Encontrar profissionais com certificação, como graduação, pós ou MBA, é uma tarefa simples no processo de seleção, assim como achar pessoas com qualificações técnicas. O grande desafio é acertar na contratação para compor equipes grandes e com habilidades, comportamentos e expectativas diversificadas e complementares. Isso, vem exigindo uma atuação cada vez mais humanizada dos recrutadores e gestores. Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

Adaptação interna

Atrair e reter talentos é uma tarefa árdua, pois existe uma diferença grande entre formação acadêmica ou profissionalizante e as habilidades pessoais adquiridas ao longo da vida. Ambas as características compõem o perfil e definem sua atuação no mercado de trabalho. “Imagine como seria mais fácil se as descrições pessoais do aspirante fossem constituídas como uma receita de bolo: uma colher de sopa das competências essenciais, três xícaras de bom comportamento em equipe e uma xícara de bom humor. Após deixar alguns dias em integração, está pronto!”, analisa a diretora de Pessoas e Cultura do GetNinjas, Andréia Girardini.

Contudo, a realidade, obviamente, é muito diferente e mais complexa. Além disso, existe o depois, ou seja, a adaptação dos novos colaboradores dentro da companhia. Então, “ao fugir do etnocentrismo, cultivado por anos em grandes empresas, e focar em um trabalho genuíno para formar times fortes, com pessoas complementares entre si, podemos alcançar não apenas engajamento, mas principalmente sinergia entre elas”, explica a diretora.

Passada a fase de retenção, existe a de ambientação e para Andréia, essa cooperação cria um espaço prolífero não apenas para a organização, mas para o todo - cada qual com seus anseios e particularidades. Logo, o processo de seleção não termina no ato da contratação. Integrar um novo funcionário e adaptá-lo de maneira adequada estão entre as principais preocupações do setor de Recursos Humanos (RH). “Essa fase é muito importante para alinhar expectativas, reduzir a ansiedade e acelerar o processo de "encaixe" do novo integrante à cultura da instituição”, complementa.

Valorização das soft e hard skills

Os seres humanos podem ter condutas e habilidades parecidas, mas cada uma leva consigo anseios, crenças e dominâncias cerebrais diferentes e completamente únicas. Por isso, o segredo está nas relações interpessoais e na harmonia na qual os sujeitos se complementam dentro da corporação. Afinal, o staff leva a estratégia da marca a cabo e, em contrapartida, tem o poder de pará-la.

Segundo pesquisas realizadas pela Universidade de Harvard, pela Carnegie Foundation e pelo Stanford Research Center, as razões pelas quais um indivíduo é capaz de obter, manter e seguir em frente em um serviço é 15% em habilidades técnicas (hard skills) e 85% nas aptidões de relacionamentos (soft/people skills). Essas conclusões foram após cinco anos de estudos.

Logo, fazer a gestão dessas atribuições se torna mais fácil com uma liderança alinhada e diretrizes organizacionais bem planejadas e executadas. “Para isso ser realmente eficaz é essencial gerar empatia. Isso é, olhar o mundo com o ponto de vista do outro, valorizar as diferenças e entender as demandas de todo o grupo”, finaliza a executiva.

Além disso, “o RH deve se certificar se alguns pilares corporativos estão sólidos o suficiente para atravessar a crise. O primeiro é garantir os propósitos da instituição bem definidos. Isso precisa estar refletido na cultura e na estrutura de valores da organização e na liderança”, ressalta o gerente-sênior de recursos humanos do SAS Brasil, Tato Athanase.

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