Segundo um relatório do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), divulgado no ano passado, a taxa de empreendedoras no estágio inicial do negócio, de até 3,5 anos, chegou a 16 milhões de mulheres, ou seja, elas são responsáveis por metade dos negócios nessa fase no país.

Esse fenômeno do empreendedorismo, setor até pouco tempo majoritariamente liderado por homens, pode estar relacionado aos dados apresentados pelo Governo Federal. Segundo os quais, a cada quatro lares brasileiros, três são chefiados por elas e 41% delas já possuem o próprio negócio, geralmente, voltados para varejo e serviços.

Alternativas

De olho nesse movimento e com a proposta de criar um espaço único e inovador para discussão de ideias e troca de experiências adentrando o mundo dos negócios, a empreendedora Ely Ribeiro aposta no ineditismo de uma rede social dedicada a elas. “Muitos das casas administradas têm como característica o esforço individual de cada uma. Grande parte das vezes, elas não têm emprego formal e se veem diante da necessidade de apostar em algo o qual já tenham algum conhecimento”, afirma.

Empreendedorismo e maternidade

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Robert Half, apenas 53% das trabalhadoras retornam integralmente após a gestação, enquanto 27% parcialmente e as demais acabam sendo desligadas pela própria empresa.

Para a head de gestão e inovação da Roda Brasil Logística, Rafaela Cozar, os obstáculos vão além dos cuidados. “Temos o padrão de nos cobrar excessivamente. Na minha visão esse é o principal desafio na conciliação dos dois mundos no universo feminino. As barreiras são muitas, na carreira somos mais cobradas e testadas para dar resultado, e ainda nos espera uma segunda jornada em casa com os filhos. É preciso ter muito discernimento e adotar algumas estratégias para nenhum lado sair sem a devida atenção”, aponta.
Para a especialista, as empreendedoras, após a maternidade passam a ter um estímulo a mais, como por exemplo conciliar a gestação e os negócios. “Além disso, elas anseiam garantir um futuro melhor para seus filhos e partem para montar seu próprio negócio, em bases sólidas e consistentes.”

Já para a presidente executiva do SetCesp, Ana Jarrouge, o maior obstáculo é o equilíbrio emocional. “Quando escolhi seguir minha carreira e no meio dela ter meus filhos, de maneira programada, tomei a decisão a qual me deixava feliz, tanto no aspecto familiar como profissional e ambos caminharam juntos. Não foi fácil, é fato, me senti culpada muitas vezes por trabalhar demais, mas sempre procurei dar muita qualidade ao tempo presente com as minhas crianças”, conta.

Gerenciando tempo e ambiente

Conforme dados de uma pesquisa anterior, feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 41% da parcela feminina são chefes de família, desempenham afazeres domésticos e não exercem algum tipo de profissão formal. Em um cenário como esse, muitas encontram dificuldades para separar a vida profissional da vida pessoal, causando grandes danos em ambas realidades. “Não é nada fácil essa tarefa, mas é um hábito e pode ser corrigido. Cresci em um lar de empresários e quando comecei a minha vida laboral, eram recorrentes os problemas virem parar na mesa de almoço ou de jantar. Porém, não considero uma prática saudável. Devemos nos policiar e evitar, deixando os assuntos do escritório para serem tratados dentro da empresa e pessoais em casa”, aponta Ana.

Saúde mental

Entretanto, manter a calma e prezar pela saúde mental é um bom exercício para atingir a excelência. “É importante ter um tempo seu. Seja ele para meditar, fazer uma atividade física, tomar um banho relaxante ou até mesmo poder apreciar tranquilamente uma xícara de café ou chá. Esses pequenos momentos são capazes de nos energizar e nos deixar preparados para a próxima rotina”, completa Rafaela.
O empreendedorismo feminino é um cenário em constantes evoluções e mudanças. Por isso, é importante estar atento às atualizações. Acompanhe as matérias e conteúdos do Nube para mais dicas e orientações! Leia também: “empreendedorismo: nova forma de produzir.”

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