Situação de distanciamento social causada pela pandemia de covid-19 exige o desenvolvimento de novas habilidades pelos profissionaisA pandemia trouxe uma nova ordem para o mercado de trabalho mundial. Não se trata apenas da adoção em larga escala de home office e reuniões on-line, mas sim da própria forma pela qual as empresas e até mesmo os profissionais passaram a encarar o uso das novas tecnologias. Além disso, como as mudanças vieram para ficar, quanto antes o colaborador fizer os ajustes, menor será o impacto na sua carreira.

A análise é da psicóloga Thais Alves, especialista em psicologia organizacional e do trabalho e sócia da Core Psicologia. “A crise do coronavírus acelerou o surgimento de serviços e remodelou profissões. Com o isolamento social de quem tem a possibilidade de ficar em casa, o atendimento à distância virou uma modalidade de exercício do labor para muitas pessoas”, avalia.

Míriam Silva, auxiliar administrativa em Santos (SP), é um exemplo de quem teve de se adaptar a uma nova realidade. “Nos primeiros seis meses, atuei integralmente de casa. Apenas no final de setembro, começamos a voltar gradativamente ao escritório da empresa”, compartilha.

Com tantas transformações, não se pode negar, de imediato, o impacto severo da pandemia na economia mundial. Estimativas da Organização Internacional do Trabalho falam em mais da metade da força trabalhista no globo, cerca de 3,3 milhões de pessoas, afetadas. A retração do Produto Interno Bruto de todos os países deve ultrapassar os US$ 2 trilhões. Só no Brasil, perto de cinco milhões de indivíduos perderam seus empregos ou parte de sua renda.

Apesar dessa realidade, a psicóloga avalia como o maior legado deixado por este período de instabilidade não serão as perdas imediatas com a questão monetária, mas sim a modernização das relações corporativas e os novos desafios decorrentes delas para as organizações.
                                                                    
Impacto
                                                                    
Nesse cenário, habilidades como gestão do tempo, manejo de carreira e utilização intensiva dos meios tecnológicos são o futuro para maior parte das empresas. “Três em cada cinco empreendimentos pretendem continuar a utilizar a modalidade remota. Haverá, ainda, o aumento no uso dos recursos digitais. Essa realidade já estava em andamento e veio para ficar. Portanto, é preciso se preparar para a nova realidade”, conta Thais.

Logo, será necessário encontrar seu próprio ritmo, inclusive para evitar jornadas excessivas. “É um processo de adaptação. O ideal é um meio termo. Teletrabalho, por exemplo, não significa estar à disposição da empresa 24 horas por dia. É preciso equilíbrio”, defende a especialista.

Opções

Outra mudança, avalia Leidiane Martinez, também sócia da Core, é a chamada gig economy. O termo é usado para descrever um conjunto de formas alternativas de trabalho, de caráter autônomo e temporário, caracterizadas pela ausência de vínculo empregatício e pela frequente mediação de plataformas de serviços on-line, como apps de entrega ou de transporte. “Na gig economy, a maioria dos indivíduos não têm acesso a vale-alimentação, férias remuneradas, décimo terceiro salário e seguridade social. A tendência veio para ficar, e o mercado deve se adaptar a isso”, avalia.

A psicóloga explica como, nesses casos, o sujeito deverá agregar a gestão de sua própria trajetória às habilidades necessárias para ser bem-sucedido. “É uma troca de paradigma. Não é fácil, mas será irreversível”, conta.

Home office para sempre?

 

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