A comunicação é uma habilidade essencial cada vez mais requisitada em qualquer área profissional. Seja falando em público, fazendo apresentações, participando de reuniões ou até mesmo escrevendo um e-mail, existem técnicas e maneiras de se falar de forma mais estratégica, de acordo com as necessidades de cada profissão. 

Na visão da redatora Bárbara Guerra, essa competência se torna ainda mais importante em momentos de distanciamento social. “É preciso dominar tanto o diálogo escrito quanto o oral a fim de manter a fluidez do trabalho em equipe. Por isso, ser objetivo e se fazer entender em videoconferências e mensagens de texto faz toda a diferença”, comenta. 

Estratégia

Segundo Vívian Cristina Rio Stella, doutora em Linguística pela Unicamp e autora do livro "Comunicação Eficiente", publicado pela Editora Aberje, existe a noção: se expressar bem é falar corretamente a gramática, mas isso é um mito. “Eu procuro trabalhar a estratégia, a abordagem do tema e o storytelling, como construir histórias as quais façam sentido”, explica. A especialista é idealizadora e curadora da VRS Academy, localizada em Jundiaí (SP).

A partir dos 3Ps: planejamento, prática e presença, Vívian oferece um curso voltado para quem está buscando uma oratória mais tática em seus cargos. A proposta é adequar o diálogo falado ou escrito aos contextos dos participantes, enfatizando a escuta, a preparação, a confiança e a autenticidade do orador, aspectos os quais contribuem para a mensagem ser melhor recebida e entendida. 

“Eu falo muito de Aristóteles, porque ele é o pai da oratória. Ele vai dizer exatamente quais são os pilares de uma boa argumentação e comunicação”, destaca. A linguista cita os três pilares da retórica do filósofo grego: Ethos, o qual se relaciona com a ética, o caráter moral de quem está comunicando e a importância de se construir uma reputação antes da fala; Logos está associado aos elementos do raciocínio lógico para sustentar uma informação; e Pathos, a habilidade de provocar emoções e sentimentos no público, ligado ao storytelling

Em cada P, Vivian descreve algumas dicas:

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  • P de Planejamento: a primeira dica é planejar em analógico. Muita gente abre um PowerPoint, faz um monte de slides e escolhe letra, fonte e cor, mas não pensa qual mensagem quer passar para as pessoas, qual é o objetivo da transmissão e para quem ela será feita. “Parece óbvio dizer isso, mas é um erro fatal, não só em apresentação, mas em e-mails e outros formatos”. De acordo com a linguista, organizar em analógico significa pegar vários papéis pequenos, distribuir os conceitos e depois pensar quais deles servem para a platéia. “Gosto de fazer uma árvore de post-its com as ideias principais e as outras de sustentação”, exemplifica.

  • P de Prática: antes de criar uma apresentação ou qualquer outra comunicação, é preciso refletir sobre as partes, o roteiro. “Muita gente não pensa na abordagem, ou seja, como vai começar a palestra? ‘Bom dia, meu nome é Vivian’ ou ‘Oi, vim falar do tema tal’”, ressalta. Existem técnicas para começar com impacto, como deixar a mensagem já em destaque no começo, contextualizar as informações, estabelecer uma conexão com a platéia e não usar piadinhas (como muita gente costuma fazer). Depois vem o desenvolvimento das ideias (metáforas, recursos visuais) e, por fim, a conclusão com o resumo da informação principal.

  • P de Presença: “postura, gesticulação, muita gente tem dúvidas quanto a isso. O gesto é a janela do pensamento, então está liberado, tem a ver como você processa o seu pensamento. Contudo, é preciso evitar excesso de gestos”, resume. A especialista comenta: no modo on-line o cenário é mais restrito, então é relevante ser mais contido. Já no ao vivo existe mais espaço, mais cenário para ser explorado. Ao mesmo tempo, o P de presença deve estar atrelado a identidade do orador, pois traz a ideia da autenticidade. “É muito importante ser condizente com a sua postura. As vestimentas, por exemplo, devem dizer quem você é: se é mais sério, mais divertido e/ou empoderado”.

Com base nas dicas, novas perspectivas podem ser analisadas e levadas em consideração, contribuindo para qualquer tipo de profissão. “Formamos uma imagem sobre o outro em poucos segundos de conversa. Claro, com o tempo, podemos confirmar ou não essa primeira impressão, a depender das estratégias verbais e não verbais”, finaliza. 

Como estão suas técnicas de interlocução?

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