Este foi sobretudo um ano atípico marcado por muitos acontecimentos, os quais nem os mais assíduos especialistas conseguiriam prever. Olhando para o universo corporativo, o setor de recursos humanos (RH) teve de se atentar à saúde das equipes. As pessoas não estavam nem psicologicamente ou financeiramente preparadas para esse caos global.

Diante do caos mundial, o estresse vai às alturas

Para a psicóloga da Mapa, Nayara Teixeira, os gestores precisam estar preparados para entender as implicações da pandemia no bem-estar emocional e intelectual dos colaboradores. Um das principais dificuldades dos RHs tem sido lidar com o esgotamento dos funcionários. “Foi necessária muita energia para enfrentar todos esses acontecimentos: home office, crise econômica, famílias compartilhando espaço para trabalho e estudo. Tudo isso acompanhado de desafios e incertezas sobre o futuro”, explica.

Esse “esgotamento” dos profissionais também é conhecido por outro nome, quando é diagnosticado como uma patologia, é chamado de Síndrome de Burnout. Isso é, a exaustão física e psíquica. “Essa condição impacta a sanidade mental e, consequentemente, o corpo do indivíduo. Um estresse crônico em conjunto com a autocobrança excessiva destroem as forças dos trabalhadores. Inclusive, muitos adoeceram pelo desgaste da quarentena e outros tiveram os sintomas agravados”, analisa Nayara.

A solidão, a cobrança e a própria incerteza quanto ao futuro contribuem para a atenuação do estresse. Nesse sentido, “tanto a liderança, quanto os subordinados estão vivendo uma nova realidade, na qual enfrentam provações inesperadas. Todos precisam entender essas diferentes perspectivas e traçar um plano comum para melhorar a qualidade de ambos”, comenta a psicóloga.

A disposição e o equilíbrio emocional já eram preocupações da área de gestão de pessoas no Brasil. O cenário atual apenas acelerou essas premissas. “Nos últimos anos, vimos um crescimento do cuidado psíquico. Afinal, cooperadores felizes não só produzem mais, mas lidam melhor com adversidades”, finaliza a especialista.

Muitos brasileiros perderam o sono

De acordo com uma pesquisa inédita da The Bakery Health Lab, quase a metade da população entrevistada (44%) está tendo mais dificuldades para dormir por conta das mudanças de rotina provocadas pelo Coronavírus. Com isso, dentre as maiores aflições dos brasileiros atualmente, a saúde vem em primeiro lugar, antes das questões econômicas e de trabalho.

Para a diretora do programa e especialista em bioquímica, Ana Cláudia Rasera da Silva, apesar de 83% dos respondentes estarem ativos no mercado corporativo, apenas 22% do total disseram ter medo de perder o emprego. “Pedimos para elencarem as três maiores inquietações nesse período de pandemia e as questões relacionadas à saúde se destacaram. Em primeiro lugar, perder alguém próximo vítima vírus (69%). Ficar doente foi apontado por 38% e o equilíbrio mental, por 26%. Já o receio quanto à situação econômica do país foi citado por 43% e as turbulências políticas, por 28%”, expõe.

O levantamento ouviu pessoas de todas as faixas etárias (29% até 29 anos, 34% de 30 a 39 anos, 15% de 40 a 49 anos e 22% com mais de 50 anos) e situação profissional (29% empregado de grande empresa, 23% empregado de pequena ou média empresa, 14% autônomo, 12% empreendedor, 7% estudante, 6% desempregado, 4% aposentado/pensionista, 5% servidor público). Foi realizado com 780 sujeitos, entre 27 de maio e 3 de junho, quando grande parte deles já estavam em quarentena há mais de 60 dias.

A pandemia colocou um holofote no tema e esse foi o momento propício para tal cuidado ser implantado. Muitos fatos já comprovaram a importância e o benefício de se investir em prevenção de doenças mentais. A cada um dólar aplicado em tratamentos preventivos, quatro retornam em forma de produtividade e engajamento no trabalho, ainda de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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