A pandemia do coronavírus mudou drasticamente a rotina dos escritórios e levou grande parte dos funcionários para o home office. Assim, o futuro dos espaços corporativos entrou em análise, em especial para ocupantes de grandes ambientes. Acompanhando essa tendência, a JLL realizou um levantamento global junto a seus clientes para entender sobre o futuro da demanda por escritórios. Segundo a pesquisa, esses lugares não vão acabar, mas devem passar por mudanças de função e propósito.

O estudo mostra como, sob a ótica dos colaboradores, o local fornece uma chance de interação única e a tecnologia não é capaz de replicá-la, como a conexão pessoal, colaboração e gerenciamento de talentos. Mesmo com o sucesso da experiência de trabalhar remotamente, a maioria dos funcionários declara o desejo de estar fisicamente nas salas coletivas a maior parte da semana.

O Nube também quis entender os novos cenários para o público jovem. Em um levantamento realizado com mais de 32 mil participantes, quase 52% deles apontaram interesse em atuar apenas na companhia para querer vivenciar a rotina organizacional. Outros 34% querem um sistema híbrido, mas dedicando mais parte dos dias no empreendimento.

Elis Pontes faz parte dessa maioria. Ela estagia na área administrativa, em Ribeirão Preto e conta sentir falta do dia a dia interativo comum antes da pandemia. “A conexão com a equipe parecia ser mais sólida, mas a minha produtividade aumentou atuando de casa. Para a empresa, isso pode compensar, mas tenho saudade da convivência com os colegas”, compartilha.

O espaço das organizações ainda tem um papel fundamental a desempenhar na facilitação de atividades presenciais básicas, as quais não são fáceis de serem replicadas on-line. Integração de novos talentos, treinamento e orientação são primordiais para a progressão na carreira e manutenção de uma força de trabalho produtiva.

Além disso, contar com um ponto de encontro para as pessoas se reunirem, colaborarem, inovarem e se engajarem pode facilitar no crescimento dos negócios. Para alguns, o escritório é um local de concentração, permitindo uma distinção mais clara entre a vida doméstica e os afazeres corporativos.

A especialista em workplace da JLL, Roberta Hodara, avalia como os gestores e suas equipes devem ser responsáveis pela divisão de tempo entre os dois formatos para cada time. “O RH tem agora um papel muito ativo em estruturar a política de teletrabalho para os líderes conseguirem definir, junto às suas staffs, quem precisa estar presencialmente no escritório, quando e porquê”, explica.

Espaços em evolução

Do ponto de vista das contratantes, o espaço físico facilita a coordenação de atividades e o aumento da criatividade. Também desempenham papel fundamental na transmissão a cultura organizacional, como atraem e retém talentos.

O estudo aponta a tendência: os ambientes devem continuar evoluindo. Assim como as baias famosas nos anos 1990 foram abandonadas e, até a pandemia, vivíamos o momento do compartilhamento de mesas e espaços. Os quatro fatores principais apontados pelo levantamento da JLL, responsáveis pelo impacto a curto prazo da demanda por escritórios, são:

1. Home Office

A adoção abrupta do trabalho remoto evidenciou alguns dos benefícios da modalidade, como o horário flexível e não ser preciso deslocar-se. Contudo, para muitas pessoas, o local destinado ao labor em casa mostrou-se inadequado – pequeno, sem estrutura ou repleto de distrações. Além disso, perdeu-se a interação proporcionada pelo estilo tradicional. A flexibilidade será a chave para a satisfação do funcionário, mantendo equilíbrio entre os dois locais.

2. Design do escritório

A mudança mais evidente no layout diz respeito à densidade do espaço. Se antes a tendência era ascendente, agora o distanciamento social será a regra. Caso uma vacina ou remédio sejam descobertos, é possível o adensamento voltar a crescer. Porém, saúde e bem-estar permanecerão entre as principais preocupações dos ocupantes.

3. Tecnologia

A curto prazo, a adoção de novas tecnologias já está facilitando a jornada do lar, bem como o retorno à garantia de proteção na volta aos escritórios. A longo prazo, os ocupantes exigirão cada vez mais edifícios inteligentes, refletindo também a preocupação das companhias com o meio ambiente e a sustentabilidade. Assim, provavelmente a demanda por ativos de qualidade inferior caia no futuro.

4. Padrões de deslocamento

A ausência de deslocamento é citada como a maior vantagem do home office e é um dos temas responsáveis por causar maior preocupação quanto ao retorno – especialmente em cidades grandes onde há enorme dependência do transporte público. Ao longo do tempo, a localização centralizada dos estabelecimentos ainda deve ser priorizada, facilitando o acesso. Assim, o oferecimento de serviços de condução deve continuar influenciando preço e a demanda.

Segundo a pesquisa, as organizações podem mudar suas configurações para atender a novos propósitos, mas continuarão sendo um lugar de conexão interpessoal importante tanto para as empresas quanto para os funcionários. Para Roberta, mesmo com as regras de distanciamento social afrouxadas e a aglomeração possa voltar a crescer, o ambiente compartilhado ainda deve permanecer como uma possibilidade de socialização. “As atividades realizadas individualmente continuarão a ser resolvidas no tempo atual, enquanto o escritório vai privilegiar as interações e o trabalho de equipe”, revela.

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