Inegavelmente, a pandemia do novo coronavírus mudou de maneira expressiva a maneira com a qual nos relacionamos com as coisas. Isso não apenas no contexto individual ou pessoal, mas também no comportamento de consumo e nas interações profissionais. Afinal, o que será daqui para frente?

Como o Covid-19 mudou as relações no contexto organizacional

Para Anderson Entrielli, gerente de marketing e vendas da startup Takí Pay, no âmbito corporativo, as transformações e impactos da crise ainda são uma incógnita, tanto para o empregador, quanto para o colaborador. “Do sofá, da mesa da sala, escrivaninha ou até mesmo da cama, esses são os vários cenários utilizados ao longo desses meses de trabalho remoto. Muitas empresas, como o Facebook e o Twitter, começaram a se movimentar e anunciaram medidas para permitirem seus colaboradores a se aventurarem em jornadas dentro de suas próprias casas pelo menos até o final deste ano”, expõe.

Impacto no país tupiniquim

No Brasil, algumas pesquisas também já exploram esse cenário. Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra como 30% das companhias pretendem manter a modalidade remota mesmo após o fim da pandemia. “O relatório Potencial de Teletrabalho na Pandemia: um Retrato no Brasil e no Mundo", realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), segue a mesma linha: segundo o documento, 22,7% das atividades serão realizadas por teletrabalho daqui para frente. Isso deve impactar, ao menos, 20 milhões de trabalhadores”, alerta o especialista.

Quem teve a realidade mudada

Janaína Moraes, estagiária de psicologia no Rio de Janeiro, é um exemplo de quem migrou para um escritório improvisado no lar. “Se você me perguntasse ano passado se eu cogitaria a ideia de atuar de casa por meses a fio, eu provavelmente acharia a ideia uma loucura”, conta a universitária.

Para ela, essa mudança de cenário deve tirar muitos de suas zonas de conforto. “A gente sempre se acostuma com as situações com as quais somos colocados. Eu mesma mudei minha visão sobre esse estilo de atuação. Hoje, sou a favor de uma rotina flexível entre o escritório e meu quarto”, compartilha.

Dúvidas sobre o futuro

Com isso posto, a pergunta mais importante é: os brasileiros estão, de fato, preparados para uma realidade sem interação com os demais colaboradores de uma companhia? Ou ainda, nós temos estrutura dentro de nossos lares para poder ter rendimentos nesse formato chamado de o "novo normal"?

Para responder isso, Entrielli traz o case de sua própria companhia. “Uma pesquisa interna realizada por aqui indicou como 60% dos indivíduos preferem voltar ao ambiente compartilhado, mesmo tendo de se deslocarem via transporte público por mais de 1h30 para chegar à Vila Olímpia (bairro da cidade de São Paulo). Uma grande surpresa!”, compartilha.

Motivos para o resultado

No levantamento, segundo o especialista, ficaram claros os motivos pelos quais os funcionários demonstraram necessidade de voltar aos seus postos. “‘Minha casa é pequena e tem outras pessoas vivendo comigo’, ‘não consigo me concentrar’, ‘sinto falta da interação com meu time’ e ‘me sinto preso(a) dentro de casa’ são algumas das justificativas”, explica.

Porém, se levarmos em consideração a realidade do país, os motivos podem ser outros. “Muitas pessoas não têm estrutura particular para conseguir desempenhar bem suas funções, por exemplo. Segundo informado pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), a demanda de banda larga nesse período de quarentena aumentou em 70% desde março. Já as reclamações de qualidade de serviço chegaram a 40%”, constata o gerente. Ou seja, nem sempre a conectividade será boa o suficiente para sustentar o teletrabalho de maneira satisfatória.

Com isso, de acordo com Entrielli, adotar medidas de home office pode ser muito perigoso, ainda mais em um cenário como esse. “Sim, a cultura de diversos empreendimentos, e nos incluímos nisso, permite ao nosso time trabalhar de onde preferir e isso é ótimo. A questão é entender se o colaborador estará satisfeito e se terá insumos para isso ser feito de forma permanente com a mesma qualidade. Cautela é necessária!”, conclui.

Cuidados para o home office permanente. Sua organização está preparada?

 

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