A leitura ocupa um lugar essencial na formação do ser humano. Por meio dela as pessoas passam a fazer parte de um grupo social privilegiado. Fazer parte da população letrada é ter o poder de opinar e decidir. Afinal, o desenvolvimento do potencial humano, da liberdade, da inclusão e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e plural implica no acesso ao conhecimento.

Para Cléo Busatto, escritora e mestre, muitas pessoas afirmam não gostar ou não conseguir ler. Porém, é uma habilidade aprendida e capaz de ser exercitada. “Para isso acontecer, é fundamental a ação do mediador de leitura na primeira infância e nos anos seguintes. De acordo com o estímulo recebido, a criança poderá ou não alimentar sua vontade. Mais tarde virá a compreensão do valor social, cultural e econômico desta aquisição”, explica.

Segundo a especialista, aqui entra o papel da escola e do professor, enquanto mediador: “será quem pega a mão dos pequenos e mostra o mundo por meio dos livros. A criança não esquecerá jamais dessa experiência”, destaca.

Além disso, para Cléo, é essencial ressaltar a importância de obras literárias: “embora não ensinem coisas objetivas, educam. Isso porque trata do intangível, do não visto e sim sentido. Do não verbalizado, mas sim do elaborado internamente e capaz de provocar mudanças significativas para a vida”, aconselha.

O cenário brasileiro

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018, o Brasil está entre os piores países no desempenho nesse quesito, ocupando a posição 57 de 77. “A cada ano, o número de redações nota 1000 no Enem diminui. As vendas de livros caíram 20% em 2019. Bibliotecas encerram atividades e livrarias fecham de forma constante por conta de prejuízos, encolhendo o mercado em cerca de 29% no ano passado”, ilustra Gabriel Lima, gerente de gente e finanças da Árvore.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, 44% da população não lê, 50% nunca comprou um livro e o índice é de 4,96 obras por ano (2,43, se considerarmos os lidos até o fim). Porém, dentro dessa dinâmica surge a tendência digital. De acordo com a Árvore, 56% dos brasileiros já são praticantes assíduos. “No entanto, esse número poderia ser maior se eles comprassem livros on-line, atualmente representando apenas 15% deste total. Conforme o Ibope, em pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 26% da população opta e/ou já consome e-Books”, explica Lima.

Porém, o desafio pode ser maior com os estímulos tecnológicos. Para Cléo, driblar esse fenômeno começa ao se desligar das redes sociais: “o gosto se adquire lendo. Por isso, é importante criar um ambiente adequado, seja em casa ou na escola. Nós nos formamos por meio de exemplos. Uma criança crescendo com obras e vendo os pais praticarem, certamente será um leitor”, aconselha.

Pensamento crítico

Além disso, segundo a especialista um sujeito-leitor não acredita em tudo e tem um pensamento crítico e recursos internos para identificar fake news. “Quem lê geralmente tem opinião própria, predica, pesquisa, busca informações e está conectado com os diversos pensamentos vigentes no mundo. Não se deixa enganar tão facilmente”, destaca.

Dicas para os estagiários

Para quem está procurando uma oportunidade de estágio, o mercado de trabalho busca indivíduos antenados com o seu tempo, proativos, criativos, flexíveis e humanos. “Essas são qualidades potencializadas pela leitura literária. A neuroplasticidade nos ensinou: quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será gravado no cérebro. A literatura permite vivermos os sentimentos do personagem e construirmos caminhos, por meio das sinapses, e nos prepararmos para lidar com situações similares. Ou seja, nos condiciona para a vida”, comenta.

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