Quem não gosta de ter controle sobre as coisas? De maneira geral, sempre desejamos algum tipo de certeza sobre o futuro. Justamente por isso, consultamos a previsão do tempo, calculamos um trajeto no GPS, escrevemos compromissos na agenda, traçamos rotas para determinado destino… Tudo isso envolve uma análise crucial para o contexto corporativo.

Relação direta com o cotidiano empresarial

Claudia Elisa Soares é conselheira de administração em companhias como IBGC, Even, Gouvêa Ecosystem e em comitê da Tupy S.A. Para ela, na administração de uma organização, esses planejamentos não são diferentes: “boas lideranças se esforçam para antecipar cenários e construir metas capazes de ajudar a guiar a empresa em um caminho sustentável”, aponta.

Quando as coisas não saem como o planejado?

Em um mundo em transformação causada pela rápida evolução da tecnologia, como garantir 100% de controle na gestão? “A resposta é “impossível”! Isso porque as alterações trazidas pela revolução digital são estruturais e instantâneas e, como não é possível controlá-las, precisamos, então, mudar a forma de gerenciá-las”, complementa a especialista.

Quem busca se preparar demais precisa ter a cultura substituída por uma visão aberta à mudança, com delegação e com velocidade. “O equilíbrio entre controle e rapidez é essencial para tomar decisões acertadas em um mundo cada vez mais acelerado”, compartilha Claudia.

Estágio como uma boa fonte de aprendizados

Lucas Oliveira, estudante de comunicação pela Facamp, em Campinas, acredita no estágio como uma maneira de desenvolver esse aspecto de modo eficiente. “Como estagiário, embora não tenha autonomia para assumir um setor, por exemplo, preciso gerenciar minhas tarefas e ter um bom senso de prioridade”, comenta.

Ainda de acordo com o universitário, essa experiência é fundamental para estar pronto para o mercado de trabalho. “Muitas vezes minhas atividades são imprevisíveis, então sempre preciso mudar com essa constante. Isso me ajuda muito”, compartilha.

Desista de ter 100% das informações

A informação é matéria-prima básica para uma boa decisão, isso é fato. “Entretanto, se até há algum tempo era possível garanti-la por completo à mesa, hoje, já não é mais assim. Enquanto nos inteiramos sobre os aspectos de um cenário, um volume absurdo de novos fatos são produzidos e é impossível cercar tudo”, constata a conselheira.

É preciso decidir com menos dados e se convencer de não ser possível reunir 100% das referências. “Assim, deve-se trabalhar no espectro 80/20, ou seja, permitindo algum grau de incerteza para conseguir sair do lugar. Do contrário, você gastará muito tempo atrás de garantias as quais podem nunca chegar”, diz.

Abra mão do 100% planejado

Planejamento estratégico ainda é uma regra de ouro para a condução de um bom negócio. Porém, segundo Claudia, é ilusão pensar como se tudo fosse perfeitamente alinhado a esse recurso. “Algumas resoluções precisarão ser realizadas com velocidade e nem sempre a programação feita há alguns meses é adequada para o contexto atual. Até pouco tempo atrás, a regra básica era: antes de agir, consulte o plano e decida com base nele. Contudo, isso não é tão exato para os dias atuais. Uma mudança veloz do cenário pode exigir uma ação não prevista e, nesse momento, quem é líder precisa abrir mão de seguir regras à risca para ter agilidade”, continua.

Não busque comando total

Quem dá a palavra final na sua organização? “Se a resposta para essa pergunta for sempre uma única pessoa, então seu negócio terá problemas no mundo em constante instabilidade. Em um contexto no qual as informações se avolumam e as perspectivas se tornam mais complexas, é impossível um único gestor ter controle de todas as decisões”, expõe a especialista.

No passado, era comum recorrer à hierarquia e concentrar nas mãos do chefe todo o poder de decisão. “Se um líder tentar fazer isso na atualidade, não conseguirá sair do lugar e perderá o timing da resposta aos problemas. Por isso, é preciso delegar tarefas e dar autonomia para seus colaboradores ajudarem na avaliação dos problemas”, conclui.

O que se espera dos líderes?

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