No início da pandemia, muitas empresas decidiram pelo home office para seus funcionários se manterem em casa e, consequentemente, diminuírem a possibilidade de contato com o vírus. Fora de seu habitat, muitas pessoas se viram e ainda estão confusas, pois não conseguem desempenhar de maneira eficiente sua atividade profissional ao dividirem a atenção com distrações e afazeres domésticos.

Com o intuito de auxiliar muitos profissionais nessa posição a se permanecerem produtivos e atuando em alta performance, o CEO do Instituto Gente, Arthur Shinyashiki, destaca algumas orientações para a modalidade ser bem-sucedida.

Rotina

O primeiro deles é determinar uma rotina clara, ou seja, ter horários bem definidos para o início da atividade laboral, para almoço ou lanche, e para o término do trabalho. Conforme Shinyashiki, exceções poderão ocorrer por conta de reuniões, por exemplo, mas no geral é preciso respeitar a programação. “Assim o cérebro compreenderá o padrão a ser seguido e liberará os hormônios adequados para cada momento específico, seja atuando ou relaxamento”, explica.

Para quem posterga ao máximo o início das atividades, o palestrante sugere rituais para definir com clareza seu horário de “entrada” no trabalho. “Tomar um banho gelado, colocar uma roupa semelhante àquelas utilizadas no escritório e ouvir música são exemplos de ações capazes de sinalizar claramente o começo do expediente. Do mesmo modo, há workaholics, pessoas com dificuldades em parar e acabam ficando estressadas e ansiosas”, orienta. Para esses colaboradores, Shinyashiki também recomenda práticas as quais indiquem o término da atividade no dia, como fechar as abas do computador e arrumar a mesa utilizada durante o dia, etc.

Fadiga

Muitas pessoas estão sentindo um fenômeno chamado de fadiga mental: "é a sensação de se sentir cansado demais, só por causa do mundo on-line. O home office trouxe para a nossa vida, por exemplo, um excesso de reuniões em vídeos cada vez mais exaustivas. Tudo isso, alinhado à rotina laboral já existente e somado às funções domésticas nos dão a sensação das nossas atividades terem aumentado. Esse excesso é decorrente das telas do celular ou do computador. Essas imagens tendem a consumir mais energia de nós para conseguirmos interpretar corretamente tudo", explica Mari Clei Araújo, diretora da MC Coaching & Consultoria.

Foco no resultado

O segundo pilar é ter foco no resultado. Conforme o CEO, além de prestar atenção nas ações a serem realizadas no dia, como mexer na planilha ou organizar pensamentos, é necessário ter muito claro mentalmente quais são as soluções finais a serem obtidas. “O indivíduo deve estar totalmente comprometido em realizar esses objetivos, descansando apenas quando alcançá-los. Isso fará você querer terminar a tarefa o mais rápido possível e assim conseguir um tempo livre para atividades de relaxamento, como assistir a um filme ou brincar com os filhos”, diz.

Um modo eficaz de cumprir essas metas é por meio de mini sprints, isto é, períodos variando entre 15 minutos e 45 minutos, nos quais mantém 100% do seu foco na tarefa a ser executada. Em momentos de crise como a atual, nos quais o teletrabalho traz uma série de limitações, Shinyashiki recomenda centralizar o foco em poucas ações. “A pandemia trouxe uma nova realidade a muitos profissionais, no lar precisam dividir sua atenção com muitas outras tarefas. É preciso ter noção dessa situação específica e agir de acordo com ela”, argumenta. Assim, saber quais objetivos podem ser relegados a segundo plano e quais são imprescindíveis de serem realizados é essencial.

Conexão

O terceiro pilar é manter-se conectado com seres humanos. Nesse ponto, a tecnologia é de suma importância. “Se juntos em um escritório os colaboradores não se comunicavam direito, agora, isolados, cada um em seu espaço, as coisas ficaram ainda mais difíceis”, afirma o gestor.

Por exemplo, com o uso de um gerenciador de tarefas, controla-se melhor cada membro da equipe e quais resultados serão obtidos ao final do dia e da semana. No quesito comunicação, Shinyashiki indica o uso de aplicativos distintos daqueles comumente empregados em conversas cotidianas, pois assim a atenção não é dividida. “Ferramentas para a execução de reuniões para estabelecer metas diárias e semanais também são de grande auxílio no sentido de melhorar a performance. Além disso, manter-se conectado é importante em âmbito pessoal. Não se esqueça: somos seres sociais e precisamos do contato com outros para nos mantermos saudáveis”, destaca.

Shinyashiki sugere, por fim, algumas dicas práticas para tornar o trabalho remoto mais eficiente. Segundo o palestrante, é importante um local específico para exercer suas demandas. Caso não tenha um escritório em sua residência, utilize algum outro cômodo, contudo ele deve ser preparado. “Atuar em qualquer lugar, no sofá, por exemplo, interfere negativamente na produtividade”, afirma.

Por último, aconselha a prática de exercícios físicos visando à manutenção visando à manutenção da saúde. “É possível fazer treinos de meia hora em casa sem o uso de aparelhos”, aconselha.

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