Antigamente, a desconfiança, o pré-julgamento, o risinho no canto da boca, deixava explícito pensamentos em relação às mulheres no mercado de trabalho. Contudo, hoje em dia, elas têm conquistado posições de liderança e relevância nas organizações. O próprio Nube, por exemplo, conta com 70% da gestão feminina. Independentemente, o machismo sempre foi algo a se superar, inclusive, nesse meio. Então, continue lendo e entenda melhor sobre o assunto!

Gênero não é sinônimo de competência e inteligência!

Quem era dura e exigente, eram taxada como louca e de gênio difícil. Já os homens com esse perfil eram “exaltados”. “Isso tudo por serem consideradas do “sexo frágil”, sem capacidade para ocupar grandes cargos,nem poder de decisão ou de gerir possíveis crises na empresa”, explica a especialista em marketing digital e e-commerce, Fátima Bana.

Essas práticas machistas dentro de uma instituição podem ser ainda mais recorrentes e naturalizadas. Segundo o estudo produzido pela Central Mulheres, em parceria com a Inesplorato e a Avon, a disparidade salarial entre os sexos ainda é em média de 27,1%. Veja: entre 2000-2010, o valor médio do salário do público feminino diminuiu 3,2%. Já do masculino aumentou em 2%.

Como mudar isso? O movimento #heforshe ajuda, mas o #sheforshe ajuda ainda mais, pois o poder de decisão e o respeito são questões muito mais profundas. Para Fátima, existem dois tipos de startups, por exemplo: aquelas criadas por sócias e aquelas quase sem o envolvimento do grupo.

Com isso, “é possível perceber a cultura formada pela desconfiança e por pensar em uma mulher dura como apenas uma pessoa difícil de conviver, conflituosa ou pior, ela “dá piti” e não orientações de forma assertiva”, analisa a especialista. Isso se repete dia após dia. Logo, as mulheres acabam fugindo de situações parecidas e da tomada de decisão, buscando por espaços menos fechados e mais hospitaleiros, onde há empatia e acolhimento por parte dos outros colaboradores.

É preciso trabalhar em uma cultura organizacional resiliente

Para Fátima, com mais humanidade e entendimento construímos companhias prontas para crescer e serem capazes de resolverem problemas, de dentro para fora. Nesse sentido, a especialista em marketing elencou algumas sugestões para começar essa transformação de cultura institucional. Confira:

Evite interrupções enquanto elas falam - isso até ganhou um termo denominado manterrupting (interrupções masculinas) devido às ocasiões repentinas. Quase sempre acontece quando elas estão em reuniões, apresentações e até mesmo na hora do café ou em avaliações de desempenho.

Não chame uma colega de louca - seja quando ela envia uma demanda ou cria algo, isso é uma violência ao caráter e profissionalismo da colega de trabalho.

Poupe piadas sobre as particularidades de uma mulher - no ambiente laboral, principalmente, a “virilidade” masculina fica evidente quando a mulher é ridicularizada ao ser taxada, por exemplo, de “estar na TPM”. A tensão pré-menstrual se tornou um sintoma machista e reducionista de toda a complexidade delas.

Gênero não é competência - quando vir algum colega desmerecendo o trabalho de alguém, em especial, de alguém de outro feitio, sem nenhum motivo real, oponha-se!

Fuja de motins contra uma colega - convites e propostas indecentes, bem como ofensas, julgamentos e diversas variações de abusos físicos e psicológicos incitam o sentimento de inferioridade delas em relação aos demais.

Portanto, “a diversidade deve fazer parte do negócio de toda organização. Nós da Yara temos um olhar atento para essas questões, não só na unidade Brasil como também na nossa sede na Noruega", destaca Marcia Silva, a primeira mulher a assumir um cargo de diretora de Operações na Yara Brasil.

Segundo a diretora da Yara, a empresa possui um programa interno para permear e equilibrar as ações e contratações. Além de estimular o crescimento feminino em cargos de liderança. “Esse projeto busca dar às mulheres da nossa equipe condições para a evolução profissional, oferecendo igualdade e apoio. Nós, gestoras, passamos a dar consultorias e ‘adotar’ colaboradoras da equipe, visando oferecer experiências e incentivá-las, mesmo diante dos desafios impostos pela sociedade”, finaliza a diretora.

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