Ao longo desse período de distanciamento, a gestão de talentos a distância tem sido o novo normal dos departamentos de recursos humanos nas empresas. Aí está incluído um cuidado especial com as rotinas de recrutamento e seleção. Tendo em vista a longevidade da crise, a atenção com a segurança e bem-estar dos colaboradores também se redobram.

O RH está na busca por soluções as quais impeçam o contágio entre o time e preservem tanto a qualidade das entregas, quanto da saúde mental. Para isso, a equipe de gestão de talentos pode contar com a tecnologia para ampliar seu espectro de atuação a distância. Por meio dela é possível identificar os perfis mais adequados às vagas em aberto em processos de recrutamento e seleção mediados pela tela do computador, além de promover o entrosamento entre os trabalhadores por meio de dinâmicas de comunicação no dia a dia. 

“Ninguém tinha um plano de ação na gaveta para lidar com a Covid-19, estamos todos passando por isso pela primeira vez. Portanto, percebo nos profissionais do setor um movimento de busca de soluções para lidarem com tanta incerteza. Estamos nos reinventando”, avalia Maristela Ribeiro, gerente de RH da Synchro. Ela faz as seguintes recomendações sobre gestão digital da área: 

Foco nas pessoas

Em período como o atual, é importante o grupo reforçar com os funcionários as informações sobre prevenção de contágio, demonstrando interesse na situação familiar de cada um e garantindo sua segurança. Funcionários idosos e doentes crônicos precisam de especial atenção, portanto, a dica é mapear esse público e garantir seu acesso ao conteúdo.

Segundo Maristela, os casos têm sido monitorados desde o início da pandemia, além de apostilas com boas práticas de biossegurança terem sido distribuídas, com instruções para atendimento presencial. Como o time já tinha a prática do home office e a infraestrutura necessária para tal, a migração da operação completa para esse modelo transcorreu bem.

“Contudo, criamos gincanas semanais de descontração, os ‘desafios da quarentena’, para estimular a interação e o sentimento de equipe entre os funcionários, como happy hours virtuais, vídeos dos funcionários, thread de fotos da família e dos pets no chat da empresa. Com isso, as pessoas se conhecem mais e levam a distância com mais leveza”, avalia.

Saúde mental importa

A saúde mental dos colaboradores fica bastante abalada por conta do cenário difícil do mundo. Portanto, é missão do RH manter um canal aberto de apoio para todos, com olhar especial a quem perdeu algum ente querido. Um ponto de destaque aqui é o suporte entre os profissionais da área. Afinal, eles focam sempre no cuidado com o outro, mas também precisam exercitar empatia entre si, mantendo-se fortalecidos para exercer sua função. 

A especialista salienta a importância do processo de escuta. “Criamos  o ‘Animômetro’, uma pesquisa semanal com cada funcionário a qual identifica se alguém precisa de ajuda. Há também o auxílio do nosso Consultor Individual, profissional designado para prestar atendimento e suporte psicológico aos colaboradores em condição de sigilo”, revela.

Produtividade por entrega

Sem a possibilidade de administrar as equipes presencialmente, o modelo de acompanhamento das entregas é uma boa solução para manter o ritmo e evitar os entraves do microgerenciamento. Para isso dar certo, Maristela destaca a importância da relação de respeito e confiança entre as equipes. “A cultura do feedback deve estar presente de forma humanizada. De modo geral, os colaboradores têm se mostrado comprometidos com a missão do negócio e as necessidades dos clientes, sem queda de produtividade no período”, afirma.

 Treinamento das lideranças para gestão de crise

Não havia um manual de ação pronto para lidarmos com a pandemia. Por isso, providenciar treinamentos para os líderes é essencial. A gestora conta sobre o comitê criado para realizar reuniões rápidas diariamente a fim de debater a situação da organização e identificar possíveis ações de implementação. “Além disso, os workshops ministrados na nossa Escola de Liderança foram voltados à Gestão de Crise”, pontua.

Recrutamento e seleção remotos

A entrevista a distância deve ter os mesmos cuidados de pontualidade, apresentação e recepção do concorrente feitos há no formato presencial. É importante os candidatos saírem da entrevista conhecendo bem a vaga e a cultura da empresa, tirando as eventuais dúvidas.

É possível haver falhas na conexão de Internet do candidato e a entrevista precisar ser reagendada por conta disso. Contudo, esses fatores não devem influenciar na avaliação do recrutador, o qual precisa exercer a empatia nesse momento. “Temos vagas as quais exigem uma avaliação mais próxima e individual das pessoas, contudo já estamos aplicando pequenas dinâmicas de forma remota com grupos de pessoas para quebrar o gelo, por exemplo”, salienta Maristela.

Mudanças nas demissões e admissões

Por conta do isolamento, o processo de admissão e integração tem sido feito à distância nas corporações, por e-mail, telefone ou aplicativos de conversação, mas alguns contatos presenciais ainda são necessários, como no momento da entrega do equipamento.

“Já nas demissões, é importante entender o momento do colaborador, ser transparente para ele compreender a situação e exercitar a empatia. Este é o único contato presencial preservado. Marcamos uma reunião com o funcionário para nenhuma informação ficar desencontrada e ele se sentir acolhido até mesmo no encerramento desse ciclo profissional”, finaliza Maristela.

Como está o trabalho do RH na sua empresa?

 

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