Depois de dez meses da Covid-19, a vacina contra o vírus já é uma realidade. Mesmo assim, quando a crise passar, alguns hábitos e mudanças implementadas na vida das pessoas devem permanecer. Afinal, após toda população ser vacinada, ainda demorará algum tempo para termos dados confiáveis sobre como será a vida pós-pandemia. 

 

Portanto, os mesmos protocolos preventivos seguidos ao longo de 2020 - do distanciamento físico ao uso de máscaras de proteção - ainda devem continuar. Além disso, outras modificações instaladas nesse período vieram para ficar de vez e, acreditem, isso é algo bastante positivo. Veja quais são eles e a opinião de especialistas:

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Home Office: trabalhando do sofá

 

Este formato será adotado permanentemente por muitas companhias. No Brasil, os dois mil atendentes do call center da Tim permanecerão em home office. No Magazine Luiza, cerca de 1.500 funcionários — de um total de 40 mil— não precisarão mais ir ao escritório. Até mesmo a Prefeitura de São Paulo implementou o trabalho remoto de forma definitiva para os seus mais de 120 mil servidores.

 

Com a modificação, as corporações podem reduzir os custos de infraestrutura. Já os colaboradores ganham qualidade de vida sem o exaustivo deslocamento diário, entre outras vantagens. Na visão do consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi, a crise acelerou a implementação de um sistema de trabalho o qual levaria ainda muitos anos para ser adotado de forma abrangente. 

 

“Havia muitas dúvidas sobre a eficiência do modelo e se as pessoas manteriam a performance devido às distrações de casa - de filhos à televisão - mas passados nove meses, muitas empresas relatam: a produtividade permaneceu nos níveis anteriores ou até mesmo aumentou", explica. 

 

Anywhere office: meu escritório é onde eu estiver

 

As pessoas podem render ainda mais de suas próprias casas e agora está entrando em cena um novo conceito: o "anywhere office", ou, ‘escritório em qualquer lugar’. Esta nova modalidade vai se estabelecer como uma grande guinada com relação à dinâmica de como muitos executam suas atividades atualmente: se com Internet e um laptop podemos trabalhar, o espaço laboral será onde estivermos.

 

Por quê viver em apartamentos minúsculos em uma grande cidade se há possibilidade de morar e atuar profissionalmente em espaços maiores no interior ou mesmo no litoral? Segundo pesquisa da plataforma de comércio OLX, a procura por imóveis em cidades do interior cresceu cerca de 30% no mês de julho. Ao observarmos metrópoles pelo mundo, esse pode ser o início de um verdadeiro êxodo urbano.

 

"Agora, a prioridade é uma vida mais confortável em lugares onde o custo de vida é mais baixo e com mais segurança - os grandes centros urbanos não são compatíveis com essa nova realidade. Consigo identificar esta mudança como o início de uma nova tendência de comportamento", comenta Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris, localizada em Osasco (SP).

 

Produtos que aumentam a proteção? Queremos (precisamos)!

 

Ainda não se pode dizer com certeza qual é o futuro da pandemia. Com base em outras infecções, há poucos motivos para acreditar em um fim próximo. Um cenário mais realista é: ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas, conhecidas como "endêmicas" na população humana. Sendo assim, produtos surgidos com a crise com propriedades bactericidas e antivirais devem fazer parte de nossas vidas de maneira permanente daqui para frente.

 

Não estamos falando apenas de proteção facial, mas de plásticos os quais inativam o coronavírus e vem sendo utilizados para cobrir superfícies diversas. Tecidos com propriedades anti Covid-19 e, portanto, capazes de ajudar o setor hoteleiro a expandir as medidas para a segurança de seus hóspedes e até de pisos e tintas de parede, as quais intensificam a proteção das pessoas contra esta doença e outras infecções.

 

"Precisamos criar e aperfeiçoar barreiras contra esses patógenos. Quanto mais combatermos esses problemas pela raiz, mais evitaremos novos surtos. Usar máscaras, lavar as mãos e utilizar produtos com ação antiviral seguirão mesmo após a aprovação da vacina contra o coronavírus. São hábitos os quais não têm mais volta. Até porque, quando uma epidemia for embora, podemos ter outra batendo à nossa porta", explica Daniel Minozzi, químico e fundador da Nanox, empresa brasileira de nanotecnologia.

 

Eventos híbridos: o mundo ao alcance das mãos

 

Os eventos virtuais se tornaram parte da rotina e, rapidamente, o segmento precisou reaprender a ser eficaz neste novo formato. Durante esse período, uma das lições mais importantes apreendida pela indústria foi: embora os encontros virtuais certamente tenham seus benefícios, os ao vivo sempre serão uma parte importante de qualquer programação. Assim, os formatos híbridos - os quais combinam experiências presenciais e remotas - serão uma parte essencial na indústria daqui em diante e também responsáveis por uma verdadeira transformação na interação do público.

 

Entretanto, não espere simplesmente uma transmissão de uma webcam em um canto, pois é preciso manter os participantes engajados. Agora, assim como os organizadores têm uma equipe de produção para eventos presenciais, precisarão também de um time de produção focado exclusivamente na experiência on-line.

 

"Agora, com o mercado lentamente começando a retornar, é preciso se adaptar novamente e os eventos híbridos permitirão aumentar o seu alcance com a transmissão para um público maior em relação ao possível pessoalmente", explica Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e CEO da Wish International.

 

Telemedicina: saúde por meio do celular

 

Com o Covid-19, a medicina despontou como um dos segmentos os quais mais se valeram da tecnologia para assegurar os fluxos de controle da população sem comprometer ainda mais o sistema de saúde. No início, o Governo Federal autorizou a prática de consultas virtuais. 

 

Passado esse momento crítico, o avanço apoiado por recursos tecnológicos os quais fazem parte do dia a dia das pessoas, permitirá fechar todo o ciclo do atendimento: do telediagnóstico ao acompanhamento contínuo do paciente, facilitando o processo, salvando mais vidas e garantindo o acesso à devida opinião médica a um número muito maior de indivíduos ao alcance de um clique.

 

"As plataformas de atendimento virtual são um legado positivo para a saúde. A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso, evita a automedicação e promove a tomada de decisões com respaldo clínico especializado. Esse acesso correto aos serviços de saúde melhora a eficiência do setor como um todo.Olhando para o bem estar do paciente, promove melhores desfechos clínicos, garantindo diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto", afirma Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.

 

Quais mudanças vão permanecer na sua vida após o fim da pandemia?

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