente, bem como a contenção nas despesas com o ponto comercial.

As desvantagens

Do outro lado, também temos diversos desafios. Dentre eles, “pouca privacidade devido ao excesso de pessoas em casa, interferência de questões domésticas nos tópicos profissionais, dores no corpo por causa da falta de ergonomia, iluminação inadequada e Internet com velocidade insuficiente”, diz.

Luiza Pontes, psicóloga corporativa em Ribeirão Preto, confessa ter tido impasses ao enfrentar o distanciamento social. “Senti muita falta daquele contato olho no olho, apertos de mão, abraços. Essas são interações fundamentais para você sentir as pessoas, mas tive de adaptar minhas atividades a um novo contexto”, conta.

Para ela, com as videoconferências e outras ferramentas, foi possível reduzir a falta de proximidade. “Hoje, o celular e o computador são verdadeiras janelas para o resto do mundo, então por que não usar as soluções para unir os colaboradores? Depois de ter entendido como funciona, foi super tranquilo continuar trabalhando”, comenta.

A indefinição de horários de labor e lazer, dificuldade de manter o foco, maior possibilidade de informações sigilosas vazarem, emoções à flor da pele devido ao isolamento social e gestores despreparados por essa mudança repentina também são outros problemas surgidos nesse cenário.

O papel do líder na implantação do home office

Em um momento tão sensível como o atual, é essencial uma nova postura dos líderes, segundo a especialista. “Além das metas, eles também precisam observar como está a saúde mental de cada colaborador. Deve perceber se apresenta comportamentos disfuncionais e como pode ajudá-lo a se organizar frente a esse cenário tão desafiador. A imprevisibilidade da pandemia pode aumentar a ansiedade, trazer angústias e dificuldades emocionais, mas também pode desenvolver habilidades”, explica Talita.

Segundo os dados do ISE Business School, mais de 80% das pessoas apontaram a flexibilidade e resiliência como as competências mais requeridas nesse período. “Para auxiliar a manter sua produtividade, criei um passo a passo”. Veja:

  1. Planeje o próximo dia antes de encerrar o expediente;
  2. Defina suas prioridades;
  3. Não confie na memória! Faça uma lista de tarefas e estipule prazos;
  4. Programe as atividades mais difíceis para o período do dia no qual você é mais produtivo;
  5. Estabeleça um tempo para pensar no assunto e defina as estratégias;
  6. Enfrente os desafios, transforme preocupação em ação;
  7. Não deixe a preguiça superar sua vontade de atingir seus resultados;
  8. Mantenha o foco. Não permita ter distrações capazes de te impedir de alcançar objetivos;
  9. Verifique se todos os itens da checklist foram executados;
  10. Identifique se precisa de ajuda para concluir suas atividades;
  11. Aposte nas metodologias.

Autoanálise – Você já parou para pensar em você?

Com o intuito de despertar reflexões sobre o impacto do nosso funcionamento pessoal e para com a equipe versus a produtividade, a especialista elaborou algumas questões para você se questionar.

  • Adquiri hábitos destrutivos após a pandemia? Por exemplo, abandonar os exercícios, comer, beber ou curtir preguiça demasiadamente.
  • O ambiente que utilizo para trabalhar está organizado ou bagunçado?
  • Tenho me nutrido de bons conteúdos ou somente com dados sobre a crise?
  • Tenho convertido o tempo gasto no trajeto em qualificação, networking, para descobrir novas tecnologias ou melhorar a proximidade com a família?
  • Eu tinha tempo para dar novos passos em direção aos meus sonhos? E agora, qual desculpa estou inventando?
    Como tenho adaptado meus momentos de lazer?
  • Estou administrando bem o meu horário, evitando ver as redes sociais, TV ou me distrair com games no horário do expediente?
  • Tenho mantido uma rotina saudável, com pausa para almoço, quantidade de horas trabalhadas compatíveis como se estivesse no escritório e tempo suficiente para descanso?
  • Tenho clareza sobre minhas prioridades e prazos?
  • Realizo follow up ou deixo os afazeres soltos?
  • As atividades que me proponho fazer têm começo, meio e fim?
  • Eu estou dando o meu melhor?
  • Qual ferramenta vou adotar para me ajudar na gestão das minhas tarefas?

“Recomendamos: o Gerenciador de Produtividade, o Diário de Bordo, 5W2H – metodologia composta de perguntas essenciais e ainda o Trello para organizar as atividades, definir prioridades, criar checklists e acompanhar o andamento da rotina de trabalho do time”, conclui Talita.

Home office para sempre?

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