A nossa sociedade está habituada desde sempre a utilizar expressões discriminatórias, das quais, por muitas vezes, as pessoas não sabem o significado e acabam sendo preconceituosas. Isso porque, muitos termos já se tornaram ditados populares. Então, fique atento a essas expressões para excluí-las do dia a dia, inclusive, no ambiente laboral.

Cuidado com o falso “normal”

Por causa dessa naturalização, alguns vocábulos são utilizadas no espaço trabalho, onde também existem indivíduos com religiões, culturas e orientações sexuais diferentes. Isso acaba culminando em discriminação e conflitos, os quais podem dificultar até mesmo o convívio social amigável.

Pensando nisso, a Cognizant e os seus grupos de afinidade iniciaram uma ação de interseccionalidade, por meio de workshops internos para promover conhecimento sobre a origem etimológica de diversas locuções inadequadas em qualquer contexto. Inclusive, “podem gerar situações racistas, xenofóbicas e homofóbicas”, comenta a diretora de aquisição de talentos, diversidade e inclusão, voluntariado e campus recruiting da Cognizant, Carla Catelan.

Assim, também, o Grupo Embrace - especialista em estratégias de comunicação - está promovendo ações com foco em inclusão do público LGBTQIA+. O intuito do projeto é fazer quem não têm acesso a essa realidade desenvolva empatia e perceba a importância de tornar o ambiente colaborativo um lugar acolhedor, onde todos se sintam confortáveis e manifestem sua voz.

Afinal, qual deve ser o papel das organizações?

Para Carla, a companhia tem o dever de garantir orientação e educação dos colaboradores. “Falta de conhecimento ainda é um dos fatores mais geradores de desconforto, quando se fala de inclusão”, complementa. Por isso, a diretora listou algumas frases e termos para ter cuidado. Veja:

Expressões sexistas direcionadas ao público masculino:

  • “Homem não chora”;
  • “Meninos não brincam com bonecas”;
  • “Os rapazes não vestem cor-de-rosa”.

Frases sexistas voltadas ao público feminino:

  • “Mulher tem de se dar ao respeito”;
  • “Você é mulher para casar”;
  • “Deve estar saindo com o chefe”.

Racistas:

  • Inveja branca - é a ideia do branco como algo positivo;
  • A cor do pecado - é utilizado como um “elogio” aos negros, contudo, fazendo referência ao pecado;
  • Serviço de preto - refere-se à uma tarefa malfeita, associação racista ao trabalho realizado pelo negro;
  • Denegrir - é recorrente, quando um sujeito está sendo difamado. É uma palavra pejorativa e seu real significado é “tornar negro” e visto como maldoso;
  • Judiar - diz respeito, na verdade, ao povo judeu, pois historicamente foi vítima de perseguições.

LGBTQI+:

  • “Até tenho amigos assim”;
  • “Quem é o homem/mulher da relação?”;
  • “Você nem parece gay”.

Capacitistas:

  • “Você é tão bom profissional, nem parece deficiente” - isso é discriminatório e diminui o indivíduo apenas ao seu déficit;
  • Portador de necessidades especiais (PNE) - o termo correto é PCD, pessoa com deficiência.

Portanto, “o líder tem a responsabilidade de garantir a promoção de ações de conscientização para suas equipes e dar o exemplo. Logo, é preciso se manter acessível para dialogar sobre qualquer tema e deixar claro para toda a equipe a intolerância da instituição com qualquer tipo preconceito e hostilidade”, finaliza a dirigente.

Apesar de tantos avanços, ainda temos muito a fazer. “O tema deveria ser rotina, algo intrínseco ao mundo corporativo, mas ainda existem vários obstáculos a superar. Muitos “cabeças”, infelizmente, não conseguem perceber a riqueza da diversidade e acabam reforçando desigualdades de oportunidades. Um dia chegaremos lá, estamos no caminho, porém precisamos de muitos aliados, energia, tempo e recursos para fortalecer esse movimento”, expõe o diretor de Acesso ao Mercado e Relações Públicas da Medtronic, Renato Arruda.

Por isso, quebre barreiras e desenvolva sua mente! Acompanhe nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diariamente e temos opiniões de diferentes especialistas.

Como é a diversidade na sua empresa?

 

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