Todos aprendemos na escola sobre a Revolução Industrial, seus impactos na sociedade e como ela  nos trouxe aos dias atuais. Entretanto,  na verdade já passamos por quatro eventos do tipo. Hoje, vivemos a Era da Indústria 4.0, onde tudo está conectado e, praticamente, a um clique de distância.

Atualmente, a sociedade está cercada e, praticamente, dependente de inovações. Algumas delas são: robôs autônomos, Internet das Coisas (IoT), Cyber Security, Big Data, Manufatura Aditiva, Realidade Aumentada, Computação em Nuvem, Impressão 3D, sistemas Integrados, entre outras. É a visão de Antonio Carlos Gomes Junior, coordenador de Engenharia Mecânica do Centro Lato Sensu de Manufatura Avançada 4.0 da Facens, em Sorocaba (SP).

"Embora para muitas pessoas soe distante quando falamos dessas tecnologias, elas já estão no nosso cotidiano. Quando enviamos uma foto para o backup na nuvem ou programamos um aspirador robô para limpar a casa, por exemplo, já estamos nesse universo. Na produção não é diferente, como no caso das impressoras 3D ou manufatura feita por robôs planejados por um software", explica.

Ciência evolui a partir de novas necessidades

Os meios de criação, ciências e modo de vida tendem a evoluir e se modificar de forma mais rápida quando a humanidade passa por guerras, catástrofes ou pandemias, como a da Covid-19. Isso acontece porque novas necessidades surgem e a população precisa se adaptar para evoluir e sobreviver. Logo, as habilidades para esse novo cenário tem sido altamente exigidas, pois o mundo está mais remoto e mecanizado por causa do distanciamento social.

Para Gomes Junior, cada vez mais serão demandados profissionais especializados em Engenharia 4.0, pois tudo deve passar a ser ainda mais automatizado e on-line. "Esse é um mercado em franca ascensão e deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos. Com certeza será uma excelente área de atuação para os jovens de hoje", ressalta o coordenador.

A atualidade proporcionou a geração de milhões de EPIs durante a crise de saúde pública. Além disso, um grande número de pessoas pode trabalhar no sistema home office e diversas fábricas mantêm a produção automática ativa graças às modernidades desenvolvidas por esse setor. Pesquisas apontam: essa é uma tendência a ser mantida mesmo após o fim da pandemia.

Aumento de produtividade

Segundo balanço da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a adoção de ferramentas da Indústria 4.0 pode aumentar em 22% a produtividade das pequenas e médias organizações. Na visão do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o resultado pode ser atribuído ao fato dos gestores conseguirem acompanhar os acontecimentos dentro da instituição em tempo real, por meio da computação em nuvem. Assim, é possível antecipar eventuais problemas.

A revolução industrial se sobressai no high tech com a automação de processos. Ou seja, tarefas antes realizadas de forma manual e com difícil mensuração, agora são substituídas por ERPs, aparatos cada vez mais potentes, androides e inteligência artificial, por exemplo, as quais fazem procedimentos minuciosos. 

Contudo, isso acontece sem deixar de lado o papel fundamental dos colaboradores. As companhias devem se preparar para não ficar para trás, pois o tempo para se adequar à competitividade é cada vez menor. Temos ótimas empresas de tecnologia no Brasil, com soluções comparáveis às de fora do país e basta os gestores criarem confiança nos sistemas para a adesão evoluir.

Quais inovações já fazem parte do seu dia a dia?

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