A pandemia provocada pelo novo coronavírus tem deixado sequelas na saúde e também na economia mundial. Com o aumento acelerado do desemprego e, tentando nadar contra a maré, muitas pessoas apostaram no empreendedorismo para garantir sua sobrevivência. O tão sonhado desejo dos brasileiros em se tornar dono do próprio negócio, ter autonomia e independência, ganhou ainda mais força no cenário atual.

Segundo pesquisas do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), 60% das empresas fecham nos cinco primeiros anos de funcionamento e não é difícil entender o motivo dessa triste realidade. Para Wanessa Fonseca, consultora de desenvolvimento humano e de negócios, fundadora da UP Results e CEO da Innermetrix Goiás, apenas ter experiência no mercado não garante know-how o suficiente para ter sucesso.

De acordo com ela, o desafio de empreender esbarra em dois tipos de competências: técnicas e comportamentais. “As primeiras estão diretamente relacionadas com a área de atuação, gestão e mercado. A boa notícia é: essas são mais fáceis de aprender quando você adquire conhecimento e capacitação. Já as outras exigem um processo intenso de autoconhecimento e resiliência para o seu desenvolvimento e exatamente nesse ponto você precisa intensificar seu foco”, explica a especialista.

O aprimoramento dessa mentalidade assertiva pode ser alcançado a partir do momento no qual há determinação, única e exclusivamente, naquilo necessário para fazer seu projeto prosperar. “O real motivo para abrir um negócio não deveria ser o lucro e, sim, um desejo genuíno de mudar a vida do outro quando ele adquire seus produtos e serviços. A renda é apenas uma consequência do excelente trabalho entregue enquanto você ajuda as pessoas a resolverem seus problemas”, continua Wanessa.

Mas como tirar o cifrão do olho e colocar no bolso? Aqui vão algumas dicas valiosas de quem chegou lá e pode encurtar o seu caminho:

I. Propósito

Muito tem se falado em propósito nos últimos anos, mas pouco tem se praticado. Encontre o seu desejo de mudança. Geralmente seus maiores incômodos podem se tornar uma missão de vida. Pense em como você gostaria de ser lembrado. Se ainda está nesse plano é porque tem algo extraordinário para ser feito, então faça seus dias valerem a pena!

II. Relacionamento

O empreendedor precisa compreender: o trabalho é construído junto com seus pares e ter pessoas certas ao seu lado, capazes de agregar na sua jornada, é um dos focos mais importantes. Aprenda a entender as pessoas e como elas se engajam. Faça elas se sentirem pertencentes e importantes. Contribua com elas e elas contribuirão com você.

III. Direcionar objetivos e metas

Esse tópico também já virou clichê. Só estabelecer metas claras não é o suficiente. Quando você pensa no seu objetivo, te dá borboletas no estômago? Se a resposta for não, ele não é desafiador o suficiente. Se apaixone! Quando isso acontece, é possível se tornar resiliente e se manter firme quando as coisas começarem a dar errado. Atingir os seus escopos não é uma linha reta, é uma jornada de altos e baixos. Continuar olhando para o seu plano vai te manter em direção a ele.

IV. Autoconhecimento

Entender como você pensa e toma decisões te permite encontrar formas eficientes para lidar com diferentes situações do negócio, desde como fazer networking até como controlar seu emocional para ajudar no processo criativo. O autoconhecimento também pode ser ancorado com apoio profissional de um coaching ou um mentor;

V. Rotina produtiva X tempo ocupado

É preciso estabelecer uma rotina direcionada e constante para ser produtiva e fortalecer a mentalidade empreendedora. Escolha executar tarefas responsáveis por te aproximar dos resultados necessários. As demais, delegue para outra pessoa ou elimine.

VI. Comunicação assertiva

A comunicação sem fronteiras tem os dois lados da moeda. Tanto pode tornar a corporação reconhecida mundialmente, como denegrir sua imagem. Dessa maneira, parte do sucesso é oriunda da forma como ocorre essa interação com o outro. Faça uma conexão baseada em fatos, porque todo o restante é interpretação. A forma como você interpreta um acontecimento pode gerar distorções no diálogo.

Nesse sentido, a escuta ativa pode ser uma excelente ferramenta a ser utilizada. Para o economista e mestre em filosofia, Matheus Jacob, essa capacidade é extremamente estratégica. “Ao longo da história, pessoas de poder são citadas com esse foco, tiveram grandes conquistas e eram extremamente capazes de ler e fazer essa análise do outro”, comenta.

VII. Liderança

Muitas pessoas acreditam na liderança como um talento nato, geralmente atribuído aos bons comunicadores. No entanto, a habilidade de conversação é apenas uma das diversas habilidades e competências atribuídas a um bom gestor. Por isso, o primeiro passo é aprender a gerenciar a si, ter seus próprios resultados e extrair o seu máximo.

Com essas orientações, fica mais fácil traçar uma trajetória de alta performance. E aí, você já sabe como empreender no Brasil atual?

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