Você já ouviu falar no conceito de Pandemia Digital? É um termo utilizado para falar sobre como empresas dos mais diversos setores tiveram de iniciar ou acelerar de maneira intensa o processo de digitalização dos processos para facilitar a rotina. Por conta das medidas de isolamento e quarentena, essa urgência ficou gritante e deixou muitos gestores preocupados na transição. Entretanto, nessa mudança, a mão-de-obra tradicional pode ser afetada.

Futuro alterado

Quem aponta isso é Fernando Taliberti, fundador da Onyo, empresa de operações digitais de food service e mestre em negócios on-line, tecnologias de informação e comunicação. Para ele, essa revolução alterou o futuro do trabalho, do emprego e do consumo, definitivamente.

Sociedade foca cada vez mais no universo web

Algumas estatísticas podem comprovar isso com relação ao comportamento da população na Internet, alertando ainda mais para a importância do e-commerce. Afinal, de acordo com o estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 61% dos brasileiros consumidores de produtos disponibilizados na web aumentaram o volume de aquisições devido ao isolamento. O destaque vai para o setor de alimentos e bebidas, com aumento de 79% no volume total de vendas. “Não dá para dizer se a transformação estava lenta, porque tudo é relativo”, comenta o especialista.

Para ele, as adaptações das companhias tradicionais para o universo digital vinham impulsionadas pelo surgimento de concorrentes com atuação forte na rede. “Entretanto, o coronavírus não está acelerando apenas esse processo de modernização. Ele tem efeitos econômicos imediatos e devastadores. Muitas corporações demitindo em massa para sobreviver ou preservando apenas uma parte das vagas geradas. Os estabelecimentos de produtos ou serviços não-essenciais, nesse momento, estão sofrendo”, alerta.

De acordo com Taliberti, esse processo de adversidades e desafios poderia ser menos agressivo para os empreendimentos, caso esses tenham investido no público cibernético. “Não é mais uma questão de vender transformação digital, é hora de comprar”, afirma.
 
Porém, como fica o trabalho?

“Não é fácil para executivos e empresários desligarem muitos colaboradores de uma vez. Também é difícil ser pego de surpresa por um evento raro como esse e perceber como o custo fixo é um grande risco para a sobrevivência. Isso cria forças duradouras de mudança. Digitalizar e automatizar para precisar de menos gente é uma tendência a se consolidar”, constata o especialista.

Para ele, nesse processo, algumas colocações profissionais serão destruídas. “Ocupações analógicas são automatizáveis. Uma pesquisa da Navita, empresa de softwares corporativos, apontou: os downloads de aplicativos de produtividade aumentaram 189% neste ano e de aplicativos de comunicação, 251%”, expõe.
 
A tecnologia cria apenas desemprego?

Segundo Taliberti, o Ludismo era o movimento de revolta contra a tecnologia durante a revolução industrial, quando máquinas eram destruídas porque acabavam com as ocupações tradicionais. “Hoje, sabemos como essa automação não foi uma vilã e não gerou um desemprego definitivo capaz de afundar a economia. O mesmo ocorrerá na Pandemia Digital”, garante.
 
“Novos negócios serão criados e outros florescerão para permitir empreendimentos se tornarem mais digitais. Isso vai criar oportunidades, mas de outro tipo, como profissões as quais exigem qualificação digital”, continua. Para ele, a maior parte da população deve se atentar justamente a isso.
 
Vitor Silva está procurando meios de manter seu perfil atraente para esse universo corporativo. “Em 2021, vou investir em capacitação voltada para a informática e uma especialização em marketing virtual”, comenta.

Ele irá se formar em publicidade e propaganda pela Unip - Universidade Paulista de Ribeirão Preto e considera as oportunidades para as próximas etapas acadêmicas. “Não posso me conter apenas com o conteúdo “antigo” das salas de aula, porque tudo está mudando nesses  últimos tempos”, compartilha.

A competição, no entanto, vai aumentar

Para a construção e operação dos novas organizações computadorizadas, as quais serão as engrenagens de uma economia movida a menos labor humano, será demandando um profissional muito mais literado digitalmente. Será necessária uma massa deles. “Escolas públicas e particulares, bem como as universidades, precisarão se adaptar rapidamente para isso. Precisamos oferecer instrução de qualidade e acessível para milhões de pessoas no ‘novo normal’”, diz.
 
O resultado final será uma economia a base de trabalho e capacitação digitais. “Não haverá espaço para quem desconhece ou ignora esse universo. Precisamos preparar a oferta de pessoal para uma realidade inédita. Não será uma mudança indolor, mas quanto antes a abraçarmos como indivíduos, empresas e sociedade, mais rápido poderemos conduzir a transição”, conclui.

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