Em meio à pandemia, colaboradores e gestores tiveram um desafio muito além dos cuidados de higiene pessoal e da quarentena domiciliar: a necessidade de estabelecer uma comunicação assertiva entre ambas as partes para isso não se tornar mais um agravante em meio à crise.
                                                                               
Desafios com o distanciamento
                                                                               
Gabriel Morais é analista de logística, no Rio de Janeiro. Para ele, ficar afastado de seus colegas, chefes, clientes e fornecedores foi um grande obstáculo. “A gente precisou se adaptar de maneira muito abrupta no começo da pandemia, tirando todos de uma zona de conforto”, conta.

Para ele, ter um bom diálogo, mesmo com o uso de ferramentas como videochamadas e bate-papos, é crucial para apresentar bons resultados. “Preciso ser claro quanto aos meus objetivos por trás de cada conversa e reunião”, explica.
                                                                               
Abordagem mais tranquila pode ser a solução
                                                                               
Para o especialista em comunicação da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, Reinaldo Passadori, os trabalhadores precisam de engajamento. Entretanto, devido à falta de aproximação, a melhor maneira de aumentar a produtividade é por meio de uma abordagem mais amigável, focada em resultados, seja a distância ou presencialmente.
            
Isso gera motivação
            
De acordo com ele, exercer a interação de modo saudável entre líderes e colaboradores é um dos pontos principais para gerar motivação e uma boa relação corporativa. “Quando o gestor entende como é falar do jeito errado e de forma agressiva, ele passa a se atentar e compreende o impacto no emocional dos times. Isso se intensificou muito no período de isolamento social e é indispensável estar atento para não agravar os problemas”, compartilha.

Caso seja necessário, “o superior deve traçar uma estratégia única de dialogar para todo indivíduo, levando em consideração como cada um possui uma forma de reagir e isso deve ser respeitado”, avisa.

Período estressante requer cuidados
                            
Segundo pesquisa da consultoria Betania Tanure Associados (BTA), realizada com 359 companhias, quase metade das empresas ouvidas já tinham adotado em março a prática do home office por conta do Covid-19. No estudo, mais de 70% dos entrevistados consideram o nível de estresse alto ou muito alto nesse momento, ressaltando ainda mais a necessidade de uma conversação não-agressiva para a gerência das equipes.                    
         
Engajamento não deve ser esquecido

O especialista alerta como tanto no trabalho remoto, quanto também nas ocupações com presença física indispensável, é necessário saber falar para engajar. “Para isso, deve-se ter empatia. É possível emitir solidariedade por meio de palavras e comportamentos mais compreensivos, expressivos e acolhedores”, comenta.

Expectativas claras e abertas

“Parece pouco, mas isso gera engajamento, sim”, continua. Além disso, o líder precisa deixar claro como a expectativa precisa vir da entrega de resultados. “Aos profissionais atuando a distância, fazer chamadas de vídeo, utilizar recursos tecnológicos, entre outros, pode ser uma boa estratégia para mostrar proximidade e amenizar ruídos”, diz.

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