Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. Hoje, 10 de setembro, é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, contudo, a campanha acontece durante todo o ano. O projeto surgiu com o objetivo de disseminar informações para auxiliar a sociedade a desmistificar o tabu em torno do assunto. Além de ajudar médicos a identificar seus fatores de risco, tratar e instruir seus pacientes. Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

32 brasileiros morrem por dia vítimas de suicídio

Segundo estudo da Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. De acordo com a cartilha do Centro de Valorização da Vida (CVV), a média brasileira é de seis a sete mortes por 100 mil habitantes, bem abaixo da mundial – entre 13 e 14 mortes por 100 mil pessoas. No entanto, enquanto o “meio-termo” global permanece estável, esse número tem crescido no Brasil. Inclusive, o maior aumento é registrado entre jovens de 15 a 25 anos.

No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa se mata, totalizando quase um milhão de pessoas, anualmente. Sendo assim, de 10 a 20 milhões de homens e mulheres tentam dizimar a si mesmos a cada ano. Trata-se de uma triste realidade. Cerca de 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais. Logo, em primeiro lugar vem a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Afinal, o que leva um ser humano a pensar na autodestruição ou a chegar a cometê-lo? Conforme a ABP, o suicídio pode ser definido como um ato deliberado, de forma consciente e intencional, usando um meio pelo qual crê ser letal. “Esse comportamento envolve desde pensamentos até planos e a tentativa. É uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. Por isso, esse tipo de ideia deve ser considerada como o desfecho de uma série de variáveis acumuladas na história do indivíduo”, explica a psiquiatra geral da Unifesp, Dra. Danielle H. Admoni, especialista pela ABP.

Mitos sobre o pensamento suicida

Nesse sentido, erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para a formação de um estigma em torno da doença mental e da conduta de aniquilamento. “Isso resulta de um processo no qual os sujeitos passam a se sentir envergonhados, excluídos e discriminados”, reforça Danielle. Então, para auxiliar o entendimento, a ABP elencou os principais mitos acerca do assunto. Veja:

O suicídio é uma decisão individual, pois cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio.
Falso! Esses cidadãos estão passando quase invariavelmente por uma doença mental. Ela altera, de forma radical, a sua percepção da realidade, interferindo em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz é o pilar mais importante da prevenção do autoextermínio.

Quando uma pessoa pensa em se matar, terá esse risco para o resto da vida.
Falso! Essa ameaça pode ser assertivamente tratada e, após isso, não haverá mais perigo.

Esses indivíduos só querem apenas chamar a atenção.
Falso! A maioria deles fala ou dá sinais sobre suas ideias. De alguma forma, boa parte deles expressou seu desejo, seja para médicos, familiares ou amigos.

Se uma pessoa com esse pensamento, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, significa o fim do problema.
Falso! Se alguém cogitou a situação, mas depois aparenta estar tranquilo, não significa a desistência da concepção. Ele pode se sentir aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de tirar a própria vida, transparecendo estar tudo bem.

Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco.
Falso! Falar sobre o tema não aumenta as possibilidades. Muito pelo contrário, conversar com alguém pode aliviar a angústia e a tensão perturbadoras.

Para a fonoaudióloga, mestre e doutora em Ciências e Expressividade pela USP, Dra. Cristiane Romano, algumas situações do dia a dia podem sinalizar quem precisa de ajuda. “A possível rejeição de quem está a sua volta já é o suficiente para começar a duvidar de si mesma. Para não ser excluída, ela se retrai, já prevendo uma avaliação negativa. Daí a importância de obter um apoio terapêutico, evitando a evolução do quadro”, finaliza.

Você sabia de todas essas informações?

 

 

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