A pandemia afetou, profundamente, o mercado de trabalho. Muitas empresas enfrentaram - e ainda encaram - inúmeros desafios para manter o fluxo de caixa equilibrado. Na hora de fazer contas, uma das áreas mais atingidas é a de treinamento de funcionários. É assim também na sua companhia? Então, continue lendo e mude essa situação!

O aprendizado deve ser constante

No segmento de escolas de idiomas, por exemplo, a queda foi considerável. “Em tempos de crise e orçamento apertado, a área de capacitação é uma das primeiras a ser afetada com cortes”, afirma a diretora da Language Pro, Débora Carillo. Na Companhia de Idiomas a queda foi de 40% na busca por novos cursos. Na Language Factory, a redução chegou a 70%. Já na Casa Brasileira, a decaída ficou em torno de 50%. Isso pode reverberar no futuro e de modo nada favorável.

Todavia, um colaborador motivado e qualificado deixa a organização mais preparada para enfrentar momentos de crise. “O gasto com qualificação não é despesa, é investimento. Quem não enxerga dessa forma tem uma visão míope do capital humano”, avalia o proprietário do Instituto Orange, Rogério Zago.

Com o mercado cada vez mais competitivo, a vantagem não está no produto, processos, preço ou outros fatores facilmente copiáveis, mas, sim, na relação entre os profissionais talentosos e a conexão de cada um com a corporação. “Investir nesses indivíduos sempre tem retorno prático e emocional. No entanto, isso só acontece quando o colaborador se sente tratado como uma pessoa importante para a instituição”, detalha a sócia-diretora da Companhia de Idiomas, Rosangela Souza.

Comece a amadurecer a cultura organizacional

Assim, para mudar esse cenário, mesmo em tempos de caixa reduzido, as escolas têm adotado uma série de medidas, como uso de micro momentos de aprendizagem (com ênfase em períodos mais curtos, porém eficazes), aulas invertidas (acesso ao conteúdo antes do encontro, com práticas e interações diversas, aumentando a autonomia do aluno), entre outras. Isso diminui os custos do curso, pois exige menos horas de professores, por exemplo.

Outro ponto é oferecer conteúdo relevante pensando em cada um. Assim, aproveita-se melhor o momento de aprender, bem como, agrupar o pessoal. “Além do mais, nesses casos, unimos pessoas de segmentos diferentes e isso traz um intercâmbio grande entre a galera”, detalha a diretora da Language Factory, Marianthi Boutsiavaras.

Nesse sentido, para todos os gestores o engajamento do funcionário é essencial para o sucesso dessa habilitação e envolve dois fatores: autoconhecimento e planejamento. É preciso cada um conhecer qual a sua melhor forma de aprender e investir nisso, se programando, traçando metas e mensurando resultados. É necessário experimentar. “Quando a equipe tem a oportunidade de ‘colocar a mão na massa’ e sentir como a metodologia funciona, eles acabam gostando. A grande questão é fazê-los degustarem”, expõe a CEO da Challenges Idiomas, Paula Grzybowski.

Portanto, adquirir um conhecimento relevante para o dia a dia do sujeito também é uma forma de melhorar o engajamento.”Quando os assuntos abordados fazem sentido com a rotina, a aquisição da nova língua passa a ser algo agradável e leve, possível de acontecer”, finaliza Marianthi.

Todavia, tudo deve começar de dentro para fora. Afinal, o público interno é o porta-voz da corporação e a faz continuar existindo. Então, antes mesmo de começar a implementar novas ações e iniciativas, é fundamental ouví-los e mapear suas necessidades e fragilidades.

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