A pandemia da Covid-19 é, sem dúvida, uma das situações mais difíceis das últimas décadas no mundo. Suas principais características, como velocidade e dimensão de impacto, requerem decisões rápidas sem poder esperar, em um ambiente de total incerteza e dúvidas.

Tempos difíceis demandam ainda mais esforços

Qual a melhor forma de gerir seus negócios em tempos como esse? Segundo o presidente executivo da Abimed, Fernando Silveira Filho, “o chamado do líder é fundamental nesses momentos. Isso não é novo, mas, sem dúvida, traz a oportunidade para reflexões sob novos prismas e não podemos deixar de avaliar quais oportunidades estão sendo apresentadas e decidir”.

O papel do gestor

O papel do gestor diante da realidade atual dentro das companhias é dialogar com as equipes e propor soluções mais eficazes frente ao cenário modificado. Diante de tantas confusões, a atuação dos superiores é fundamental para poder enfrentar as adversidades e obstáculos.

Princípios importantes

No início da pandemia, a consultoria McKinsey publicou um artigo – de autoria de Andrea Alexander, Aaron De Smet, and Leigh Weiss – com o tema Tomada de Decisão em Tempos Incertos. Nele, os especialistas sugerem alguns princípios para atravessar a crise e também preparar sua organização para o futuro.

Dentre eles, destacam-se:

  • A atenção para focar naquilo realmente importante e estratégico;
  • Trabalhar no legado, ou seja, dialogar com outros supervisores e empoderá-los, para também tomarem decisões difíceis, as quais não precisam necessariamente ser levadas a outras instâncias.

Características comuns em líderes

Além disso, a empresária da hotelaria, Chieko Aoki, comenta: “Hitler e Gandhi, a despeito de serem totalmente diferentes, tinham em comum a capacidade de engajar pessoas e juntar seguidores. Um dos componentes da liderança é o sentimento de responsabilidade. Cultivar a integridade e se voltar para o bem comum – para aquilo melhor para todos”.

Em outro ponto, a especialista salientou a importância de “ter a capacidade de virar a página, para se poder pensar em novas coisas. Saber perdoar é determinante, pois do contrário, ficamos com coisas tomando espaço na cabeça da gente. É preciso saber ouvir e acolher as pessoas. Por outro lado, as gestões precisam gerar resultados, porque se isso não acontece, perdem a confiança e a credibilidade”.

Habilidades devem ser desenvolvidas em salas de aula

Para apresentar todas essas habilidades, o conhecimento deve começar em sala de aula. Segundo o professor Norman Arruda Filho, “na atividade educacional, a formação de chefias é decisiva e, se não houver valor, a liderança não vai ser percebida. De fato, coordenar um time resulta de características pessoais intrínsecas, potencializadas no processo de aprendizagem. No entanto, é fundamental levar o mercado e o mundo empresarial a perceberem o papel dessa posição nas suas organizações e nos diferentes níveis de tomada de decisão”.

Ainda no campo da atividade educacional, o professor Norman diz como devemos contribuir para os indivíduos olharem o presente em uma perspectiva de futuro. “A crise provocou muitos impactos e, dentre eles, há algo sensacional: ela fez as entidades mudarem o seu modo de agir, funcionar e atuar”.

A diversidade no pensamento estratégico

Ele ainda acrescenta: a riqueza da diversidade leva-nos a ser menos excludentes. “Em vez da conjunção “ou”, o momento, como nunca antes, pede a conjunção “e” e isso está na base do comportamento voltado para a inclusão”, conclui.

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