Apesar dos esforços atuais realizados por diversas empresas, ainda há um longo caminho para se adequar e se educar para a total inclusão das pessoas com deficiência (PCDs). Segundo a pesquisa Oldiversity, realizada pelo Grupo Croma, para 71% dos PcDs entrevistados as companhias têm preconceito em contratá-los. Já 32% disseram ter sofrido discriminação simplesmente por apresentar alguma deficiência.

Muitos PCDs não se sentem representados no mercado

Nesse sentido, há um gap no mercado, uma grande oportunidade ainda não considerada pelas marcas. Ou seja, estão deixando definitivamente de olhar com atenção para as necessidades reais deste público. No quesito propaganda, 54% gostariam de publicidades incluindo-os e 40% veem as instituições se adequando para atendê-los.

Para o ativista pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência e consultor especializado em acessibilidade, Tuca Munhoz, esse assunto é um grande ponto de atenção a ser observado pelas marcas. “As barreiras para a acessibilidade são vistas como um transtorno estritamente técnico. A falta de uma rampa seria um problema técnico ou resultado político e histórico de como e para quem são construídas as cidades? Logo, esse é o grande desafio, pois os afasta do mercado de trabalho, bem como do consumo, transportes, etc. Portanto, é preconceito, sim”, avalia.

De acordo com 52% dos entrevistados, os segmentos de cosméticos são os mais associados à diversidade. Seguidos de confecção e moda (25%), entretenimento e redes sociais (20%), alimentos e bebidas (19%) e bancos, financeiras e seguradoras com (14%). Nesse sentido, a Natura foi a companhia eleita a mais ativa ao tema, com 30%, O Boticário foi a segunda com 25%, C&A com 12% e Avon com 10%.

Mais empatia, por favor!

Segundo a assistente de departamento pessoal, Tatiane Martinati, portadora de Artrite Reumatóide (doença inflamatória crônica), além das dificuldades a serem superadas como a dor e a adaptação às ferramentas do trabalho, teve de aturar situações de discriminação em experiências anteriores. Na Matera - seu posto atual - é diferente, “ninguém se coloca acima ou melhor em relação ao outro. Posso ser tão boa quanto meu amigo ao lado, mesmo com todas as limitações físicas. Isso é puro. Todos temos espaço para falar, pedir, se posicionar e as manifestações de ideias são levadas em consideração”, explica a especialista de Campinas (SP).

Portanto, tentar se adaptar aos novos contextos é fundamental para manter uma marca admirada. Por isso, acabar com as discriminações é uma necessidade humanitária. Independentemente do ambiente, setor, ocupação e etc. Afinal, somos todos seres humanos. “A pessoa com deficiência não pode ser vista como uma obrigação de contratação para se cumprir uma cota. Muitos estão dispostos a se capacitarem e se especializarem para trabalhar de igual para igual”, finaliza Tatiane.

Nada é do dia para a noite e não existem soluções prontas quando falamos de cultura organizacional e gestão de mudanças. “Em meio a uma pandemia múltipla e biopsicossocial, na qual corpos e relações adoecem, compreender o ecossistema é essencial para reforçar nossa Im(h)u(ma)nidade. O contágio despertou a consciência da importância da cadeia de valor e qual o nosso protagonismo como agentes da mudança. No entanto, ainda estamos lidando com a realidade sem alterar a perspectiva”, analisa o líder de projetos em sustentabilidade, diversidade e inclusão na MCM Brand Group, Raphael Pagotto.

O Nube valoriza a diversidade! Fomos convidados pelo MPT - Ministério Público do Trabalho a fazer parte do pacto social para melhorar a inclusão de jovens universitários negras e negros no mercado. Legal, concorda? Isso é o mínimo a ser feito!

Por isso, evolua sua mente: continue acompanhando nosso blog e as redes sociais. Publicamos conteúdos diariamente e temos opiniões de especialistas de diferentes áreas. Estamos juntos nessa luta! As organizações a sua volta são inclusivas?

Feliz Natal!

 

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