Você já escutou o ditado popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo? Se sua resposta foi sim, provavelmente já se questionou sobre o impacto dessa mentalidade no desempenho de liderados. As crenças em uma gestão impositiva e autoritária não parecem tão coerentes com o atual cenário do mercado de trabalho. Por isso, é importante refletir sobre o futuro das lideranças.

Para Valdez Monterazo, master coach especializado em negócios, psicologia positiva e carreira, já se foi o tempo no qual uma chefia truculenta e disfuncional trazia resultados duradouros para as empresas: “hoje, atuar nesse modelo, é quase certeza de desengajamento e rotatividade de funcionários.”

O especialista destaca ainda como constantes alternâncias e falta de motivação são dois “venenos” capazes de gerar grandes perdas para as corporações. “Geram altíssimo custo de contratação e demissão, principalmente no Brasil. Além de fuga do capital intelectual, pois, muitas vezes, vai embora com o funcionário o conhecimento de todo um setor. Produz também improdutividade, pois pessoas insatisfeitas têm baixa performance a longo prazo. Dito isso, fica a seguinte questão: quais são os pecados capitais da liderança?”, indaga.

Para responder isso, o coach recorre a uma grande autora internacional, Kate Ludeman e seu livro “A Síndrome Do Macho Alfa”, usado como base para todo um segmento de atuação dentro do coaching executivo. “Explicando um pouco mais. Dentro de líderes e personalidades marcantes, existem três grandes desafios, ou riscos comportamentais, os quais quando são controlados e mitigados, potencializam de maneira exponencial sua atuação”, comenta. São eles:

Competitividade extrema

De acordo com Monterazo, uma interpretação saudável de competitividade pode ser positiva à equipe. Em contrapartida, quando está fora de controle pode arruinar os negócios. “Líderes com esse risco acentuado competem com os próprios subordinados e acabam com a performance do time”, destaca.

Impaciência

Impaciência é a antítese do desenvolvimento de um senso de urgência de qualidade e produtivo. Levando ao esgotamento dos colaboradores. Fator necessário de atenção. Segundo pesquisa da Isma-BR, representante da International Stress Management Association, 72% dos brasileiros atuantes no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofrem da Síndrome de Burnout e 92% das pessoas diagnosticadas continuaram trabalhando.

Agressividade

Para Monterazo, talvez a agressividade seja o maior causador de causas trabalhistas, além do prejuízo desnecessário, ressalta como essa postura não traz resultados benéficos e duradouros. Por isso, é importante desenvolver o conceito de inteligência emocional. De acordo com uma pesquisa realizada pela TalentSmart, essa capacidade é responsável por 58% do bom desempenho de qualquer profissional.

Se você se identifica com algum desses riscos, o especialista orienta: “tomar consciência da própria competitividade, impaciência e agressividade é o primeiro passo para uma liderança mais assertiva e focada em resultados. Executivos e empresários do mundo todo potencializaram sua atuação ao conseguirem controlar seu ímpeto e, com isso, obtiveram muito mais resultados organizacionais”, finaliza.

Atual cenário

Diante do atual cenário, se tornar um exemplo de gestão se faz ainda mais necessário. Lidar com os desafios de um “líder do futuro” também percorrem a mente de Juliano Primavesi, CEO da KingHost. Pautado pela noção da estabilidade nos negócios como algo fora do contexto de quem empreende, compreendeu como cenários adversos, como o atual, são momentos de aprendizado acelerado e capazes de colocar em evidência características necessárias para um bom gerenciamento.

Primavesi salienta como, acima de tudo, o timming deve ser um norteador de decisões. “Isso significa manter as pessoas no centro, liderando pelo exemplo, priorizando formatos de colaboração, trabalhando com ciclos curtos de avaliação-planejamento-ação e adaptando o necessário. Assim, é possível manter práticas essenciais para todos, como comunicação transparente e frequente, integridade nas relações, benefícios voltados ao bem-estar e a busca por oportunidades de convergência com nossos propósitos”, afirma.

Você se considera um líder autoritário ou motivador? É importante estar por dentro das constantes revoluções desse setor. Portanto, acompanhe as matérias e conteúdos do Nube para mais orientações e dicas.

 

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