As transformações impulsionadas pelo coronavírus no cenário global ainda não estão totalmente claras. Afinal, a sociedade como um todo ainda tenta se recuperar da crise, se adaptando às novas realidades e, no contexto corporativo, isso não poderia ser diferente. Portanto, é papel do setor de RH entender as novas demandas.

Para Marcieli Mantovani, analista de novos negócios do Consignet, ainda existem incertezas sobre a gravidade dessa pandemia em vários cenários econômicos e sociais. “Ouvindo algumas notícias, verificando grupos de WhatsApp e até mesmo acompanhando em redes sociais, vemos um verdadeiro movimento de “vai e vem” das empresas públicas e privadas para adequar tanto o capital humano, quanto o financeiro das organizações”, conta.

Embora o cenário ainda seja nebuloso e cheio de fake news rodando por aí, a população está em estado de alerta e a dúvida de algumas pessoas é: qual o impacto dessa crise nas companhias? “Para ser mais específico, qual o verdadeiro impacto de uma quarentena para o RH das entidades?”, pondera.

Sabe-se como esse setor faz a gestão dos talentos de uma instituição e no meio de uma adversidade como estamos enfrentando, grandes impactos são sentidos pelos colaboradores e servidores. “Diante disso, cria-se um grande impasse para essa área: não deixar de ser humanizada e, ao mesmo tempo, proteger a própria equipe. E agora, o que fazer?”, questiona.

Trabalho Home Office

Uma das modalidades mais adotadas para a prevenção do contágio por meio do contato humano foi o trabalho remoto, uma ótima alternativa oferecida para evitar exposição e conseguir realizar atividades sem o caos diário dos grandes centros urbanos. “Porém nem todas essas corporações possuíam anteriormente o sistema de entregas a distância e nem sempre os profissionais estão adaptados ao novo estilo. Isso pode gerar dificuldades na produtividade e conflitos emocionais nas pessoas em meio às incertezas da mudança de rotina”, expõe.

Lucas Vasconcelos foi um dos exemplos de quem teve de se adaptar a esse estilo na corporação onde estagia. Ele estuda administração na PUC, em Campinas (SP). “Por decisão da chefia, fomos orientados a permanecer em casa, mas a comunicação continua muito clara até hoje”, comenta.

RH humanizado

Foi-se a época de ter um RH responsável somente por pagamentos, benefícios, férias, entre outras atividades burocráticas. Hoje, o ramo é o responsável por gerir os relacionamentos internos, pelo desenvolvimento pessoal, por manter o clima organizacional e disseminar a cultura da empresa. “O departamento está em um importante processo de humanização constante, focando nos indivíduos como um todo, no seu aprimoramento, preocupado não só com a vida profissional, mas em outras áreas também. Agora, sempre é bom seguir dicas e exemplos de quem já realiza ações de contenção dentro dos empreendimentos para barrar o aumento da infecção junto ao quadro de talentos e seus familiares. Tudo isso, claro, sem perder a qualidade do atendimento e protegendo o maior bem de um estabelecimento: o ser humano”, constata.

Entretanto como podemos continuar atuando com uma área humanizada e, ao mesmo tempo, em quarentena ou de forma remota? Acompanhe abaixo algumas dicas capazes de ajudar:

1) Atualização e orientação sobre a prevenção

Em uma pandemia, as informações podem mudar toda hora. “Manter o quadro devidamente orientado e atualizado sobre medidas de prevenção é fundamental para amenizar os impactos do problema. Vale esclarecer sobre as notícias falsas circuladas acerca do assunto”, defende.  

2) Cuidar das pessoas dentro e fora da empresa

Com as mudanças diárias dos dados sobre a doença, é necessário ficar atento às staffs com os sintomas ou aqueles com familiares diagnosticados. “O isolamento, nesses casos, é fundamental e poderá salvar a vida dessas pessoas e das demais.  Vale lembrar como nem todos possuem informações e acesso aos serviços de saúde, por isso, é possível ajudar a orientar as melhores saídas. Idosos e doentes crônicos precisam ser isolados desde o início, mapeie esse público e proteja-os!”, explica.

3) Liberação de benefícios

A pandemia tende a impactar a economia e o perfil de consumo das pessoas. “Por isso, o RH certamente terá de gerir os benefícios e descontos em folha dos seus quadros. Com a demanda de indivíduos utilizando o plano de saúde com coparticipação, por exemplo, o aumento de demanda no setor será grande. Isso vale, também, para empréstimos consignados, cujas diretrizes do governo foram facilitadas para movimentar a economia”, explica.

4) RH automatizado

Hoje, o mercado apresenta inúmeras soluções para otimizar o tempo de gestão da área e elas podem ser aproveitadas. “São as chamadas “ferramentas de automação”, as quais possibilitam a realização de atividades rotineiras e burocráticas de uma forma mais rápida e objetiva, por meio do uso de sistemas”, conclui.

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